《O Preço da Traição: Uma Nova Chance na Vida》Capítulo 7

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Durante toda a noite, Beatriz ficou trancada naquele quarto escuro, sentindo frio e fome, até que acabou desmaiando em um estado de torpor.

Na manhã seguinte, ao abrir os olhos, sentiu uma dor lancinante no rosto. Lutando para se levantar, percebeu que a porta finalmente estava aberta. Cambaleando, ela foi até o espelho no corredor e, ao ver seu reflexo, não conseguiu conter um grito de horror.

Seu cabelo havia sido raspado de forma irregular e seu rosto estava marcado por cortes profundos.

Atrás dela, Isabela Rios saiu do quarto de hóspedes com um ar de impaciência.

"Pare de gritar! É só um rostinho estragado. Isso é o que acontece com quem tenta seduzir o meu Augusto!"

Isabela manuseava uma tesoura com um sorriso vitorioso e cruel.

"Se for esperta, pegue essa cara horrorosa e suma de volta para o vilarejo. Que eu nunca mais te veja na minha frente!"

A fúria de Beatriz explodiu. Ela avançou como uma leoa e desferiu um tapa violento no rosto de Isabela. Em seguida, agarrou o pescoço da outra com força total.

"Isabela Rios, como você se atreve?!"

Isabela a empurrou brutalmente: "Você enlouqueceu!"

"Desde criança, ninguém nunca encostou a mão em mim. Você quer morrer, Beatriz Farias?"

O barulho da briga acordou os meninos. Ao verem as duas em luta corporal, eles correram e se colocaram imediatamente na frente de Isabela para protegê-la.

Thiago, o próprio filho de Beatriz, empurrou-a com desprezo: "Você não cansa de me envergonhar?"

Nesse momento, Isabela começou a chorar com os olhos vermelhos: "Meninos, eu estava aqui rezando pela proteção de vocês, e ela me atacou sem motivo... Ela odeia vocês!"

Ao ouvirem isso, os garotos ficaram furiosos. Beatriz, vendo a aproximação deles, gritou desesperada: "Thiago, o que você vai fazer? Eu sou a sua mãe!"

Thiago cuspiu no chão com nojo: "Eu não tenho uma mãe como você."

Ao lado dele, Lucas Rios lançava olhares de puro ódio e ajudou Thiago a imobilizar Beatriz. Ela lutava com todas as forças.

"Me soltem!"

Thiago desferiu um soco no estômago dela. "Fique quieta!"

A dor tirou o fôlego de Beatriz, fazendo-a cair de joelhos. Os dois adolescentes a pressionaram contra o chão e começaram a desferir bofetadas em seu rosto, uma após a outra. O som dos estalos ecoava pelo corredor.

Só quando o rosto de Beatriz estava completamente inchado e o sangue manchava sua camisa é que Lucas parou. Ela estava prestes a perder os sentidos, conseguindo abrir os olhos apenas por uma fenda.

Foi quando ouviu a voz venenosa de Isabela: "Ela ainda desrespeitou a avó de vocês no interior. Se isso manchar a reputação da nossa família, o que faremos? Acho melhor ela pedir perdão de joelhos."

"Não!"

O lamento de Beatriz foi inútil. Os dois garotos forçaram a cabeça dela contra o chão repetidas vezes, obrigando-a a curvar-se. O sangue começou a manchar o piso de madeira. A amargura e a solidão consumiam o coração de Beatriz, enquanto o ódio crescia como erva daninha em sua alma.

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Quase perdendo a consciência, ela ouviu a voz de Augusto.

"Chega! O que vocês estão fazendo?!"

Quando abriu os olhos novamente, Beatriz estava de volta ao hospital. A luz forte a incomodava. Ao tentar levantar o braço, foi impedida por Augusto.

Ele parecia ter um traço de compaixão: "Não se mexa. Você acabou de doar sangue para a Isabela, precisa descansar."

Beatriz despertou totalmente no mesmo instante.

"O quê? O que você disse?"

Augusto ajustava o gotejamento do soro, com uma ponta de culpa em seu olhar rígido.

"Como você invadiu o quarto dela, a Isabela teve um surto e precisou de uma transfusão urgente. Como o tipo sanguíneo de vocês é o mesmo, usamos o seu."

Beatriz olhou para ele, incrédula: "Doar sangue? Você me perguntou se eu queria? Aquela mulher me destruiu e eu ainda tenho que salvar a vida dela? Quem você pensa que é para decidir isso, Augusto?!"

Augusto a pressionou de volta contra o leito.

"Não se exalte. Eu vou te compensar. Você não queria roupas novas para se arrumar? Assim que você melhorar, eu te levo ao shopping."

"Quem se importa com essas porcarias!" Beatriz pegou o copo de água ao lado da cama e o arremessou contra Augusto com um estrondo. Com os olhos injetados, ela gritou: "Vocês, da família Amaral, se uniram para acabar comigo!"

Por que tudo isso estava acontecendo?

Augusto ficou atordoado com o golpe. Ele viu nos olhos dela algo que nunca tinha visto antes: um ódio profundo. Seu coração falhou por um segundo, mas ele logo negou o que via.

Como ela poderia odiá-lo? Ela sempre o amou, foram namorados de infância...

Beatriz soluçou: "Então a Isabela é perfeita e a minha vida não vale nada?"

Toda a humilhação acumulada transbordou. O que ela tinha feito de tão errado para merecer tanto sofrimento, tanto na vida passada quanto nesta?

Augusto sentiu uma pontada no peito sob o olhar dela, mas respondeu de forma evasiva:

"Não é isso que eu quis dizer, mas o que está feito, está feito..."

"Esqueça. Descanse. Em alguns dias te levo de volta para o vilarejo, a capital não é para você. A Isabela ainda precisa de cuidados, vou para o quarto dela agora."

Ele saiu apressado, sem coragem de olhar para trás. Beatriz ficou sentada sozinha na cama, com o desejo de vingança fervendo em suas veias. Ela pensava em apenas fugir e recomeçar, mas agora tinha mudado de ideia.

Na manhã seguinte, sem ter pregado o olho, ela deixou o hospital mesmo debilitada. Ao passar pelo quarto de Isabela, ouviu os dois rindo e conversando.

Isabela perguntou, fingindo preocupação: "E se a Beatriz se recusar a voltar para o vilarejo?"

Augusto respondeu com uma risada confiante: "Ela vai voltar. Ela não vive sem mim, vai acabar sendo obediente."

Ele falava com uma certeza absoluta, como se fosse a água de que Beatriz precisava para respirar.

Beatriz sorriu friamente no corredor. Ela mostraria a ele hoje mesmo que não só podia viver sem ele, como também lhe entregaria um "presente" inesquecível.

Ignorando as risadas que vinham do quarto, ela voltou para a residência militar, pegou todos os seus documentos e provas, e foi direto para o Palácio do Governo.

No exato momento em que os líderes saíam de uma reunião, Beatriz se jogou de joelhos diante da porta principal do gabinete.

"Excelências, imploro por justiça! Vim denunciar Augusto Amaral por bigamia e abandono de família, e Isabela Rios por roubo de identidade acadêmica e usurpação da honra de uma filha de herói da pátria!"

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