《Encontrado Após Sete Anos: Meu Marido Tem Outra Mulher》Capítulo 23

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O coração de Luna deu um salto. No entanto, logo em seguida, Bernardo massageou as têmporas e soltou um riso amargo: — Por que você estaria ao meu lado?

— A essa altura... você deve me odiar mais do que tudo, não é?

Luna sentiu uma amargura indescritível no peito.

Bernardo acabou adoecendo de vez; nesses últimos três anos, ele praticamente exaurira sua própria saúde. A doença veio de forma avassaladora; com uma febre alta que não baixava, ele foi encontrado pela governanta e levado às pressas para a emergência.

Ao saber da notícia, Bianca correu imediatamente para o hospital com Aurora para cuidar dele. O médico foi categórico: — O resfriado evoluiu para uma miocardite e o quadro já é muito grave. Faremos o que estiver ao nosso alcance, mas temo que...

O médico não concluiu a frase, apenas balançou a cabeça e se retirou. Bianca ficou estática, em choque, enquanto Luna permanecia ao lado de Bernardo, velando seu sono e implorando para que ele acordasse logo.

Nesse momento, o celular de Bianca tocou. Ela não queria atender, mas o aparelho insistiu repetidamente. Ela lançou um olhar para Bernardo e foi até a porta para atender. Luna não tinha a intenção de bisbilhotar, mas a voz de Bianca estava alta, soando como um desabafo desesperado:

— Pai, eu não vou levar a Aurora de volta para a Alemanha... Você sempre disse que só queria que eu fosse saudável e feliz, mas, por puro egoísmo, me empurrou para essa situação humilhante...

— Talvez isso seja o carma. Você destruiu a família de outra pessoa pelos seus interesses, e agora sua filha nunca poderá passar a vida com o homem que ama. Você está satisfeito?!

Ao desligar, Bianca agachou-se no corredor e começou a chorar copiosamente. Luna agachou-se ao lado dela, acariciando suas costas com culpa, sem saber o que dizer para confortá-la. Palavras eram vazias; quando as coisas chegam a esse ponto, o que mais poderia ser mudado?

Bernardo acordou ao entardecer. Seu rosto estava tão pálido que mal parecia o mesmo homem de antes. Bianca, com os olhos vermelhos de raiva e dor, explodiu: — O último desejo da Irmã Luna era que você vivesse bem! Olha o que você fez consigo mesmo?!

— Bernardo Fontes! Você ainda está me culpando? Culpando meu pai pelo que ele fez com você e com a Irmã Luna? Se alguém tem que pagar por esse pecado, somos nós, não você nem ela!

Bernardo esboçou um sorriso fraco para ela e suspirou: — Eu não te culpo. Sou eu quem te deve desculpas.

— As ações do Grupo Fontes e toda a herança no meu nome... eu deixei tudo para você e para a Aurora...

Bianca sibilou, furiosa: — Você acha que é isso que eu quero?!

— Bernardo, eu quero que você viva! Mesmo que nunca mais nos vejamos, eu só queria que você estivesse vivo...

Bernardo, contudo, olhava para a janela com os olhos vazios e sussurrou: — Eu sonhei com ela de novo...

Bianca emudeceu subitamente.

Bernardo continuou, como se falasse consigo mesmo: — Eu a conheço desde pequeno. Talvez aos seis, ou talvez aos dezesseis anos, eu já tinha a certeza de que me casaria com ela, que ficaríamos juntos.

— Nenhum de nós tinha pais, tínhamos apenas o vovô. Sobrevivemos apoiando um ao outro em uma família cheia de intrigas. Foi por eles que lutei desesperadamente para construir o meu caminho...

— Mas eu não imaginava que, sob o peso do poder, o que eu receberia em troca seria um adeus eterno.

Bianca chorava tanto que precisou morder os lábios para não soluçar alto. Aquelas palavras eram cruéis demais para ela. Mas Bernardo, sentindo que seu tempo estava acabando, parecia decidido a forçá-la a esquecê-lo.

Ele disse, impiedoso: — Fui eu quem se declarou, fui eu quem pediu em casamento... quem nunca conseguiu viver sem ela... sempre fui apenas eu.

— Todos vocês me pedem para viver, mas fui eu quem causou todo esse fruto amargo. Como eu poderia viver em paz?

— Esqueça-me, Bianca. Sua vida ainda é longa, não a desperdice com alguém tão desprezível como eu.

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