《O Preço da Traição: Uma Nova Chance na Vida》Capítulo 24

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Ao abrir os olhos, Augusto Amaral encarou o teto branco como a neve, sentindo-se confuso por um breve instante. Em seus ouvidos, ainda ecoava o som do choro de Beatriz.

Recuperando os sentidos, ele percebeu que seu plano fora um sucesso.

Com certeza

, pensou ele,

Beatriz ainda cai nessa velha história de "herói salva donzela"

. Um truque simples foi o suficiente para fazê-la mudar de ideia.

Ele não pôde deixar de se sentir vitorioso; ele sabia que ela jamais conseguiria abandoná-lo de verdade! Com esse pensamento, ele forçou uma voz fraca para chamar por ela.

"Bia... Beatriz..."

No segundo seguinte, uma voz gélida interrompeu sua atuação medíocre.

"Acordou? Se acordou, pare de gritar. Senhor Augusto, eu sou o Inspetor Oliveira, da Polícia Civil. Por favor, colabore com o nosso trabalho. O senhor confirma que contratou He Jianhua, pai de Isabela Rios, para sequestrar e ameaçar a cidadã Beatriz Farias?"

Aquela frase destruiu o sonho de Augusto num piscar de olhos. Instantaneamente, seu cérebro ficou lúcido. Ele olhou ao redor e percebeu que a sala estava cheia de policiais. O pânico tomou conta de seu íntimo.

Tentando manter a pose, ele gaguejou: "Onde está a Beatriz? Eu quero ver a Beatriz!"

O Inspetor Oliveira respondeu em um tom cortante: "Senhor Amaral! Colabore com o interrogatório! Não pense em perturbar a vítima! Eu perguntei: He Jianhua foi contratado pelo senhor, sim ou não?"

Augusto negou veementemente: "Impossível! Inspetor, eu não sou burro. Por que eu pagaria alguém para me esfaquear? Isso só pode ser um mal-entendido!"

"Mal-entendido?", o inspetor sorriu com sarcasmo. "Pense bem. Confessar agora pode reduzir sua pena. He Jianhua já abriu o bico e contou tudo. E então, até quando pretende sustentar essa farsa?"

PÁ!

Ele jogou uma pasta de documentos sobre a mesa de cabeceira.

"Estes são os depoimentos de He Jianhua. Quer que eu detalhe como foi feita a transação entre vocês?"

Augusto começou a suar frio. Ele sentia uma raiva amarga de si mesmo.

Por que fui contratar aquele velho viciado em jogo?! Eu sabia que ele não era confiável!

"Eu não tenho nada a ver com isso, oficial. Ele agiu por conta própria para se vingar. A Beatriz mandou a filha dele para a cadeia; como pai, ele queria um acerto de contas, não é óbvio?"

O inspetor olhou para ele com profundo asco.

"É uma vergonha que o senhor já tenha sido um militar. Não tem um pingo de dignidade, é uma mancha para a farda que um dia usou! Vou avisar pela última vez: se não confessar agora, as consequências serão muito piores!"

Augusto apostou que eles não tinham provas concretas: "Sinto muito, inspetor. Não entendo do que o senhor está falando."

"Hah! Muito bem! Espero que continue com essa 'valentia' daqui a pouco." O inspetor entregou outro maço de papéis. "Dê uma olhada nisso. O crime de contratar alguém para ferir outra pessoa é a menor das suas preocupações nesta ficha criminal."

Augusto começou a folhear as páginas. Suas mãos tremiam tanto que os papéis quase caíram. Seu rosto ficou pálido como cera.

Cada item registrado naquele arquivo era um crime muito maior do que a armação do sequestro. Eram coisas que ele achava ter feito sob o mais absoluto sigilo. Como puderam descobrir tudo?

"Não fui eu! Juro que não fui eu! Inspetor, eu... eu só tive um momento de fraqueza! Eles me ofereceram muito dinheiro, por isso tirei aquelas fotos e entreguei para eles!"

Oliveira manteve a expressão de pedra. "Por causa de um pouco de dinheiro, você foi capaz de trair o seu país e vender segredos oficiais? Augusto Amaral, você é uma vergonha para o nome que carrega."

"Espere pelo julgamento. Estamos em tempos de tolerância zero contra a corrupção e a traição. Reze pelo que lhe resta."

O rosto de Augusto ficou cinzento, sem vida. Ele sabia o que a "Tolerância Zero" significava naquele período: penas máximas e sem direito a recursos.

Após um longo silêncio, ele sussurrou: "Eu confesso... aceito a punição. Mas... eu posso ver a Beatriz Farias uma última vez?"

"Sinto muito. Isso depende exclusivamente da vontade da vítima."

Dito isso, o inspetor fez um sinal para os outros policiais algemarem Augusto à cama do hospital.

"Aproveite seu tempo de tratamento. Provavelmente, serão seus últimos momentos de conforto."

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