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《Retrato de uma Vingança》Capítulo 25

Personagens neste capítulo:

Valentina Ramos (秦棠)

Sérgio Cavalcante (周序)

Marcelo Vieira (謝牧澤)

Clarinha (清清) — mencionada

Capítulo 23

A mão de Marcelo soltou sem que ele percebesse.

Sérgio puxou Valentina para o lado com rapidez e, em seguida, dobrou o joelho com força no abdômen de Marcelo.

Marcelo não esperava. Um gemido de dor escapou.

Não disposto a ficar para trás, ele agarrou o ombro de Sérgio tentando derrubá-lo. Mas Sérgio foi mais rápido. Os socos choveram sobre ele como enxurrada, a maioria indo direto para o rosto.

"Marcelo Vieira, seu miserável!"

"Matou a irmã dela e ainda teve coragem de a prender? Só uma família amaldiçoada pariu uma besta como você!"

"Hoje eu te acabo!"

Comparado a Marcelo, Sérgio havia crescido num ambiente muito mais perigoso.

Para lidar com inimigos que podiam aparecer a qualquer momento, ele havia treinado combate com seriedade desde criança.

Marcelo tinha uma boa forma física, mas diante de Sérgio não tinha como se defender.

Valentina ficou parada ao lado, ainda sem processar o que havia acontecido.

Em questão de segundos, o rosto de Marcelo estava coberto de roxos e hematomas. Nenhum traço da beleza de antes.

Só quando viu que ele mal conseguia se levantar Sérgio parou.

Ainda ofegante, pisou na mão de Marcelo com o sapato e pressionou sem piedade:

"Se você ousar se aproximar da Valentina de novo, vai pagar caro por isso."

Depois, puxou Valentina pelo braço e foram saindo.

Marcelo ficou deitado no chão, imóvel como um cadáver.

A primeira coisa que Sérgio fez ao sair foi levar Valentina ao hospital.

Exame de sangue, tomografia, check-up completo. Providenciou tudo.

Valentina resistiu quanto pôde e disse com uma cara amargurada:

"Marcelo não fez nada comigo. E por que tomografia? Minha cabeça está bem."

"Ah, está?"

A voz do senhor Cavalcante veio fria:

"Então como você acabou aceitando o anel dele?"

Valentina enrijeceu de uma vez. Olhou para o anular. Engoliu em seco.

Sérgio na sua frente deu um sorriso leve:

"Por que ficou nervosa de repente?"

Valentina não sabia bem o que estava sentindo. Teve a estranha impressão de ter sido pega em flagrante, e rapidamente arrancou o anel do dedo.

"Era para baixar a guarda dele!"

"Jamais ia me reconciliar com ele!"

Sérgio ficou olhando para ela por um bom tempo, verificando se havia algum sinal de mentira. Só então soltou um som de assentimento:

"Eu sei."

Valentina soltou o ar aliviada. Então piscou com um ar levemente travesso:

"Aliás, foi a primeira vez que ouvi você soltar palavrão."

Vários, na verdade.

Dessa vez, foi a vez de Sérgio desviar o olhar. As pontas das orelhas ficaram levemente vermelhas.

Ele mudou de assunto com uma expressão impassível:

"O suspeito de contato com Roberto Fonseca foi preso. Segundo o depoimento dele, os chefes principais da organização estão todos fora do país."

"Provavelmente concentrados no Sudeste Asiático."

Valentina de fato se distraiu, os olhos acendendo:

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"Eu posso ir?"

"Nem pensa."

"Ah." Valentina ficou um pouco decepcionada. "Tudo bem. Posso trabalhar online. Espero que os prendam logo."

Capítulo 24

Depois de ter alta, Valentina praticamente passou a morar na delegacia.

Seu cargo havia sido restituído. Ela voltou a se dedicar de corpo e alma ao trabalho que amava.

Como dessa vez se tratava das pessoas responsáveis pela morte dos seus pais, ela estava ainda mais envolvida do que nunca.

