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《Retrato de uma Vingança》Capítulo 8

Naquela mesma noite, os seguranças levaram Valentina à força para o hospital.

Júlia estava deitada numa cama, os olhos vermelhos e o rosto sem cor.

"Valentina, apaga esse áudio!" Marcelo a encarava de cima, "Não me force a agir."

Valentina estava sendo segurada de joelhos no chão. Ela falou devagar, marcando cada sílaba:

"Jamais. Quero que ela pague. Quero que aquele monstro pague."

"Se tiver coragem, me mata."

Marcelo cerrou os dentes:

"Você enlouqueceu?"

Valentina deu uma gargalhada:

"Enlouqueci, sim. Vocês me enlouqueceram."

"Tenho tanto ódio. Ódio de ter aceitado sua corte. Ódio de ter te salvado naquele dia. Se você tivesse morrido, seria muito melhor."

Ela ousou dizer isso?

Os olhos de Marcelo transbordaram frieza. A veia da testa saltou.

Do lado, Júlia soluçava:

"Marcelinho, o que vai ser de mim? Meu pai vai ser preso? Não. Não posso perder ele..."

"Por favor. Me ajuda. Por favor."

Marcelo engoliu a raiva:

"Val, volta atrás no que disse e apaga o áudio. Posso fingir que nada disso aconteceu."

"Você ainda é minha única esposa."

Valentina deu um sorriso de escárnio:

"Esposa? Quem quer ser sua esposa?"

"Não vou apagar nada. E você melhor corre para pedir o divórcio logo, e vai viver feliz com a sua Júlia."

Marcelo havia ainda guardado alguma contenção com ela até aquele momento. Mas ao ouvir aquilo, o rosto fechou numa frieza cortante.

Divórcio. Ela ousou falar em divórcio?

Ela havia prometido que ficaria com ele para sempre.

Ele havia sido tolerante demais.

Marcelo perdeu o controle, virou-se para os seguranças:

"Tira ela daqui. Pode bater."

O saguão do hospital estava cheio de gente.

Os seguranças arrastaram Valentina até o meio do corredor e forçaram ela a se ajoelhar. Como ela resistiu, um deles deu um chute no joelho dela.

Pegaram um chicote grosso como dois dedos e começou a cair sobre o corpo dela.

Ao redor, as pessoas comentavam entre si.

"Não é a famosa perita Valentina Ramos? Por que está sendo espancada? Ninguém vai fazer nada?"

"Com o aval do Marcelo, quem vai interferir? Dizem que ela inventou calúnias contra o pai da Júlia Fonseca por ciúme. Está recebendo o que merece dela e do Marcelo..."

"E ainda é funcionária pública. Que vergonha. Sem caráter nenhum."

As vozes foram ficando cada vez mais sujas. Valentina estava dobrada no chão.

Não sabia quanto tempo havia passado quando Júlia se aproximou.

"O Marcelo disse que já chega. Val, você está bem?"

Valentina se ergueu do chão ignorando a dor, olhou para Júlia por um instante:

"Pode ficar tranquila. Vou continuar vivendo muito bem até ver vocês duas caírem."

O olhar dela era tão gelado que Júlia ficou assustada e foi embora apressada.

O celular de Valentina acendeu. Ela baixou os olhos e viu uma nova mensagem.

O divórcio foi finalizado. Metade do patrimônio dos Vieira agora é seu. Parabéns.

Ela demorou um segundo para cair na real.

Já havia passado um mês.

Valentina saiu mancando até a entrada do hospital. Havia um carro parado ali, um Maybach.

O vidro desceu, revelando o rosto de um homem de traços afiados e olhar preciso.

"Feliz divórcio, senhorita Ramos."

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