《Encontrado Após Sete Anos: Meu Marido Tem Outra Mulher》Capítulo 4

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A mente de Luna estremeceu com um baque surdo, e ela olhou para Bernardo em choque. Se ele sentia algo por ela, isso significava que não a havia esquecido completamente?

No entanto, a expressão dele era de uma calma absoluta.

"Luna Simões, parece que tenho uma rejeição por você que parece gravada nos meus ossos."

Luna olhou para ele, incrédula: "Por quê?"

Bernardo disse com a voz fria: "Porque meu instinto diz que você pode machucar a Bianca, destruir o que temos. Aquele anel que você usava antes... me deixava muito desconfortável."

Luna lutou para conter as emoções: "Era um presente do meu falecido marido. Mas você não disse que... não é ele?"

Bernardo soltou um suspiro de alívio visível: "Que bom que você consegue distinguir as coisas."

"Eu e a Bianca somos muito apaixonados. Ninguém consegue se meter entre nós."

Luna desviou o rosto, escondendo a dor profunda em seus olhos.

"Fique tranquilo. Eu não vou machucar a Srta. Lins, nem vou... destruir o seu casamento."

Porque o Bernardo de Luna Simões morreu de fato sete anos atrás.

O semblante de Bernardo finalmente relaxou.

"Que bom."

Dito isso, ele ainda usou um tom de consolo formal: "Se ele já se foi, talvez seja melhor a senhorita aceitar a realidade e parar de viver presa ao passado."

Luna deu um sorriso amargo: "Não vou mais."

Esses sete anos de espera e angústia realmente precisavam chegar ao fim.

O carro parou em frente ao hotel. Quando Luna estava prestes a descer, incapaz de suportar o clima sufocante ali dentro, Bernardo falou novamente:

"A Bianca sente muito pelo assalto de hoje. Afinal, você só passou por isso porque estava vindo ao encontro dos Lins."

"Ela quer te convidar para almoçar em nossa casa amanhã como uma forma de compensação. A senhorita teria tempo?"

Luna não queria mais ver as demonstrações de afeto deles. Estava prestes a recusar, quando viu Bernardo franzir o cenho e completar:

"Srta. Simões, eu gostaria muito que você fosse."

"Se você não for, temo que a Bianca fique triste."

Aquela era a primeira vez, desde o reencontro, que Bernardo lhe pedia algo. Antes de perder a memória, ele raramente fazia pedidos; ele apenas a mimava, dizendo que cuidaria de tudo para que ela só tivesse que aproveitar a felicidade.

Luna respirou fundo, despertando das lembranças. Baixou o olhar e aceitou: "Está bem."

Iria. Iria para ver, pela última vez, a felicidade dele. E então, desistiria de vez.

Luna praticamente fugiu do carro e voltou para o quarto do hotel. Encostada na porta, sentia que mal conseguia respirar. Seu coração pesava como chumbo, arrastando suas emoções para um abismo.

Com as mãos trêmulas, pegou os remédios na bolsa. Ela nem sabia quantos comprimidos tirou, engolindo tudo de uma vez.

Só depois de muito tempo o sufocamento começou a passar.

"Bernardo... eu vou realmente desistir de você..."

Os assaltantes foram presos naquela mesma noite. Luna não se importava com mais nada, apenas com seu anel. Aquele que Bernardo colocou em seu dedo no dia do casamento e que ela nunca teve coragem de tirar.

Mas a polícia informou que os objetos roubados já haviam sido vendidos e não poderiam ser recuperados. Luna mergulhou no silêncio. O destino deles era cruel: muito amor no passado, mas nenhum futuro juntos.

No dia seguinte, Luna foi ao encontro de Bianca Lins.

Bianca aproveitou um momento em que Bernardo não estava por perto para pedir um favor a Luna. Então, entregou-lhe um amuleto de jade.

Ao ver aquela peça, o corpo de Luna paralisou instantaneamente.

Bianca explicou: "Este amuleto estava bem apertado na mão do Bernardo no dia em que o encontrei."

"Ele disse que devia ser algo muito importante para ele, por isso me deu de presente no dia do nosso casamento."

Sim, era importante. Porque aquele amuleto de jade era a única lembrança que os pais de Luna haviam deixado para ela.

No dia em que ele a pediu em casamento, ela entregou a peça a ele. Chorando, ela disse: "Bernardo, este é o único rastro que meus pais deixaram antes de morrer. É o meu tesouro mais precioso."

"Agora estou entregando a você. Prometa que vai segurá-lo firme em qualquer momento, está bem?"

Bernardo, com um semblante solene, jurou: "Vou segurá-lo firme, assim como seguro sua mão. Nunca vou soltar."

Era um dos símbolos do amor deles.

Luna pensou que aquele amuleto tivesse afundado no oceano sete anos atrás. Ela não imaginava que Bernardo cumpriria a promessa, segurando-o com força mesmo durante o naufrágio.

Mas, naquele momento, Luna desejou que ele tivesse se perdido no mar. Seria melhor do que vê-lo agora, pendurado no pescoço de outra mulher.

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