《Amor e Código: A Vingança do Gamer Traído》Capítulo 15

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Iago não estava na base da equipe há muito tempo quando foi misteriosamente sequestrado e levado para um armazém abandonado.

— "Quem são vocês? O que querem?" — Ele olhava aterrorizado para os jovens altos e de aparência intimidadora à sua frente. — "Vou avisando, minha namorada é a herdeira da família Silva! É melhor vocês caírem na real e me soltarem!"

Os sequestradores o ignoraram completamente. Simplesmente o amarraram a uma pilastra no centro do galpão e foram embora.

Pelos três dias seguintes, Iago não viu uma alma viva. Justo quando o medo e a fome estavam prestes a levá-lo à loucura, a porta do armazém finalmente se abriu. Valentina surgiu, sentada em sua cadeira de rodas, sua silhueta recortada contra a luz que vinha de fora.

Ao vê-la, Iago quase chorou de emoção: — "Querida!"

No segundo seguinte, Valentina desferiu um tapa violento no rosto de Iago. A expressão de euforia dele congelou; ele olhou para ela, incrédulo: — "Querida?"

Valentina o encarava friamente, em silêncio. O assistente atrás dela deu um passo à frente e espalhou as páginas das informações investigadas diante de Iago, uma a uma. O rosto dele ficou subitamente pálido como cera.

— "Querida, deixa eu explicar... eu não tive a intenção de esconder nada de você. Eu não te contei sobre minha origem porque tive medo que você me desprezasse..."

— "E o Pietro?" — Valentina o interrompeu, com a voz sombria. — "Ele nunca tentou te afogar, nem nunca tentou inutilizar suas mãos. Tudo não passou de um teatro encenado por você mesmo."

— "Isso foi porque eu te amo demais! Eu estava com ciúmes do Pietro..."

O som de um novo tapa ecoou no armazém. O rosto de Iago foi virado com a força do golpe. No silêncio mortal que se seguiu, uma gravação começou a tocar:

"A Valentina já perdeu o direito à herança dos Silva. De que me serve ficar com ela agora? Mas ela ainda deve ter alguns ativos... assim que eu colocar as mãos no que sobrou, eu dou um pé nela."

Todas as mentiras e tentativas desesperadas de Iago morreram em sua garganta. Na penumbra, suas pupilas dilatavam e contraíam freneticamente de pavor. Momentos depois, ele caiu de joelhos com um estrondo, tremendo: — "Querida, eu errei... pelo bem dos dois anos que passamos juntos, eu te imploro, me perdoe só desta vez."

A única resposta que obteve foi o desprezo das costas de Valentina enquanto ela se retirava, acompanhada de uma frase seca: — "Deixem ele vivo, apenas."

— "Valentina!"

Iago tentou correr atrás dela, mas no segundo seguinte foi chutado ao chão, e uma chuva de socos começou a cair sobre ele.

Quando Valentina chegou à porta do armazém, ouviu Iago gritar desesperadamente: — "Você vai atrás do Pietro, não vai?!"

— "Eu sabia que você já gostava dele! Eu não permito! O homem que você ama deveria ser eu!" — A voz dele estava embargada pelo choro e por um profundo ressentimento.

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A mão de Valentina, que empurrava a cadeira de rodas, hesitou por um instante. Tanto ela quanto Iago achavam que eram os mestres que controlavam o jogo, mas nunca imaginaram que, de tanto atuarem, acabariam se tornando meros personagens da própria farsa. Ambos tropeçaram na própria arrogância.

Neste momento, Valentina finalmente teve que admitir: ela realmente estava apaixonada por Pietro. Acontece que, antes, ela vivia se enganando, sem coragem de encarar os próprios sentimentos.

Pensando nisso, ela ignorou os gritos lancinantes atrás de si e deixou o armazém. Em seguida, ordenou ao assistente: — "Descubra o que o Pietro está fazendo. Eu vou atrás dele."

Zona Norte, Arena de E-sports.

Pietro levantou-se de seu assento e, junto com os membros da Z.M., curvou-se para a plateia sob uma salva de palmas estrondosa. Ele acabara de liderar a Z.M. rumo às oitavas de final da temporada de verão. Era um feito modesto para os seus padrões antigos, mas, para o atual Pietro, parecia um novo ponto de partida na vida. Algo digno de celebração.

Beatriz obviamente pensava o mesmo. Assim que a cerimônia terminou e eles desceram do palco, ela estalou os dedos: — "Vamos lá! Hoje o 'Deus Pietro' paga a conta. Vamos comer até não aguentar mais!"

Pietro ergueu uma sobrancelha e assentiu sorrindo: — "Tudo bem. Vou levar vocês no rodízio de frutos do mar do South Bank."

O rodízio no South Bank custava R$ 1.668 por pessoa. Imediatamente, uma onda de comemoração surgiu ao redor: — "O capitão é generoso!" — "Vida longa ao capitão!" — "Se fosse aquele de três mil e novecentos eu ficaria ainda mais feliz!"

— "Vai sonhando!" — Pietro brincou, rindo.

O grupo saiu do ginásio abraçado, seguindo em direção ao restaurante. Mas, antes de avançarem muito, o caminho foi bloqueado.

Ao ver Valentina, o sorriso no rosto de Pietro congelou instantaneamente, tornando-se uma expressão de total frieza. Ele não achava que ainda tivesse algo a dizer a essa mulher, então simplesmente tentou contorná-la e seguir em frente.

No segundo seguinte, Valentina o seguiu e segurou seu pulso. — "Pietro!"

— "Solta." — Pietro arrancou o braço. Pela força brusca da reação, Valentina acabou caindo da cadeira de rodas.

Com o grito de dor dela, Pietro notou as calças vazias de Valentina. Pelo choque, seus passos hesitaram por um milésimo de segundo — o suficiente para que Valentina agarrasse as roupas dele novamente.

— "Pietro," — Valentina disse com urgência, — "me desculpe... eu descobri toda a verdade há pouco tempo. Quem me salvou naquela época foi você, e você nunca maltratou o Iago. Eu fui cega, me enganei de pessoa e confiei em quem não devia todo esse tempo."

As pupilas de Pietro se contraíram levemente, mas a oscilação no fundo de seus olhos durou apenas um instante, voltando logo a ser uma indiferença absoluta.

— "E daí? Você quer que eu diga 'obrigado, Sra. Valentina', por finalmente devolver minha honra?"

Valentina sentiu a respiração falhar. — "Não... Pietro, não foi isso que eu quis dizer. Eu queria..."

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