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《O Marido Que Eu Criei》Capítulo 7

Muriel deu dois passos em direção a ele e se plantou na frente, apertando os dentes com raiva.

"Com esse boato todo espalhado, vocês dois estão juntos de verdade ou não."

Rafael não respondeu.

Dois segundos de silêncio, e então ele puxou levemente o canto da boca.

"Muriel. O que acontece na minha vida não tem nada a ver com você."

Ao ver que ele ia embora, Muriel agarrou ele com força, ficou na ponta dos pés e foi tentar beijar à força.

Que absurdo.

Entrei em pânico e já estava arregaçando a manga pra entrar e partir pra cima.

Mas o Rafael já tinha empurrado a Muriel, o rosto cheio de repulsa.

"Que coisa."

Muriel caiu sentada no chão e começou a chorar de humilhação e raiva.

"Rafael, eu te aviso. Você vai se arrepender."

Rafael saiu sem pausar um segundo e me encontrou parada do lado de fora da janela.

O rosto deu um susto, mas ele se recuperou rápido e virou as costas pra ir embora.

Corri e agarrei a mão dele, sacudindo.

"Rafael, o que eu disse antes foi bobagem, eu..."

Um brilho estranho passou pelos olhos dele. Ele puxou a mão devagar e estendeu a palma pra mim:

"Celular."

Fiquei parada por um segundo e entreguei meu celular sem entender.

Não sei quando ele tinha aprendido minha senha, mas vi ele digitar alguns números, desbloquear, entrar no Instagram.

Rolou a tela, e o story que eu tinha postado na noite anterior apareceu bem na minha frente.

Rafael deu uma risadinha irônica e disse:

"A forma como a Lara demonstra interesse pelas pessoas é... bem particular."

"Fica me perseguindo enquanto a vida noturna continua a todo vapor. Fechar barzinho não basta, ainda aparece com menininhos pra fazer graça."

"Essas coisas que você disse que era sério. Pra quantas pessoas você já disse isso?"

Fiquei na defensiva, olhos já ardendo:

"Não foi nada disso. Eu só fui me divertir com minhas amigas, só isso, não aconteceu nada. Os meus amigos todos vivem assim, eu sempre fui acostumada com esse tipo de vida."

"Eu nunca te fiz nada de errado. Nunca mesmo."

14

Rafael ficou parado, o braço desceu devagar, como se não esperasse que eu fosse reagir assim, com os olhos magoados e cheios de indignação.

Mas eu não ia deixar passar.

Era uma questão de honra.

Peguei a mão dele e puxei pra frente.

"Hoje você vem comigo ver com os seus próprios olhos."

"Bar. Tem que ser no bar. Você vai encarar as minhas amigas."

Rafael deu uma parada no passo, fingindo indiferença:

"Eu não sou seu namorado. O que você faz não é problema meu. Me solta."

Fui logo perdendo a calma:

"É sim, você é. Não só meu namorado, mais pra frente ainda vai ser genro da família Sena, morando na minha casa, fazendo tudo que eu mandar. Não tem saída. Você duvidou da minha honra, então agora tem que assumir a responsabilidade."

"Pelo resto da vida."

Rafael disse:

"Você tá me extorquindo?"

Bufei bem alto com raiva.

Na vida anterior, o Rafael nunca tinha tocado no assunto das minhas saídas pra balada. Nem uma vez.

Eu achei que ele não via problema nisso, que não era daqueles homens que acham que depois do casamento a mulher tem que ficar em casa.

Sempre vivi assim e nunca achei que tinha problema nenhum.

Até que depois do casamento o Rafael virou outra pessoa.

Uma lista enorme de regras me deixou com dor de cabeça.

E ele nunca explicava por quê.

Agora eu entendia. Era porque ele achava que eu exagerava, que duvidava de mim.

O carro parou na porta do bar mais badalado da cidade.

Puxei o Rafael pra dentro sem cerimônia.

Ele deu uma olhada na fachada, e o rosto fechou um pouco.

Não percebi nada de diferente e continuei puxando ele pra dentro.

Assim que entramos, luzes coloridas por todo lado, neons piscando, uma multidão dançando sem parar na pista, e no palco o cantor residente começando o show.

A música sacudia o ar inteiro, do jeito que não deixa ninguém se sentir sozinho.

Rafael olhou ao redor, a testa franzida fundo.

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