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《Três Filhos, Um Segredo e Uma Vingança》Capítulo 139 — Onde Vai Ser a Festa de Aniversário

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O coração de Valentina foi afundando aos poucos.

Ela virou para o lado: "E o Sandro?"

Sandro pensou no dia em que Serena havia desligado o celular na cara dele, e ficou levemente contrariado.

Mas o mestre dele tinha enchido tanto o ouvido com o desejo de ouvir Serena ao vivo uma vez que ele cedeu:

"Valentina, mãe gosta de movimento, deixa ela fazer isso uma vez."

Valentina foi se recostando devagar na cadeira.

Na cabeça dela, ressoava a voz da ligação daquela manhã.

Aquela voz havia dito que os pais e os irmãos dela iriam embora um a um.

E ainda havia dito que sabia por que Túlio ousava sentir o que sentia por ela.

Um pensamento aterrorizante emergiu de um canto da mente, e Valentina o empurrou para longe violentamente.

Ela não ousava deixar aquele pensamento existir, nem por uma fração de segundo.

Tudo era mentira. Impossível. A ligação e os eventos de hoje eram só coincidência.

Como Valentina não havia mais protestado, a mãe ficou animada e pegou o celular para ligar para Serena.

Do outro lado do mundo, Rafael estava dormindo com Serena nos braços.

O celular tocou. Ele franziu o cenho levemente, a voz ainda rouca com o sono: "Alô."

"Ei, não é o celular da Serena?" A mãe de Valentina ficou confusa.

Rafael disse: "Senhora, sou o Rafael Duarte."

"Ah, desculpe incomodar!" A mãe ficou sem jeito: "Ligo pra ela mais tarde!"

E desligou rapidinho.

Rafael ficou sem saber se ria ou se ficava sério.

Mal pousou o celular, a mulherzinha no colo se mexeu.

As pestanas longas tremeram, e os olhos foram se abrindo devagar.

"Hn..." Serena sentia o corpo ainda sem energia, a cabeça pesada.

O olhar girou levemente e pousou na garganta do homem.

Por dentro deu um susto.

Rafael percebeu que ela havia acordado, abaixou o olhar: "Sere acordou? Tem algum lugar que está incomodando?"

Serena reconheceu que estava no hotel, no colo de Rafael.

Sem energia para discutir aquilo, ela perguntou: "Quanto tempo eu dormi?"

"Nove horas." Rafael disse.

Ele acendeu a luz.

No brilho da luz, o rosto dela estava razoável, mas os lábios estavam notavelmente mais pálidos que o normal.

"Com fome?" Ele perguntou.

"Não quero comer." Serena disse. "Quero água."

"Vou buscar." Rafael colocou o roupão, levantou.

Voltou rápido, ergueu Serena, a deixou recostada no peito dele, e foi dando a ela gole por gole.

A água ajudou. Serena perguntou: "Quando voltamos?"

"Depende do seu estado." Rafael disse com preocupação: "Sere, ainda está sentindo algum desconforto?"

"Sem energia. Mas dormindo passa." Serena estava sem forças, encostada nele, levemente irritada: "Por que eu só estou com a calcinha?"

Rafael deu uma risada: "Sere está reclamando que botei roupa demais?"

Serena ficou frustrada, mas sem nenhuma força para fazer nada. Fechou os olhos com raiva.

Rafael ao ver aquilo, se abaixou e deu um beijo na bochecha dela que estava bufando, depois disse: "Sere, já que você acordou, queria falar uma coisa."

Sem esperar resposta: "No fim de semana é seu aniversário. Quero fazer uma festa pra você."

Serena abriu os olhos: "Não quero."

Ela disse: "No aniversário quero ir para o vilarejo de Laix. Todos os anos que passei lá, os moradores comemoravam comigo."

"Ah, tudo bem." Rafael concordou imediatamente: "Então vamos comemorar lá no vilarejo!"

Serena não conseguiu evitar levantar os olhos para ele. Ficou com curiosidade de ver o grande herdeiro dos Duarte reagindo a uma festa de roça.

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