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《Retrato de uma Vingança》Capítulo 10

Quando Valentina havia ligado pedindo socorro, o que ele estava fazendo?

Era o aniversário de Júlia. Ela o havia enrolado pedindo presente.

Dinheiro para ele era só um número. Sem pensar duas vezes, ele havia comprado joias de valor milionário para dar a Júlia.

Mas não havia mandado os quinhentos mil para os sequestradores.

Não era que não pudesse. Era que estava irritado com o que julgava ser um teatro de Valentina. Por que fazer drama por uma quantia dessas?

Se, e se Valentina não havia mentido...

O que ele havia feito?

Ele quase havia matado Valentina.

Marcelo cerrou os punhos e socou a parede com força.

Os nós dos dedos sangraram. Ele não sentiu.

O médico se assustou com aquela expressão sombria e perguntou com cuidado:

"Você está bem?"

"Estou." Marcelo levou um bom tempo para aplainar a tempestade dentro de si. Pegou as chaves do carro e saiu.

Nem o motorista chamou. Foi ele mesmo ao volante, pisando fundo no acelerador o caminho todo, até chegar na casa dos Fonseca.

Roberto estava na sala, cantarolando enquanto bebia, quando ouviu a porta ser chutada com estrondo.

"Quem é esse? Quer morrer?"

Resmungando, ele se levantou e abriu a porta. Travou ao ver quem era:

"Marcelo, que surpresa, o que você..."

Marcelo não disse uma palavra. Agarrou Roberto pela gola e o ergueu do chão.

Os pés de Roberto ficaram suspensos. A embriaguez passou na hora:

"Ei, ei, calma. A gente pode conversar."

"Conversar o quê?"

A expressão de Marcelo parecia a de alguém prestes a devorar outra pessoa. Ele o atirou no chão com força.

Roberto ricocheteou no piso, a gordura do corpo tremendo toda. Antes que conseguisse reagir, Marcelo acertou um soco certeiro na órbita do olho.

O barulho foi seco e alto. Roberto achou que havia ficado cego.

Mas aquilo estava longe de ser o fim. Os socos choveram em seguida.

Roberto uivava de dor:

"Marcelo, espera, o que foi que eu fiz?"

"Ainda tem coragem de perguntar?"

A voz de Marcelo era gelo puro:

"Você meter a mão em qualquer mulher que quiser é problema seu. Eu podia fechar os olhos pelo bem da Júlia. Mas como você ousou tocar na Valentina?"

Os olhos turvos de Roberto cruzaram com um lampejo de pânico.

Ele quis se defender, mas Marcelo não lhe deu chance. Colocou o pé sobre a coxa de Roberto e pressionou com força.

Um estalo.

O osso estava quebrado.

Roberto soltou um berro que rasgou as paredes:

"Marcelo, você enlouqueceu? Vai me matar?"

Marcelo sacudiu o pulso com uma expressão de desdém:

"E se eu matar, qual é o problema?"

Roberto ficou calado na hora.

As famílias eram amigas de longa data, é verdade, mas a diferença entre ele e Marcelo era a mesma que entre a terra e o céu.

Vendo Marcelo se preparar para o próximo golpe, Roberto se apressou:

"Errei. Me perdoa. Pelo amor que você tem pela Júlia, me poupa."

Marcelo hesitou de fato.

Alguns segundos depois, soltou um riso frio e deu mais um chute no abdômen de Roberto.

"Trato a Júlia como irmã. Não quero vê-la sofrer. Caso contrário, te matava hoje."

"Quando a Valentina voltar, você vai se ajoelhar e pedir desculpas a ela."

Roberto assentia gemendo, mas por fim perguntou com uma hesitação que não conseguiu esconder:

"A Valentina foi embora? Ela... vai voltar?"

O olhar de Marcelo faiscou. Deu mais um chute.

"Claro que vai voltar."

"É só uma birra. Quanto tempo vai durar? Ela não tem família, não tem para onde ir. Vai acabar voltando para mim."

Roberto ficou quieto, mas o pensamento não calava.

Contando tudo que Marcelo havia feito, mesmo um homem sem escrúpulos como ele achava difícil de encarar.

Depois de tudo isso, como Valentina poderia querer voltar?

Marcelo não percebeu o que passava pela cabeça de Roberto. Saiu pela porta e respirou fundo o ar frio da noite.

Ficou olhando para o céu estrelado por um longo momento. O olhar foi amolecendo aos poucos. Enviou uma mensagem para o secretário.

A semana que vem é o aniversário da Val. Quero a festa preparada no nível mais alto possível.

Capricha na decoração. Quero dar uma surpresa pra ela.

A janela mostrou que o secretário estava digitando.

Demorou um bom tempo até a resposta chegar, com um tom de cautela.

Sim...

Senhor, chegou um documento aqui na recepção. É urgente. O senhor pode vir dar uma olhada?

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