《Encontrado Após Sete Anos: Meu Marido Tem Outra Mulher》Capítulo 5

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Bianca continuava a implorar a Luna.

"Este amuleto de jade foi um presente do Bê, e eu não teria coragem de entregá-lo a ninguém", disse ela. "Mas eu queria muito fazer uma réplica, só que não encontro esse material por aqui. Sei que esse tipo de pedra é mais comum no Brasil."

"A Srta. Simões poderia me ajudar a procurar quando voltar?"

Luna sentiu as palavras presas na garganta antes de conseguir perguntar: "Esta é apenas uma peça de jade de categoria B... Por que você quer replicá-la?"

Bianca corou levemente e levou a mão ao ventre.

"Quero dar uma igual ao nosso bebê que está para nascer", confessou timidamente. "É o símbolo do nosso amor."

A mente de Luna estremeceu com um baque surdo.

Bianca estava grávida.

Nisso, Bianca continuou: "Mas o Bê ainda não sabe, então peço que a senhorita guarde segredo por enquanto."

"Amanhã faz exatamente sete anos que encontrei o Bernardo pela primeira vez. Quero dar essa notícia a ele amanhã, como uma surpresa de aniversário do nosso encontro."

Amanhã. 24 de julho.

Exatamente o dia em que, sete anos atrás, as autoridades declararam oficialmente a morte de Bernardo Fontes após o naufrágio.

O aniversário de morte do "marido" de Luna era o aniversário do encontro de Bernardo e Bianca.

Luna não conseguia sequer forçar um sorriso. Ela usou uma ida ao banheiro como desculpa para se retirar.

Ao voltar, encontrou Bianca segurando uma fotografia, com o olhar perdido. Luna se aproximou e percebeu que era a foto de identificação de Bernardo que ela sempre carregava consigo. Devia ter caído de sua bolsa quando ela saiu apressada.

Bianca olhou para Luna, confusa: "Este deve ser o seu falecido marido, não é? Ele realmente se parece muito com o meu Bê."

Ao olhar para aquela foto, Luna sentiu uma dor lancinante, como se seu coração estivesse sendo rasgado. Por um segundo, teve o impulso desesperado de contar toda a verdade.

Mas, ao notar a fragilidade no rosto pálido de Bianca, as palavras morreram em sua garganta.

No momento seguinte, a foto foi bruscamente tirada das mãos de Bianca e estendida diante de Luna. Ela virou-se e encontrou o olhar gélido de Bernardo.

"Guarde bem os seus pertences, Srta. Simões", disse ele, com a voz seca.

Luna pegou a foto, atordoada.

Bernardo então se inclinou e pegou Bianca no colo, lançando um olhar de advertência para Luna.

"A Bianca está cansada. Vou levá-la para descansar lá em cima."

"A Srta. Simões pode ficar à vontade."

Luna observou enquanto ele subia as escadas, carregando Bianca com um cuidado extremo, como se ela fosse um tesouro precioso... Aquela cena era familiar demais.

Tão familiar que ela não conseguiu conter as lágrimas.

Aquele favoritismo, aquele zelo... antigamente, pertenciam apenas a ela.

A respiração de Luna tornou-se difícil; sua depressão estava sofrendo um surto incontrolável. Percebeu que havia esquecido os remédios e só pôde se agachar, pressionando o peito com força, tentando aplacar aquela dor física que parecia partir seu esterno.

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Não soube quanto tempo passou, até que ouviu uma frase curta e distante vinda de cima.

"Srta. Simões, vamos lá fora conversar."

Apenas aquela frase, por mais fria que fosse, instantaneamente acalmou a agonia no peito de Luna. O Bernardo sem memória nunca saberia o quanto ele ainda significava para ela.

Luna respirou fundo por um momento e respondeu suavemente: "Está bem."

Bernardo dirigiu até uma área costeira. Aquele era o mesmo mar onde tudo havia acontecido sete anos atrás. O coração de Luna parecia quebrar junto com as ondas, e ela não conseguia parar de olhar para ele.

Subitamente, Bernardo quebrou o silêncio: "Srta. Simões, que tipo de homem era o seu marido?"

Luna paralisou por um segundo. Jamais imaginou que, um dia, teria que apresentar Bernardo a ele mesmo.

"Meu marido... ele não era de falar muito, mas no quesito me amar, ele era absoluto."

"No ano em que nos formamos no ensino médio, quando ele se declarou para mim, aquele homem tão orgulhoso e impecável ficou tão vermelho e nervoso que chegou a tropeçar no próprio pé."

"No nosso casamento, ele planejou tudo sozinho por seis meses. Trouxe as hortênsias mais azuis do Japão sem me contar... ele decidiu pessoalmente cada detalhe."

"Meus pais morreram quando eu era muito pequena. No altar, ele jurou que me daria um lar..."

Apenas ao recordar a cena, Luna sentiu uma felicidade tão dolorosa que seus olhos se encheram d'água. Mas, ao olhar para Bernardo, viu que sua expressão permanecia imutável.

Ele ainda não se lembrava. Talvez ele nunca mais se lembrasse de que um dia a amou.

Luna não resistiu e perguntou: "Sr. Fontes, se você fosse realmente o meu falecido marido, você escolheria a mim ou a Bianca Lins?"

Bernardo franziu o cenho, o olhar tornando-se ainda mais frio.

"Sinto muito, mas agora eu amo apenas a minha esposa."

"Eu prometi a ela no nosso casamento que a amaria e a protegeria pelo resto da vida. Você entende?"

Os olhos de Luna se umedeceram e ela pensou:

E eu?

O que valiam as promessas que você fez para mim naquela época?

Luna já não tinha mais lágrimas para chorar. As lágrimas de amor por ele haviam se esgotado. Por isso, ela não tentou explicar a verdade.

Apenas assentiu com um sorriso amargo: "Eu entendo. Não vou atrapalhar a felicidade de vocês."

"Sr. Fontes, em nome da nossa parceria de negócios, você poderia me fazer um favor antes de eu deixar a Alemanha?"

Bernardo respondeu: "Diga."

Luna olhou para o oceano e disse com a voz embargada: "Este mar... foi onde meu marido desapareceu."

"Amanhã é o aniversário de morte dele. Gostaria que você me acompanhasse aqui amanhã de manhã para prestarmos uma última homenagem."

"Depois disso, eu vou desistir completamente e nunca mais voltarei a este lugar."

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