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《O Falso Amor do Meu Tutor》Capítulo 15

Rafael ficou parado na porta do quarto de Mara, olhando para aquele espaço que, mesmo sem faltar nada, parecia vazio de um jeito que doía.

Ele entrou devagar. O rosto de Mara, luminoso e cheio de vida, foi surgindo na sua memória, imagem por imagem.

Quando chegou à casa de Rafael pela primeira vez, Mara sempre andava colada nos seus passos, como um gatinho sem segurança, com medo de ser abandonada a qualquer momento.

"Tio, você vai ficar comigo para sempre, vai?"

"Tio, não vai embora, tá?"

"Tio, a gente fica juntos para sempre, tá bom?"

Ela perguntava isso uma vez após a outra, precisando ouvir a confirmação.

Mas agora, foi ela quem primeiro soltou a mão dele.

Rafael deitou na cama sem forças, tentando encontrar no colchão algum rastro do calor de Mara.

"Mara, como você pode fazer isso comigo? Você disse que ia ficar sempre do meu lado."

Lágrimas de arrependimento escorregaram pelo canto dos olhos. Rafael sentia como se uma pedra enorme estivesse pousada sobre o peito, tornando cada respiração um esforço.

De repente, o celular tocou.

Era o assistente.

"Rafael, você precisa ver as notícias do exterior."

O coração de Rafael apertou. Ele abriu o link que o assistente havia enviado.

Na tela, o rosto de Mara apareceu, luminoso e confiante.

No vídeo, ela estava sentada diante da câmera, apresentando a pesquisa e os resultados do coração artificial com clareza e segurança.

O olhar de Rafael foi até Théo, que estava sentado ao lado de Mara. Uma ciúme tão intenso quanto um vulcão prestes a entrar em erupção tomou conta dos seus olhos.

A mão de Théo estava pousada sobre a mão de Mara, e ele a olhava ao seu lado com uma ternura que não precisava de palavras.

Ao ver aquela cena, Rafael perdeu o controle do que estava sentindo e ligou imediatamente para o assistente.

"Me compra uma passagem para o exterior agora."

O assistente hesitou.

"Rafael, com o seu estado de saúde, uma viagem longa assim não é recomendável. E o médico avisou mais de uma vez que se não encontrar um doador a tempo, o seu corpo não vai aguentar mais do que dez..."

As palavras foram cortadas pela voz fria de Rafael.

"Se eu não encontrar a minha Mara, viver não faz sentido nenhum."

Desligou o telefone e foi direto ao carro em direção ao aeroporto, sem perder um segundo.

"Mara, estou indo te buscar."

No exterior.

Assim que a coletiva terminou, Mara caiu de cansaço no sofá da sala de descanso e adormeceu.

Quando abriu os olhos, havia um casaco marrom cobrindo os seus ombros. Um cheiro suave de madeira e folhas entrou pelo nariz, e ela sentiu algo se acomodar dentro do peito.

"Acordou?"

Mara virou-se para o lado da voz. Théo estava sentado na varanda, lendo, com a luz do sol caindo sobre ele de um jeito que amolecia qualquer coisa por dentro.

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Théo se levantou e foi encher um copo de água para ela.

"Recebi uma informação agora. Parece que Rafael veio para cá."

A mão de Mara parou por um instante ao pegar o copo, e então ela soltou uma risada tranquila.

"O que acontece com ele já não tem mais nada a ver comigo."

Théo arqueou uma sobrancelha levemente.

"E se ele veio atrás do seu coração artificial?"

"Ouvi dizer que ele não tem muito tempo de vida."

Mara ergueu os olhos e encontrou o olhar fundo de Théo.

"O meu coração artificial existe para salvar pessoas inocentes que sofrem."

"E ele não é inocente. As mãos dele têm o sangue do meu pai."

Dito isso, Théo de repente pegou a mão de Mara.

"Vem comigo."

Mara o seguiu sem entender, dentro de um carro que foi parando numa praia.

O vento salgado e úmido do mar bateu no rosto dela, e o coração de Mara disparou levemente.

O lugar para onde Théo a havia levado era um cemitério à beira-mar.

Mara foi caminhando devagar, e os passos foram ficando mais pesados a cada metro.

Por fim, Théo parou diante de um túmulo recém-construído.

Mara olhou para o nome do seu pai gravado na lápide, e as lágrimas vieram sem pedir licença.

"Você trouxe o meu pai também?"

Théo assentiu.

"Pedi para alguém coletar os restos mortais do seu pai, cremá-los, e então o enterrei aqui nesse cemitério."

Mara caiu de joelhos com um baque surdo. Toda a dor acumulada durante aqueles dias transbordou de uma vez só, e ela desabou num choro que não conseguia mais segurar.

Théo olhou para as costas de Mara com uma dor que não sabia exprimir. Se aproximou em silêncio e pousou a mão levemente sobre o ombro dela.

"Daqui para frente, estou aqui."

Mara ficou levemente parada, e o coração que havia ficado quieto por tanto tempo pareceu, naquele instante, voltar a bater.

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