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《O Marido Que Eu Criei》Capítulo 10

Dona Vera foi concordando com a cabeça várias vezes, batendo no próprio peito de dor.

"Eu sempre me perguntei por que aquele filho de casa nunca criou apego comigo, vivia me contrariando, até chegou a bater no pai. Agora entendo, porque não era meu filho de verdade."

"Essa maldita Jami. Quando era criança não tinha dinheiro pra estudar, foi minha mãe que bancou ela. Como ela teve coragem de fazer uma coisa dessas."

"O filho dela ficou na minha casa comendo bem, dormindo bem, tratado como príncipe. E o meu filho? Quase, por um triz, foi virar garoto de programa. Só de pensar, o coração aperta."

Fui logo acariciando as costas da Dona Vera pra ela respirar, e já fiz a promessa na hora:

"Pode deixar comigo. O Rafael eu cuido."

"Dona Vera, eu queria saber o que a senhora acha de... o Rafael vir morar na nossa casa como genro da família Sena?"

No final não consegui segurar e perguntei mesmo.

Dona Vera me olhou com os olhos ainda marejados, e de repente soluçou no meio do choro.

"Você disse o quê? Morar na sua casa?"

"O Rafael vir morar na nossa casa como genro da família Sena."

"Genro de quem?"

"O Rafael vir morar na nossa casa como genro da família Sena."

"Quem da família Sena vai morar na casa de quem?"

Eu...

Tudo bem, faz de conta que eu não disse nada.

Que injustiça.

...

Com as férias de inverno chegando, o Rafael disse que ia me levar pra conhecer a mãe dele.

"Você tá no primeiro ano e já me leva pra casa?" Fiquei um pouco surpresa.

Normalmente as coisas não andam tão rápido assim.

Será que o Rafael também estava tão apaixonado que queria me levar pra casa logo de uma vez.

Ai, a gente nem tinha chegado na idade legal de casar ainda.

Rafael baixou os olhos e me abraçou.

"Minha família... é um pouco complicada. Já que você quer que a gente case, preciso que você veja com os próprios olhos como é minha mãe. Não quero te enganar."

"Se você achar que ela é difícil demais de conviver, pode..."

Tampei a boca dele na mesma hora.

"Rafael, então deixa eu te contar uma coisa sobre o meu pai."

"Ele chegou a separar dois milhões pra se livrar de você e acabar com a nossa história. Ainda bem que eu parei ele. Ele não é um absurdo?"

Rafael ficou em silêncio por dois segundos e disse:

"É bem absurdo mesmo."

As férias começaram de vez. O Rafael e eu pegamos as malas e fomos pra casa dele.

A cidade natal dele não era longe da faculdade, ficava num sobrado pequeno numa vila do bairro popular da cidade.

Um prédio velhinho. Rafael me puxou pra dentro.

Parou na porta, me olhou sério e disse:

"Lara. Só cinco anos."

"O quê?" Não entendi o que ele quis dizer.

"Me dá cinco anos. Eu mesmo compro casa e carro pra você com as minhas mãos."

Fiquei um pouco triste e suspirei:

"Morar na minha casa não seria muito mais fácil?"

Rafael fingiu não ouvir e me puxou escada acima.

Apartamento 503. Rafael bateu na porta por um bom tempo antes de ela ser aberta por uma mulher de rosto cansado e apagado.

"Oi, voltou. Achei que você não ia mais aparecer."

"Entra logo. A Muriel tá esperando você faz tempo."

Franzi a testa.

Essa que na vida anterior queria ser minha madrasta, e nessa vida ainda estava tentando roubar meu marido, como ainda tinha espaço aqui?

Rafael me levou pra dentro.

Mas a Jami me bloqueou na entrada, sem nenhuma cerimônia:

"Você é a namorada do meu filho?"

Acenei que sim.

A Jami me examinou de cima a baixo pelo meu look simples, cruzou os braços e deu uma risada fria:

"Desculpa, mas não aprovo. A minha nora precisa ter pelo menos casa e carro na família. Do jeito que você tá, não dá."

"Vai embora por onde veio. Não perturba o jantar do meu filho com a futura nora."

Rafael me puxou pra trás dele e chamou com firmeza:

"Mãe."

"Não sou sua mãe. Desde que entrou pra faculdade ficou se achando. Para de me responder. Se não fosse a Muriel me mandando dinheiro de vez em quando, sua velha mãe ia morrer de fome."

"Ingrato mesmo." A Jami cuspiu com raiva.

Muriel saiu da cozinha nesse momento, sobrancelha erguida pra mim com aquele ar vitorioso de sempre, e foi logo fazendo charme com a Jami:

"Madrinha, não briga com o Rafael por causa de uma coisa à toa."

"A gente entra, vai?"

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