Sérgio entendia e não dizia nada. Apenas insistia em levar marmita e sopa para ela todo dia.

Marcelo também aparecia.

Noite fechada, às vezes com uma garoa fina ou neve leve, ele ficava parado na escuridão lá fora, o rosto indistinguível na sombra.

Na primeira vez que o viu, Sérgio quase se levantou para ir bater nele de novo.

"Calma, calma, isso aqui é delegacia..."

Valentina o segurou com todas as forças. Conseguiu.

Ainda bem que Marcelo ficava só parado, olhando para ela através da janela, sem nenhuma intenção de se aproximar.

Valentina ficou aliviada, mas também achava tudo muito estranho. Perguntava ao advogado com frequência quando seria possível mandá-lo para trás das grades.

O advogado explicava que Marcelo tinha influência demais, com uma equipe jurídica especializada, e as provas ainda não eram suficientes. Seria uma batalha longa.

Valentina não tinha outra escolha. Aguentou.

Naquela noite, a chefia entrou em contato.

Com base nas descrições das testemunhas, ela desenhou rapidamente o retrato do líder misterioso da organização.

Do outro lado da videochamada, a chefia estava visivelmente emocionada:

"Obrigada, Valentina. Você salvou muitas pessoas."

"Foi um esforço coletivo." Valentina apertou o lápis. Os nós dos dedos ficaram brancos. "Dessa vez vão conseguir prender ele?"

A chefia ficou em silêncio por um momento:

"A probabilidade é grande."

"Que bom." Valentina baixou a cabeça, não querendo que ninguém visse os olhos marejados.

Que bom. Finalmente conseguiria vingar os pais?

Finalmente poderia se soltar do pesadelo de uma vez?

Naquele dia ela finalmente encerrou dias consecutivos de trabalho e saiu pela porta da delegacia.

Era madrugada, mas havia uma silhueta encostada no carro, esperando ela chegar.

"Senhor Cavalcante, não precisava vir me buscar, já é tão tarde..."

Valentina suspirou com carinho e foi caminhando.

Por alguma razão, o rosto de Sérgio, que era habitualmente tranquilo e ligeiramente sorridente, de repente se contraiu de tensão:

"Espera, perigo..."

Uma figura pequena de moletom com capuz saltou do lado de fora e se jogou sobre ela com força.

Sob a luz pálida do poste, a lâmina de uma faca faiscou no escuro.

Alguém se projetou para frente e empurrou Valentina de lado com força.

A faca mergulhou no peito dele. O sangue começou a jorrar.

Tudo aconteceu num piscar de olhos. A cabeça de Valentina ainda estava completamente em branco.

Sérgio se lançou sobre o agressor e o imobilizou. Os policiais que ainda estavam de plantão saíram em disparada.

Valentina baixou os olhos, atordoada:

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"Marcelo...?"

Deitado no chão, tendo levado uma facada por ela, estava Marcelo.

A cor estava sumindo do rosto dele rapidamente. Quando falou, sangue escorreu pelo canto da boca.

"Eu disse que era perigoso..."

"Você... sempre... não me escuta..."

Mas tudo bem.

"Vou... sempre... sempre te proteger..."

Havia sido muitos anos atrás.

Marcelo também havia olhado para ela assim, com aquele olhar suave, e prometido uma vida inteira.

O calor estava se indo. Tudo à frente ficou lento e distante.

Ele olhou para Valentina com um desejo de ficar que não ia embora:

"Val..."

"Me desculpa."

Capítulo 25

"Marcelo! Marcelo, abre os olhos!"

"Sérgio, chama a ambulância!"

Valentina tentou desesperadamente cobrir o ferimento no peito dele com as mãos, querendo conter o sangue.

Sérgio pressionou os lábios e discou para o resgate.

Mas ele sabia muito bem. A faca havia entrado no coração. Não havia como sobreviver.

A luz vermelha da sala de emergência ficou acesa a noite toda. Sérgio ficou do lado de fora com Valentina, esperando.

