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《O Marido Que Eu Criei》Capítulo 6

Na sala de estudos, fiquei mexendo no celular com consciência pesada. Mais uma amiga me chamando pra sair, dessa vez pra cantar, e tinha convidado um monte de meninos bonitos junto.

Perguntando se eu topava investir neles pra estrearem como artistas.

Rafael me lançou um olhar. Escondi o celular na mesma hora.

"Eu não tava, não tava mexendo no celular, juro. Tô estudando, isso aqui é estudo mesmo."

O olhar dele parou por um segundo na minha prova em branco. O rosto fechou de vez, ele arrancou o celular da minha mão e confiscou sem pensar duas vezes.

"Você vai tirar nota máxima. Não vai a lugar nenhum."

Obrigada pela confiança.

Que meta generosa você me deu.

Abaixei a cabeça desanimada e fui fazer a prova.

...

Quando o boato na faculdade já tinha tomado proporções maiores, meu pai me ligou.

Meu pai era meu pai do jeito que sempre foi. Tenho certeza de que ele tinha olhos espalhados por toda a faculdade.

"Ficou namorando? E ainda é colega de faculdade, família sem condição. Ai, ai, ai."

"Me diz uma coisa: se eu oferecer dois milhões pra ele, você acha que ele te larga?"

Meu pai perguntou com toda a inocência do mundo.

Pensei com cuidado por um momento.

"Não."

Porque no momento ainda não tinha nada entre a gente. Ele não tinha posição nenhuma pra aceitar dois milhões do meu pai e me largar em troca.

Ai. Dois milhões de mesada perdidos. Que tristeza.

Meu pai ficou consternado e já foi logo dando ordem pelo telefone:

"Três minutos. Quero tudo sobre esse rapaz."

Sério assim?

Fiquei tensa na hora.

Com essa velocidade do meu pai, a história de vida do Rafael ia ser desenterrada antes da hora.

E ele ainda não tinha vindo morar comigo.

Entrei em pânico e falei logo:

"Pai, você tá exagerando, exagerando. Não sou séria com ele não, é só brincadeira, entende? Quem leva a sério perde."

No segundo seguinte levantei os olhos e vi o Rafael parado bem na minha frente.

No final do corredor da faculdade.

Se meu pai acreditou em mim ou não, nunca fiquei sabendo.

Mas sabia muito bem que tinha me ferrado.

Rafael veio se aproximando devagar, cada passo como se estivesse pisando direto no meu coração. Dava um frio na barriga.

Fiquei tão desesperada pra explicar que abri a boca sem saber por onde começar.

Rafael passou reto do meu lado sem nenhuma expressão no rosto.

Com cuidado, chamei por ele:

"Ra... Rafael."

"Me ouve..."

Rafael se virou, mas a voz saiu gelada:

"Tô ocupado ultimamente. Não vou mais dar aula. Arranja outro professor, colega."

Colega.

De Lara tinha virado colega.

Por dentro eu queria chorar alto de verdade.

É isso. Não tem como ser metida a besta na vida. Quando você se mete, a conta chega.

Fiquei olhando ele ir embora, parada no lugar por um tempo, e só então caí em mim e saí correndo atrás.

Marido tão perto assim não podia simplesmente sumir.

Fiquei com raiva de mim mesma.

Corri atrás por um bom tempo, e no final o encontrei na sala de música da faculdade.

Quando ia entrar, ouvi a voz da Muriel lá dentro.

"Rafael, você sabe que tá rolando um boato por toda a faculdade de que você e a Lara Sena são namorados?"

Fiquei um pouco tensa. Me aproximei devagar e fiquei espiando pela janela.

O olhar do Rafael estava meio apagado, o rosto ainda fechado como antes.

"Você me puxou até aqui pra me dizer isso?"

"Muriel. Eu já falei antes que você é muito chata." A voz do Rafael carregava um cansaço profundo.

Muriel explodiu de raiva.

"Eu sou chata? Por mais chata que eu seja, sua mãe ainda me bajula toda hora, louca pra você me aceitar e receber uma boa grana por isso."

"Essa Lara Sena também fica grudada em você, e não ouço você dizer que ela é chata. Será que você tá de olho no dinheiro dela de verdade?"

A temperatura ao redor do Rafael despencou de uma vez, e ele bateu na mão que a Muriel apontava pra ele.

Piscou os olhos, olhando firme pra eles dois.

Aí entendi de uma vez por que, lá no começo, o Rafael tinha ficado tão incomodado com aquela menina.

Era porque a mãe adotiva também estava metendo o nariz nisso, pressionando o Rafael a topar o jogo dela.

Fechei o punho com raiva.

 

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