《Encontrado Após Sete Anos: Meu Marido Tem Outra Mulher》Capítulo 15

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Após despertar no meio da madrugada, Bernardo deixou o hotel às pressas. Luna o seguiu o caminho todo, percebendo, com um aperto no coração, o que estava acontecendo.

Ela o viu tropeçar pelas calçadas enquanto ligava para o assistente que o atendera durante o dia. A voz de Bernardo era um rosnado de dor: — Onde ela está? — Ele quase rugiu: — Onde está a Luna?!

O assistente enviou a localização. No caminho para o cemitério, Bernardo não parava de tremer. Luna observava aquela cena querendo chorar, mas descobriu que espíritos não possuem lágrimas. O seu maior medo havia se concretizado.

As cinzas de Luna haviam sido trazidas pelo advogado. Ela deixara instruções para ser enterrada ao lado do cenotáfio que ela mesma erguera para Bernardo sete anos atrás.

Aquele homem, sempre tão calmo e senhor de si, caiu de joelhos diante da lápide de Luna, com o corpo convulso. Ele estendeu a mão trêmula para acariciar a pequena foto de Luna gravada no mármore.

— Luna... me perdoa...

Ele baixou a cabeça. Aquele homem, sempre tão firme e imponente como uma montanha, curvou a espinha e rompeu em um choro amargo e desesperado.

— A culpa é minha... eu fui um idiota... Como eu pude... como eu pude esquecer de você?!

— Luna, volta para mim, por favor! Você sempre teve tanto medo da dor, como teve coragem de pular no mar? Volta...

Luna, com os olhos vermelhos, agachou-se à frente dele. Ela tentou tocar o rosto dele e sussurrou: — Eu estive aqui o tempo todo.

— Não fique assim... Se você sofrer desse jeito... eu não vou conseguir partir em paz.

Ele permaneceu diante da lápide por uma eternidade. Foi a primeira vez que Luna viu que ele também era capaz de chorar daquela forma. Ela não sabia que ele sentiria uma dor tão profunda.

Luna sentia-se infinitamente triste, com um vazio no peito. No fundo, ela preferiria que ele nunca tivesse se lembrado.

Somente quando Bianca ligou, ele forçou o corpo exausto a se levantar, cambaleante. Ele acariciou a lápide com o mesmo carinho com que costumava afagar os cabelos de Luna no passado.

— Luna, eu não vou mais embora — disse ele com a voz rouca. — Espere por mim.

— Desta vez, eu prometo que não vou quebrar minha palavra.

Dito isso, ele recompôs suas emoções e retornou ao hotel. Desta vez, não entrou direto; ele bateu à porta do quarto.

Ao ver que era ele, Bianca correu para abraçá-lo com alegria, mas foi detida pelo braço dele. Bianca estancou, confusa: — ... Bê?

Ao notar a expressão fria e distante no rosto do homem, ela claramente previu o que estava por vir. Bernardo permaneceu à porta e, com a voz embargada, explicou tudo o que havia descoberto e lembrado.

Luna, não suportando assistir àquela cena, virou as costas e se afastou. De repente, ouviu-se o som seco de um tapa.

Ela virou-se bruscamente e viu Bernardo estático, aceitando o golpe sem reagir. Mas, após o tapa, Bianca apenas disse com a voz trêmula: — Bernardo Fontes, como você tem coragem de fazer isso com a Irmã Luna?!

— Ela sofreu tanto com a sua partida... sentiu tanta dor! E você simplesmente a esqueceu! E ainda ficou comigo...

O rosto de Bianca estava lívido. Ela desabou no chão e começou a chorar convulsivamente. Luna flutuou até ela e, com os olhos marejados, tentou afagar suas costas, dizendo suavemente: — Sinto muito... e obrigada.

Sinto muito por te fazer sofrer, e obrigada por se importar comigo.

Bernardo apertou as mãos com força e respirou fundo, limitando-se a dizer: — ... Me perdoa.

Parecia que, além dessas palavras, ele não sabia o que dizer, repetindo apenas "me perdoa".

Levou muito tempo até que Bianca conseguisse se recompor. A garota forte enxugou as lágrimas e declarou: — Você agora é o Bernardo que a Irmã Luna tanto amou. Eu não vou ficar no seu caminho.

— Eu vou embora. Quanto a esta criança... não precisa se preocupar.

Bernardo fechou os olhos e soltou um longo suspiro: — Bianca, eu...

Bianca o interrompeu: — Eu sei o que você vai dizer, mas eu não aceito. Não aceito suas desculpas nem sua compensação.

— Bernardo Fontes, você fez a Irmã Luna esperar por sete anos. Você falhou comigo, mas falhou muito mais com ela! Fique aqui pelo resto da vida pagando por esse pecado!

Dito isso, Bianca entrou no quarto e bateu a porta com força.

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