Com o amanhecer, o médico saiu. O que veio foi um suspiro.

As pernas de Valentina cederam. Ela recuou tropeçando, mas Sérgio a segurou com firmeza.

"Foi retaliação deles..." Valentina murmurou. "Por que Marcelo foi morrer no meu lugar?"

Sérgio ficou em silêncio por um momento. Então a abraçou com força:

"Era o que Marcelo queria fazer."

Ele havia errado demais. Havia causado a morte das pessoas mais queridas de Valentina.

Queria devolver a vida a ela. Queria pedir desculpas com a própria vida.

Seis meses depois. Auditório central da capital.

O departamento de segurança pública realizou uma cerimônia de condecoração. Valentina subiu ao palco para discursar.

Depois da prisão do líder da organização criminosa, eles ainda trabalharam por vários meses até desmantelar completamente o grupo.

O caminho havia sido duro. Cheio de perigos.

A estrada à frente ainda teria muitos obstáculos.

Mas Valentina não se arrependia de nada.

Ao sair do auditório, como sempre, Sérgio estava lá para buscá-la.

"Terminou?" Sérgio arqueou levemente uma sobrancelha e abriu a porta do carro com a gentileza de sempre.

Valentina entrou.

Comparada a seis meses atrás, ela estava muito melhor. Os ferimentos haviam quase todos cicatrizado. O rosto tinha mais cor. O olhar havia voltado a ter vida.

Ela brincou:

"Senhor Cavalcante, se o senhor continuar no país, o senhor Cavalcante pai vai acabar mandando um esquadrão para me sequestrar como ameaça."

"Que bobagem." Sérgio deu um peteleco leve na testa dela. "Decidi ficar no Brasil."

"O quê?"

O poder dos Cavalcante estava concentrado principalmente no exterior. Aquela decisão surpreendeu Valentina de verdade.

"Com os Vieira caídos, é uma boa oportunidade para nós. Era hora de voltar de qualquer jeito."

Valentina não resistiu:

"Seu pai sabe?"

"Não." Sérgio ficou sério por um instante. "Mas pode ficar tranquila. Quando ele vier atrás de mim, com certeza vou me colocar na frente da senhorita Ramos e não deixar as forças do mal chegarem perto da nossa querida senhorita Ramos."

Valentina deu uma risada.

"Claro..."

Sérgio puxou levemente o canto da boca:

"Tem outro motivo para eu querer ficar."

Ele olhou para Valentina com uma profundidade que não precisava de mais palavras.

Valentina virou o rosto para o lado, fingindo não ter entendido.

Sérgio era uma pessoa de paciência extraordinária. Todas as vezes em que ela havia desviado, ele nunca a pressionou.

Desta vez, com certeza seria igual.

Sérgio deu uma risada suave e sinalizou para o motorista parar:

"Chegamos."

Valentina, sem coragem de encará-lo, desceu logo.

Só ao descer percebeu que o carro havia entrado num belo sítio. Não o pequeno apartamento onde ela havia estado morando.

Valentina virou a cabeça, confusa:

"Sérgio..."

Sérgio caminhou até ela e desceu um joelho ao chão.

"Will you spend the rest of your life with me, honey?"

Valentina ficou parada.

Sérgio a encarou sem desviar o olhar:

"Sei que você tem medo do casamento. Se não quiser, pode fingir que não entendeu o inglês."

Valentina ficou parada por um longo momento.

Pensou na mãe.

Numa tarde comum da infância, o pó dourado rodando na luz, a mãe a sentando no próprio colo.

"Espero que você cresça sendo uma pessoa corajosa."

Na primeira metade da vida, ela havia encontrado muitas coisas ruins. Havia se machucado muito.

Mas assim como a mãe havia lhe ensinado.

Fortune favors the bold.

Valentina sorriu:

"Não sou analfabeta. Como ia fingir que não entendi?"

Fez uma pausa. Pegou o anel da mão de Sérgio.

"I do, Mr. Cavalcante."

Fim

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