《Ela Não é Mais a Mesma: A Vingança Silenciosa da Ex-Mulher》Capítulo 23

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Gritos de pânico ecoaram por todo o salão. Os convidados se dispersaram em busca de refúgio. O mestre de cerimônias, aterrorizado, escondeu-se debaixo de uma cadeira.

Samuel abraçava Clarice com força, sua expressão era de pura agonia. Clarice baixou o olhar e viu o abdômen dele ensanguentado; em estado de choque, ela começou a gritar para que chamassem a polícia e a ambulância. Lembrando-se de que duas pessoas haviam atacado, ela procurou desesperadamente por Loli com o olhar.

A menina estava protegida sob o corpo de uma figura alta e robusta. Os seguranças finalmente conseguiram conter a agressora. Ao arrancarem o chapéu que escondia seu rosto, revelou-se Melissa, que não viam há tempos. Ela tinha um olhar maníaco e, mesmo imobilizada, gritava a plenos pulmões: — Vocês todos vão morrer!

Com um movimento brusco, ela empurrou os seguranças, correu até uma mesa e pegou uma garrafa de bebida alcoólica, quebrando-a diretamente sobre as brasas de um fogareiro ornamental.

BUM!

As chamas explodiram instantaneamente. Os seguranças abandonaram o posto para salvar a própria pele; era cada um por si. Clarice reuniu todas as suas forças para sustentar Samuel, que estava semiconsciente, e tentou arrastá-lo para fora. O fogo se espalhava rápido e uma fumaça densa tomava conta do ar.

— Vá... saia daqui, não se preocupe comigo — sussurrou Samuel com a voz rouca.

Ela rangeu os dentes e continuou a puxá-lo. Ao tentar resgatar Loli, viu a figura alta que protegera a menina se levantar cambaleante, também coberta de sangue. Era Ricardo. Com Loli nos braços e sangue escorrendo pela testa, ele olhou para Clarice e, sem hesitar, aproximou-se e colocou Samuel sobre os ombros.

— Corra! — rugiu ele para Clarice.

Ricardo carregou os dois em direção à saída. No exato momento em que cruzavam o portal, a placa do estabelecimento desabou, atingindo em cheio as pernas de Ricardo, prendendo-o. Clarice colocou Loli e Samuel em uma área segura e voltou correndo; ela puxou Ricardo com todas as suas forças até conseguir libertá-lo.

No limite da exaustão, ela ouviu Ricardo dizer com um sorriso forçado: — Você... salvou minha vida de novo. — E então, ele desmaiou. Clarice, tendo inalado muita fumaça e chegado ao esgotamento físico, também perdeu os sentidos.

Ao acordar, Clarice ouviu um burburinho de vozes e viu um teto amarelado. Uma enfermeira, com um sotaque carregado, explicou a situação: — Você está bem, mas tem cicatrizes antigas que exigem cuidado. Precisa descansar.

Clarice tentou falar, mas sua voz saiu num sussurro áspero: — E os homens... que vieram comigo?

— Havia dois homens — respondeu a enfermeira. — Um levou duas facadas, mas foi estabilizado e está na UTI. O outro também levou duas facadas e ainda está na sala de cirurgia; o estado dele é crítico, temo que não resista.

Embora se sentisse egoísta, Clarice rezou para que o sobrevivente na UTI fosse Samuel. Ignorando as ordens médicas, ela foi até a UTI. Ao olhar pelo vidro, seu coração parou por um instante. Quem estava lá dentro era Ricardo.

Onde está o Samuel?

Com a mente em branco, ela correu para a sala de cirurgia. Desconsiderando os avisos, abriu a porta e viu a linha reta no monitor cardíaco. As lágrimas explodiram: — Samuel! Acorde! Por favor!

Os médicos tentaram retirá-la dali, mas Clarice, sem forças e dominada pela emoção, desmaiou novamente.

Dois dias depois, Clarice abriu os olhos e sentiu uma respiração leve ao seu lado. Loli estava encolhida junto a ela, dormindo um sono inquieto, com o rostinho tenso. Clarice sentiu uma culpa profunda ao pensar no que a pequena passara naqueles dias. Ao acariciar a cabeça da menina, Loli acordou e, ao ver a "mãe", começou a chorar silenciosamente abraçada ao seu pescoço.

Quando a menina se acalmou, Clarice perguntou, temerosa pela resposta: — E o seu pai?

Loli apontou para o corredor: — Ele está atrás do vidro.

Ele sobreviveu?

Clarice sentiu uma onda de alívio e caminhou até lá. Através do vidro, viu o rosto pálido de Samuel, conectado a diversos aparelhos. O homem que, momentos antes da tragédia, proferia votos de amor, agora estava naquele estado.

Após confirmar a situação de Samuel, Clarice foi à delegacia. A polícia informou que os dois agressores haviam morrido no incêndio e pediram que ela identificasse as fotos. Eram Melissa e... o agressor do beco do bar. Aqueles dois lixos quase destruíram o seu futuro.

— Tem certeza de que eles morreram? — perguntou ela em voz baixa. O policial assentiu: — Lamento muito que seu casamento tenha terminado assim.

Ela balançou a cabeça e voltou ao hospital. O pequeno Luan estava sentado de forma retraída na porta do quarto. Ao vê-la chegar, ele se levantou imediatamente: — Ma... tia Clarice, você vai ver o meu papai?

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