《O Preço da Traição: Uma Nova Chance na Vida》Capítulo 4

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No segundo seguinte, a voz de Augusto Amaral explodiu em seus ouvidos.

"Bia, o que você está fazendo aqui?"

Beatriz o encarou com um olhar fixo e cortante: "Eu passei no vestibular para a universidade naquela época, não passei?"

Augusto levou um susto com aquele olhar assustador. "Não... você não foi reprovada?"

Seu coração disparou em pânico. Como ela tinha descoberto aquilo?

Mas Beatriz não o deixou escapar: "É verdade mesmo? Augusto, você tem coragem de jurar pela sua carreira?"

Culpado, Augusto desviou o olhar e disse rapidamente para a arquivista: "Ela é minha prima, não está bem da cabeça. Vou levá-la agora!"

Sem dar chance para resposta, ele a arrastou com força para o seu gabinete oficial. No caminho, para a surpresa de Augusto, Beatriz não resistiu.

Ao chegarem na sala, ela apenas o olhou com uma frieza desoladora: "Diga. O que você quer explicar?"

Augusto, vendo aquele olhar vazio e gelado, sentiu o pavor crescer por dentro.

"Bia, eu já a perdoei por você. Ela é a viúva do meu irmão mais velho... você não pode jogá-la no fogo. Aguente um pouco, por favor. A família Amaral não pode passar por uma vergonha dessas!"

Beatriz soltou uma risada amarga diante de tamanha desfaçatez.

"Por que?!"

Por que ela deveria se sacrificar? Por que deveria entregar seu futuro de bandeja para outra pessoa?

Augusto massageou as têmporas, impaciente.

"Já se passaram tantos anos, esqueça isso. Além do mais, você tem um gênio difícil e não é tão esperta e articulada quanto a Isabela. Mesmo que tivesse cursado a Universidade de Brasília, não teria alcançado o sucesso que ela teve. Foi melhor ter deixado para ela."

Dito isso, ele lhe estendeu um papel.

"Isabela se sente muito culpada todos esses anos. Ela vive em tormento, o que já é um castigo. Agora que você sabe a verdade, assine esta declaração de perdão. Diga que você a perdoa."

Beatriz olhou para ele, em choque absoluto.

Ela estava prestes a explodir de fúria e humilhação. Ergueu a mão e desferiu um tapa violento no rosto dele.

"Augusto Amaral, você enlouqueceu?!"

Isabela roubou a identidade dela e agora ela, a vítima, tinha que escrever uma carta de perdão?

Augusto segurou o rosto, indignado: "Beatriz Farias, não passe dos limites! Estou fazendo isso pelo seu bem!"

Beatriz rasgou o papel em mil pedaços e gritou com os olhos injetados de raiva: "Vá embora! Saia daqui agora!"

"Tudo bem, tudo bem. Se acalme. O que está feito, está feito. Arque com as consequências!"

Com essa frase cínica, Augusto bateu a porta com força e saiu sem olhar para trás.

Sozinha na sala, Beatriz desabou no chão, sem forças. A tristeza veio como uma onda avassaladora, ameaçando afogá-la. Ela sorria amargamente enquanto as lágrimas molhavam suas mangas.

Beatriz, por que tipo de canalha você foi se apaixonar?

Pela primeira vez, ela sentiu um arrependimento profundo. Arrependimento de ter amado aquele homem.

Após chorar por meia hora, ela desceu as escadas atordoada, mas deu de cara com o escrivão do registro civil que a procurava.

"Dona Beatriz, seu prontuário realmente tinha irregularidades. A organização decidiu emitir um novo registro para a senhora. Em dois dias, a senhora será uma mulher livre."

Ao ouvir as palavras dele, o brilho voltou aos olhos mortos de Beatriz.

"Livre?"

O funcionário explicou com entusiasmo: "Sim! Vamos separar completamente a sua identidade daquela outra pessoa com o mesmo nome. Você terá um registro de conclusão do ensino médio em seu nome, e poderá usá-lo para procurar emprego!"

"Então... eu não terei mais nenhuma ligação com Augusto Amaral?"

"Exatamente! Seu estado civil constará como solteira. Não se esqueça de vir buscar sua certidão em dois dias!"

Beatriz soltou um suspiro profundo e pesado, como se estivesse expelindo toda a angústia acumulada desta e da vida passada.

Com lágrimas nos olhos, ela sorriu e agradeceu: "Cidadão, muito obrigada!"

Ela esperaria. Em dois dias, ela partiria para bem longe como uma mulher livre. Nunca mais quereria saber da família Amaral!

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