localização atual: Novela Mágica Moderno Romance Ela Foi Embora, e o Amanhã Parou Capítulo 18

《Ela Foi Embora, e o Amanhã Parou》Capítulo 18

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Como a investigação do caso ainda levaria algum tempo, a família Cavalcanti decidiu se hospedar em Xangai por um período. Durante esse tempo, a família Menezes tentou quase todos os dias usar suas conexões e contatos para pedir clemência, mas todos foram recusados categoricamente.

Enquanto isso, a família Almeida logo soube da notícia e retornou apressadamente ao país. Assim que Cecília saiu da delegacia, deparou-se com Ricardo esperando do lado de fora. Sem se verem por dois ou três dias, ele parecia consideravelmente mais abatido, com os olhos injetados de sangue. Ao vê-la, um lampejo de culpa cruzou seu rosto e sua voz soou grave:

— Ceci.

Cecília não teve vontade de lhe dar atenção; agiu como se ele fosse invisível e apressou o passo para sair dali. Antes que pudesse descer as escadas, foi bloqueada por Ricardo, que se adiantou apressadamente.

— Podemos conversar? Por favor.

Cecília sabia que, se ele estava ali, era porque provavelmente também havia sido chamado para prestar depoimento sobre o mesmo caso. Ela presumiu que ele viera interceder por Isadora — ela já estava com os ouvidos calejados de tanto ouvir pedidos de desculpa nos últimos dias, então não pretendia lhe dar chance de abrir a boca. Foi direta ao ponto:

— Não temos nada para conversar. O crime de incitação de Isadora Menezes já foi comprovado. Eu e meus pais iremos até o fim com esse processo, e não importa quem venha pedir, não surtirá efeito. Em vez de perder seu tempo me pedindo piedade, melhor seria contratar bons advogados para a sua "mulher de branco"; quem sabe assim ela pegue alguns anos a menos de prisão.

Ricardo ficou estático no lugar. Os policiais já haviam lhe mostrado os trechos das câmeras de segurança. Ele jamais imaginou que, naquela noite, Cecília não estava mentindo; fora realmente Isadora quem armara toda aquela encenação cruel.

Ao recordar suas próprias ações naquela noite, ele sentiu uma vontade avassaladora de esbofetear a si mesmo.

Por que ele descontou sua fúria na vítima? Por que agiu por impulso e disse palavras tão cruéis? Por que não teve paciência e calma para investigar o que realmente aconteceu?

Uma avalanche de autorreproche acumulou-se em seu peito, deixando-o perturbado por um longo tempo. Ao perceber que Cecília o interpretara mal novamente, ele entrou em pânico e tentou explicar:

— Não é por causa da Isadora...

— Então temos menos motivos ainda para conversar.

Dito isso, Cecília desvencilhou-se dele e caminhou decidida até o carro. No entanto, após colocar o cinto de segurança, viu que Ricardo se postara à frente do veículo, recusando-se obstinadamente a sair do caminho. Naqueles olhos, antes sempre libertinos, havia agora apenas um súplice pedido.

— Ceci, quinze minutos. Me dê apenas quinze minutos.

Cecília o encarou fixamente, batendo os dedos no volante. Ela conhecia o temperamento de Ricardo; se não concordasse, ele ficaria ali bloqueando seu caminho o dia inteiro. Não querendo desperdiçar mais tempo com ele, ela assentiu:

— Dez minutos.

Ao ver que ela cedera, Ricardo sentiu como se tivesse agarrado um fio de esperança e suspirou aliviado. Ele aproximou-se da janela do motorista e começou a falar suavemente:

— Sobre tudo o que aconteceu antes... eu sinto muito. Ceci, eu não deveria ter pisoteado seus sentimentos, nem dito aquelas coisas horríveis. Peço perdão. Você pode me bater, me xingar, eu aceito tudo... só imploro que não me ignore mais, pode ser?

— Antes, eu realmente acreditava que amava a Isadora, mas no dia do casamento, ao saber que você ia embora para sempre, percebi que a pessoa mais importante da minha vida sempre foi você. Eu não posso te perder, por isso rompi o noivado.

Cecília já não conseguia distinguir se o que ele dizia era verdade ou mentira. Ao longo dos anos, ela ouvira inúmeras palavras doces vindas dele e acreditara que aquilo era amor. Mas, no fim, tudo se revelou uma ilusão dela, um amor unilateral e ingênuo.

Se ele realmente se importasse, se realmente a amasse, teria a abandonado em um momento de perigo? Teria negado a ela o direito de se explicar? Teria a afastado repetidas vezes?

Ela já havia caído nesse truque uma vez. Por isso, desta vez, não importava o que ele dissesse, ela não levava a sério. Para ela, aquilo soava apenas como uma piada de mau gosto.

— E então? — perguntou ela, indiferente.

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