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《O Falso Amor do Meu Tutor》Capítulo 17

Uma única frase, e Rafael ficou parado como se tivesse levado uma pancada na cabeça. Só conseguiu assistir enquanto Théo levava Mara embora, sem conseguir dizer uma palavra sequer.

No dia seguinte era a coletiva de lançamento do coração artificial de Mara.

Théo entregou o roteiro de apresentação que havia preparado com antecedência nas mãos de Mara.

"É a primeira vez que você vai se apresentar num palco mundial. Está nervosa?"

Mara sacudiu a cabeça com calma.

"Não estou. Essa é a primeira vez, mas não vai ser a última. Quero que o meu trabalho fale por si mesmo, não o meu nome."

Mara se virou para Théo, com os olhos cheios de uma confiança que não precisava de palavras.

"Na verdade, acho que quem está nervoso é você."

Théo ficou levemente parado, depois olhou para o próprio relógio.

"Já está quase na hora. Vou dar uma olhada na frente."

Théo mal havia saído quando ouviram uma batida na porta da sala de descanso. Mara achou que era ele voltando com mais alguma recomendação.

"Théo, ainda tem algo que quer me lembrar?"

Mas quando a porta se abriu, Mara sentiu uma picada no dorso da mão, e em seguida a consciência começou a escorregando como areia entre os dedos.

Num lampejo antes de apagar de vez, ela sentiu Rafael a envolver nos braços, a voz ao mesmo tempo suave e carregada de uma obsessão que não tinha cura.

"Mara, eu disse que ia te levar para casa."

Quando abriu os olhos, Mara já estava no quarto familiar.

Sentou-se às pressas, e viu Rafael sentado à beira da cama, olhando para ela com um afeto que parecia consumir tudo ao redor.

"Rafael, o que você está tentando fazer? Você sabe que isso é crime?"

Rafael não demonstrou nenhuma preocupação.

"Toda Pequim sabe que foi eu quem criei você. Que crime há em trazer de volta para casa a menina que criei?"

Em seguida, apontou para uma pilha de peças e documentos sobre a mesa.

"Mara, por enquanto só precisa ficar aqui perto de mim e me ajudar a pesquisar o coração artificial. Quando eu estiver bem, a gente vai poder ficar junto para sempre."

Mara olhou para aquela pilha de materiais e deu uma risada sem graça na direção de Rafael.

"Rafael, é isso que você chama de amor?"

"Usar o amor como desculpa para me prender aqui, só para salvar a sua própria vida."

"Rafael, você me dá um nojo enorme."

Ao ouvir aquelas palavras, Rafael a segurou pelos ombros com uma agitação que mal conseguia controlar, o olhar fixo e obcecado.

"Mara, estou pensando no nosso futuro também. Se eu morrer, quem vai te proteger depois?"

"Mara, não consigo te deixar sozinha nesse mundo. O meu amor por você, você ainda não entende?"

Mara empurrou as mãos de Rafael com força, a voz saindo fria e cortante.

"Rafael, para de inventar desculpas para si mesmo. Você é egoísta. Do começo ao fim, a única pessoa que você amou foi você mesmo."

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Rafael se levantou do chão com o rosto distorcido, com um ar de quem estava perdendo o fio da razão.

"Não, a pessoa que eu amo desde sempre é você."

Mara olhou para o estado em que Rafael havia chegado e sentiu um nojo genuíno.

"Rafael, do jeito que você está agora, me dá uma repulsa enorme."

Uma única frase e Rafael congelou no lugar. Em seguida, ele avançou como um louco e a derrubou, prendendo-a sob o próprio peso.

"Mara, você está dizendo tudo isso porque está com raiva de mim. Você me amava, eu sei que amava."

Mara se debateu com toda a força, e a frialdade nos seus olhos foi ficando mais densa a cada segundo.

"Rafael, eu te odeio. Queria que você morresse."

Rafael olhou para aquele rosto que havia criado, e o instinto de posse dentro dele cresceu de forma descontrolada.

No momento em que Rafael se inclinou para beijá-la, uma dor violenta e aguda explodiu no peito dele.

Rafael rolou para o lado e caiu da cama, o rosto ficando branco como papel. Os olhos foram até os remédios sobre a mesa com desespero.

"Mara, o coração está falhando. Me pega o remédio."

Mara ficou sentada na beira da cama, imóvel. O olhar fixo em Rafael. Sem se levantar.

Naquele instante, algo dentro de Rafael afundou num silêncio fundo e desolado.

Ele havia achado que tudo o que Mara dissera era raiva passageira. Que ela o odiava, mas também o amava.

Mas naquele momento ele sentiu com clareza, no fundo do peito, que a menina que havia criado não o amava mais.

Foi quando a porta foi arrombada com um chute.

Viviane entrou com o rosto distorcido e um sorriso cheio de veneno.

"Rafael, você apostou tudo para trazer essa menina de volta, mas não esperava que fosse a sua vida que ela queria, foi?"

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