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《Ela Foi Embora, e o Amanhã Parou》Capítulo 14

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Nesse primeiro mês na Espanha, a família Cavalcanti concluiu todas as formalidades e mudou-se para a nova casa. Após quase dois meses de correria exaustiva com o processo de imigração, todos estavam esgotados. Por isso, assim que as coisas se estabilizaram, os três decidiram passar uns dias de férias na praia.

Era um dia típico de outono, com o céu límpido e o ar fresco. Cecília estava deitada em uma espreguiçadeira, observando o movimento das ondas, sentindo seu coração finalmente desacelerar. Ao abrir o celular despretensiosamente, foi bombardeada por uma avalanche de mensagens no WhatsApp.

— "Bomba do dia! Ceci, soube que o casamento do Ricardo com a Isadora subiu no telhado? Hahahahahaha!" — "Você não faz ideia do que perdeu! Tinha que ter visto a cara deformada de raiva da Isadora. O Ricardo ainda levou dois bofetões, foi épico!" — "Eu sempre disse que casamento relâmpago não dura. Terminar no próprio dia da festa é hilário!"

Cecília rolou as mensagens uma a uma, sentindo apenas tédio. Assim que desligou a tela, sua mãe sentou-se ao lado com dois copos de suco, entregando um a ela com um semblante relaxado e alegre.

— Você está sentada aí há meia hora sem se mexer. É assim que você aproveita uma viagem?

Cecília tomou um gole do suco e respondeu com preguiça:

— Claro que sim. Ficar aqui olhando gente bonita e o mar... quer coisa mais agradável?

A Sra. Cavalcanti teve que concordar. As duas conversaram por mais alguns minutos, mas, como não conseguiu convencer a filha a entrar na água, a mãe deixou o celular de lado e foi nadar sozinha.

Cecília ajustou o chapéu de sol e, quando ia passar mais protetor solar, o celular da mãe tocou. Ao ver que era a Sra. Almeida, hesitou por alguns segundos, mas acabou atendendo.

— Jade, querida! Acabamos de chegar em Madri. Vocês estão em casa?

Madri? "Acabamos"?

As pálpebras de Cecília tremeram. Um mau pressentimento surgiu em seu peito, mas, por respeito à vizinha, ela manteve a polidez:

— Tia, o que a senhora está fazendo na Espanha? Nós estamos em Barcelona agora.

Ao perceber que era Cecília quem atendia, o tom da Sra. Almeida suavizou-se imediatamente, carregado de um tom apologético:

— Ah, Ceci... onde vocês estão em Barcelona? Pode mandar a localização para a tia? Queremos ir até aí encontrar vocês, precisamos muito conversar.

Embora a vizinha fosse vaga, Cecília conectou os pontos com as fofocas sobre o rompimento do noivado. Seu instinto dizia que aquela visita tinha muito a ver com ela. Após pensar por instantes, ela respondeu:

— Aconteceu alguma coisa específica?

Houve um silêncio de alguns segundos do outro lado, até que Cecília ouviu aquela voz grave e familiar:

— Sou eu. Eu rompi com a Isadora. Meus pais descobriram sobre nós... queremos falar com você e com seus pais, para pedir perdão formalmente.

Perdão?

Ouvir essa palavra vindo de Ricardo Almeida soava como uma piada de mau gosto para ela.

— Não é necessário.

Essas três palavras cortaram qualquer tentativa de continuação de Ricardo. Ouvindo a respiração dele tornar-se pesada e apressada, Cecília continuou, implacável e fria:

— O que havia entre eu e você terminou definitivamente há um mês. Não teremos mais nenhum tipo de convívio. Diga aos seus pais que não quero discutir esse assunto e que não preciso de pedidos de desculpas. Para mim, eles sempre serão meus tios queridos e nada mudará isso — inclusive você.

Essas palavras foram como lâminas cravadas no peito de Ricardo, dilacerando-o com uma dor insuportável. Mas ele sabia, melhor do que ninguém, que o único culpado por tudo aquilo era ele mesmo. Ele não podia culpar ninguém além de si próprio e agora tinha que engolir o fruto amargo que plantou.

Sem forças para manter a arrogância de outrora, ele baixou a guarda e implorou:

— Ceci, por favor, não fique brava. Eu posso explicar tudo... só me dê mais uma chance, por favor.

Era a primeira vez que ela o ouvia usar um tom tão humilde e vulnerável. Cecília não sabia que tipo de jogo ele estava tentando jogar agora, mas não tinha a menor intenção de ser sua plateia. Ela foi direta:

— Não temos nada para conversar, Ricardo. Apenas diga aos seus pais que não manteremos mais contato, e então, voltem para o Brasil. É só o que peço.

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