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《Retrato de uma Vingança》Capítulo 24

Depois de ter alta, Valentina praticamente passou a morar na delegacia.

Seu cargo havia sido restituído. Ela voltou a se dedicar de corpo e alma ao trabalho que amava.

Como dessa vez se tratava das pessoas responsáveis pela morte dos seus pais, ela estava ainda mais envolvida do que nunca.

Sérgio entendia e não dizia nada. Apenas insistia em levar marmita e sopa para ela todo dia.

Marcelo também aparecia.

Noite fechada, às vezes com uma garoa fina ou neve leve, ele ficava parado na escuridão lá fora, o rosto indistinguível na sombra.

Na primeira vez que o viu, Sérgio quase se levantou para ir bater nele de novo.

"Calma, calma, isso aqui é delegacia..."

Valentina o segurou com todas as forças. Conseguiu.

Ainda bem que Marcelo ficava só parado, olhando para ela através da janela, sem nenhuma intenção de se aproximar.

Valentina ficou aliviada, mas também achava tudo muito estranho. Perguntava ao advogado com frequência quando seria possível mandá-lo para trás das grades.

O advogado explicava que Marcelo tinha influência demais, com uma equipe jurídica especializada, e as provas ainda não eram suficientes. Seria uma batalha longa.

Valentina não tinha outra escolha. Aguentou.

Naquela noite, a chefia entrou em contato.

Com base nas descrições das testemunhas, ela desenhou rapidamente o retrato do líder misterioso da organização.

Do outro lado da videochamada, a chefia estava visivelmente emocionada:

"Obrigada, Valentina. Você salvou muitas pessoas."

"Foi um esforço coletivo." Valentina apertou o lápis. Os nós dos dedos ficaram brancos. "Dessa vez vão conseguir prender ele?"

A chefia ficou em silêncio por um momento:

"A probabilidade é grande."

"Que bom." Valentina baixou a cabeça, não querendo que ninguém visse os olhos marejados.

Que bom. Finalmente conseguiria vingar os pais?

Finalmente poderia se soltar do pesadelo de uma vez?

Naquele dia ela finalmente encerrou dias consecutivos de trabalho e saiu pela porta da delegacia.

Era madrugada, mas havia uma silhueta encostada no carro, esperando ela chegar.

"Senhor Cavalcante, não precisava vir me buscar, já é tão tarde..."

Valentina suspirou com carinho e foi caminhando.

Por alguma razão, o rosto de Sérgio, que era habitualmente tranquilo e ligeiramente sorridente, de repente se contraiu de tensão:

"Espera, perigo..."

Uma figura pequena de moletom com capuz saltou do lado de fora e se jogou sobre ela com força.

Sob a luz pálida do poste, a lâmina de uma faca faiscou no escuro.

Alguém se projetou para frente e empurrou Valentina de lado com força.

A faca mergulhou no peito dele. O sangue começou a jorrar.

Tudo aconteceu num piscar de olhos. A cabeça de Valentina ainda estava completamente em branco.

Sérgio se lançou sobre o agressor e o imobilizou. Os policiais que ainda estavam de plantão saíram em disparada.

Valentina baixou os olhos, atordoada:

"Marcelo...?"

Deitado no chão, tendo levado uma facada por ela, estava Marcelo.

A cor estava sumindo do rosto dele rapidamente. Quando falou, sangue escorreu pelo canto da boca.

"Eu disse que era perigoso..."

"Você... sempre... não me escuta..."

Mas tudo bem.

"Vou... sempre... sempre te proteger..."

Havia sido muitos anos atrás.

Marcelo também havia olhado para ela assim, com aquele olhar suave, e prometido uma vida inteira.

O calor estava se indo. Tudo à frente ficou lento e distante.

Ele olhou para Valentina com um desejo de ficar que não ia embora:

"Val..."

"Me desculpa."

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