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《Retrato de uma Vingança》Capítulo 16

Marcelo a encarou com uma intensidade quase faminta:

"Val, você continua sendo incrível."

"Acha mesmo?" Valentina ergueu a própria mão. "Considerando que cada dedo foi quebrado, e que ainda levei uma picada de cobra, estar viva já é sorte grande."

"Me desculpa..."

O olhar de Marcelo se encheu de culpa.

"Não precisa. Meu advogado vai processar você. Tudo que você me deve, vou cobrar."

"Minha mão. Minha irmã..."

Valentina não tinha mais vontade de continuar aquela conversa:

"Sai da frente. Preciso ir para casa."

"Casa? Fora do meu lado, que lugar ainda é sua casa?" Marcelo envolveu o pulso dela com a mão. "Vem comigo. Senti sua falta esses dias."

Valentina começou a se perguntar se havia algo errado com a cabeça dele.

"Você não entende o que eu estou dizendo? A gente já se divorciou faz tempo!"

"Divorciado pode se reconciliar."

Marcelo falou como se fosse a coisa mais natural do mundo:

"Eu sei, você ficou com raiva por causa da Júlia."

"Antes eu errei. Não enxerguei quem ela realmente era."

"Mas já entendi o erro. A Júlia não vai mais aparecer na sua frente. Me perdoa?"

Valentina levou um susto:

"O que você fez com a Júlia?"

"Nada demais. Só dei um susto nela para ela confessar logo, sem precisar de processo judicial." Marcelo falou como se estivesse comentando o tempo. "Val, você é boa demais."

"Depois de tudo que ela fez com você, ainda fica preocupada com ela?"

A voz de Valentina ficou dura:

"Por mais erros que ela tenha cometido, quem decide a punição é a justiça."

"O que você fizer com ela não é problema meu. Agora solta minha mão."

Marcelo pressionou os lábios e resolveu bancar o teimoso:

"Não solto. Você é minha mulher. Tem que vir para casa comigo."

"Minha mulher, vai logo, o carro está esperando lá fora."

Valentina ficou sem acreditar:

"Você está bem? Quem é sua mulher?"

Marcelo não ligou.

Antes de vir, havia consultado o médico particular, cujo casamento era famoso por ser sólido como pedra.

O amigo havia passado meia hora o zoando antes de, de má vontade, dar o conselho: para reconquistar uma mulher, o segredo era insistir sem vergonha.

Enquanto ainda houvesse um resquício de sentimento da parte dela, havia esperança.

Na hora, era preciso largar o orgulho de executivo.

Marcelo havia ficado em conflito por um tempo, mas acabou decidindo engolir e tentar.

Mulher quase indo embora para sempre, e ele ia se preocupar com dignidade?

Ele abaixou o tom e implorou:

"Esses anos todos, a gente foi tão bem juntos. Errei só dessa vez... me perdoa?"

"Não vou fazer de novo. Juro."

Valentina já estava sem paciência, cogitando chamar um colega para arrancá-lo dali, quando uma mão de ossos marcados apareceu no campo de visão dela.

O dono daquela mão envolveu o pulso de Marcelo e ergueu com um movimento suave e preciso.

Marcelo não esperava. O pulso deslocou. O rosto ficou branco num instante.

Sérgio Cavalcante se aproximou de Valentina e ajeitou com cuidado a manga levemente desalinhada dela.

"O senhor Vieira é mesmo muito apaixonado."

"Mas que pena. A senhorita Ramos já tem um novo namorado."

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