《Ela Não é Mais a Mesma: A Vingança Silenciosa da Ex-Mulher》Capítulo 15

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Ricardo chegou em casa já de madrugada. Melissa, como esperado, estava sentada à porta esperando por ele. Ao vê-lo, ela correu em sua direção com uma expressão deplorável.

— Ricardo, eu sei que você está bravo. Foi erro meu, eu só te amo demais, por isso contei aquelas mentiras. Me dê mais uma chance.

Seus olhos transbordavam lágrimas. Luan, que vinha logo atrás, imediatamente a defendeu: — É verdade, papai! A tia Mel fez isso por você. Além do mais, a bruxa velha já tem outro filho, por que você ainda está do lado dela?

Só de pensar naquela garotinha chamando Clarice de mãe, Luan sentia um incômodo profundo e passava a apoiar Melissa ainda mais. Ao ouvir a menção à "bruxa velha", Melissa ficou em alerta: — Você foi atrás da Clarice?

O tom de voz dela fez Ricardo levantar a cabeça e encará-la com um olhar inquisitivo: — Você não gostou? Onde eu vou ou quem eu procuro é da sua conta?

Melissa mudou de postura rapidamente, forçando um sorriso: — Não é isso. Eu não estou infeliz, apenas tenho inveja da Clarice por ter um marido tão bom quanto você.

Ricardo abriu a porta. Luan, como de costume, entrou chutando os sapatos, fazendo um barulho estrondoso.

— A sua mãe não te ensinou a ter cuidado com o barulho? — Ricardo advertiu com uma voz sombria.

Luan fez um bico e começou a berrar: — Por que você está gritando comigo?! — Enquanto falava, tentava se esconder atrás de Melissa.

Ricardo não lhe deu chance de se esconder. Puxou o menino para fora e desferiu um tapa em seu rosto. O golpe deixou Luan atordoado; seus olhos agora transbordavam medo. Ele nunca vira o pai daquele jeito.

Mas, apesar do susto, ele ainda não percebera a gravidade do problema. Enxugando as lágrimas, soluçou: — A culpa é toda daquela bruxa velha, por que você me bateu?!

Slap!

Outro tapa atingiu o outro lado do rosto, de forma equilibrada. Desta vez, Luan ficou completamente em choque. Melissa também estava aterrorizada demais para dizer qualquer coisa. Ela engoliu em seco e tentou intervir cautelosamente: — O Luan é apenas uma criança, não importa o que aconteça, você não deveria bater nele.

O olhar sombrio de Ricardo voltou-se para Melissa: — Depois eu acerto as contas com você.

Sem qualquer piedade, ele agarrou Luan pelo colarinho e o puxou para perto, segurando-o pelos cabelos. Luan gritava de dor, lutando desesperadamente para se soltar. Mas a força de Ricardo era absoluta; o menino não conseguia escapar e chorava aos prantos. No entanto, não havia um pingo de compaixão nos olhos do homem, apenas frieza: — Quando você puxava o cabelo da sua mãe desse jeito, você sabia que doía tanto?

Ele soltou uma das mãos e agarrou a orelha de Luan com força, puxando-a para cima: — Quando você torcia a orelha da sua mãe assim, sabia que doía tanto?

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Ricardo descobrira tudo isso ao revisar as filmagens das câmeras de segurança. Quando Clarice cuidava de Luan sozinha, o menino usava todos os métodos cruéis imagináveis contra ela. Ricardo pegou uma faca de frutas e fez um pequeno corte no braço de Luan: — Você ainda teve a coragem de usar uma faca para ferir sua mãe?

Luan já não conseguia mais gritar; ele soluçava de forma entrecortada, parecendo que ia desmaiar a qualquer momento. Ao lado, Melissa mal ousava respirar. Não importava o quanto Luan implorasse por ela, ela fingia não ouvir.

— Vá. Ajoelhe-se na frente da janela. Não se levante até que eu mande.

Luan não queria se mexer e tentou se jogar no chão. Ricardo deu-lhe um chute, empurrando-o diretamente para o canto. Após terminar com Luan, o olhar de Ricardo voltou-se lentamente para Melissa. Ele fixou os olhos no rosto dela e depois no colar em seu pescoço. Com um movimento brusco, ele o arrancou: — Você não merece usar algo tão bom.

— Quando te salvei naquele bar, você disse que me daria tempo. E o que você fez? Ficou semeando discórdia entre mim e a Clarice pelas costas? — Como teve coragem de enviar aqueles vídeos descarados para ela e ainda ofendê-la? Você é realmente a pessoa que eu conheci?

Ao arrancar o colar com força, ele deixou marcas vermelhas no pescoço dela, chegando a sangrar levemente. Mas Melissa não ousou chorar ou reclamar; ela apenas se ajoelhou e começou a implorar perdão entre soluços: — Eu errei, eu realmente errei! Eu só estava desesperada, por isso agi de forma tão irracional. Eu peço desculpas, posso pedir desculpas pessoalmente para a Clarice!

Ricardo cerrou os olhos, considerando a ideia por um momento. Mas logo descartou o pensamento: — A Clarice sente nojo só de me ver agora. Ver você só a deixaria com mais náuseas. Eu mesmo sinto nojo de você.

Pensar que a pessoa que ele um dia colocara no topo de seu coração era uma mulher tão perversa lhe causava arrepios de horror. Ricardo baixou o olhar e disse friamente: — Eu entrei em contato com o seu pai.

O rosto de Melissa mudou instantaneamente. Ela rastejou até os pés dele e gritou desesperada: — Não! Por favor, não fale com ele! Ele vai me matar! Ricardo, você sabe disso!

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