localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O Falso Amor do Meu Tutor Capítulo 7

《O Falso Amor do Meu Tutor》Capítulo 7

Personagens deste capítulo

Nome chinês

Nome em português

喬沐然

Mara

裴景

Rafael

林薇

Viviane

裴母

Dona Sônia

Théo

Capítulo 6

Quando abriu os olhos, Mara já estava de volta ao quarto familiar.

Mal tentou se sentar, Rafael a puxou para o próprio peito, e até a voz dele tremia levemente.

"Mara, dessa vez você me assustou de verdade."

Rafael nem queria imaginar o que teria acontecido se o andar fosse mais alto, se ele não tivesse chegado a tempo.

Mara o afastou com frieza, os olhos sem nenhuma expressão.

"Obrigada pela preocupação, tio."

A palavra "tio" fez a mão de Rafael congelar no ar. Ele achou que ela estava com raiva, que era só isso.

"Mara, pode ficar tranquila. Não vou mais te mandar embora."

A porta se abriu antes que ele terminasse de falar. Viviane entrou com um sorriso tímido no rosto, toda cor-de-rosa.

"Rafa, faltam três dias para o nosso casamento. O vestido acabou de chegar. Você consegue dar uma olhada pra mim?"

Rafael olhou para Mara por um instante, ainda sentada ali sem expressão nenhuma, e então se levantou.

"Mara, descansa um pouco. Venho te ver mais tarde."

Assim que Rafael saiu, Mara virou a cabeça para o calendário em cima da mesa.

Três dias.

Na véspera do casamento, Mara estava no quarto arrumando suas coisas.

De repente, a porta foi arrombada com violência.

Rafael entrou com o rosto fechado, agarrou o pulso dela com força e a voz saiu gelada.

"Por que você mexeu no leite da Vivi?"

Mara ainda estava tentando entender o que estava acontecendo quando viu Viviane entrar logo atrás, o rosto inchado e vermelho, transbordando de indignação.

"Mara, eu sei que você não gosta de mim. Mas como você pode me dar alguma coisa na véspera do meu casamento e ainda rasgar o meu vestido? Você está querendo destruir o meu grande dia?"

Ao ouvir aquilo, Mara entendeu tudo de uma vez. O olhar ficou sombrio.

"Não fui eu."

Rafael apertou o pulso de Mara com ainda mais força, os olhos cheios de raiva.

"A empregada viu. Só você entrou no quarto da Vivi. Se não foi você, quem foi?"

Rafael soltou o pulso de Mara com um gesto brusco, deixando-a cair no chão.

"Mara, você me decepcionou demais."

Em seguida, olhou para o mordomo ao lado.

"Tranca a moça no sótão. Só solta depois que o casamento terminar. Quero ver que outro truque você ainda vai aprontar."

O mordomo avançou imediatamente, segurando os braços de Mara e arrastando-a em direção ao sótão.

Mara se debateu com todas as forças.

"Não fui eu, Rafael. A casa tem câmeras. É só você verificar e vai ver a verdade."

Mas Rafael agiu como se não tivesse ouvido nada. Pegou Viviane no colo com cuidado.

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"Vou te levar ao hospital agora. Amanhã você vai ser a noiva mais linda do mundo."

Mara foi trancada no sótão.

A noite era longa e cortava fundo. Ela ficou encolhida num canto como uma boneca de porcelana quebrada, completamente sozinha.

A noite foi embora, e a luz da manhã chegou tímida. A casa inteira estava mergulhada na euforia do casamento de Rafael.

Ninguém se lembrou de que havia uma Mara esquecida num canto que ninguém via.

Foi quando o celular dela vibrou.

Era um número desconhecido.

"Fui te buscar."

Mara olhou para a mensagem como quem enxerga uma luz no fim de um túnel comprido.

Ela finalmente podia ir embora.

Mara foi até a janela e olhou lá embaixo para o homem que esperava em silêncio. Sem hesitar, quebrou o vidro e pulou.

Lá embaixo, o casamento havia começado.

Rafael segurava a mão de Viviane e estava prestes a colocar o anel quando ouviu o barulho de vidro se quebrando.

Por um instante, sentiu uma pontada no peito. Virou-se para olhar, mas Viviane segurou sua mão.

"Rafa, hoje é o nosso casamento. Fica aqui comigo."

Rafael desviou o olhar e voltou a segurar o anel.

De repente, o som do casamento foi interrompido por uma voz familiar saindo das caixas de som.

"Rafa, para forçar Mara a desistir do segundo recurso, você a incriminou, inventou que ela empurrou Viviane escada abaixo, fabricou o aborto e mandou prendê-la."

Rafael sentiu o sangue subir de uma vez. Logo depois, o coração começou a doer como se estivesse sendo rasgado por dentro, e um fio de sangue escorreu pela comissura dos seus lábios.

O salão virou um caos. A família de Rafael o levou às pressas para o hospital.

O médico balançou a cabeça com uma expressão grave.

"O senhor Rafael só tem uma saída: o transplante de coração. Sem isso, não há o que fazer."

Rafael se sentou na cama com dificuldade e entregou ao médico um documento.

"Já providenciei um doador com antecedência."

Antes que terminasse de falar, o assistente entrou apavorado.

"Rafael, o doador que a Viviane arranjou é falso."

O rosto de Rafael escureceu. Uma expressão de pânico e desamparo tomou conta dos seus traços.

O médico olhou para ele com uma expressão difícil de decifrar.

"Rafael, dada a urgência da situação, o único recurso agora é o coração artificial pesquisado pela senhorita Mara."

Rafael pegou o celular na mesma hora e ligou para Mara.

Mas no segundo seguinte, o rosto dele fechou.

Mara havia bloqueado o número dele.

Capítulo 7

Os nós dos dedos de Rafael ficaram brancos de tanto apertar o celular. Sentia como se uma espinha estivesse cravada dentro do peito, doendo sem parar.

Ele ficou olhando para o nome de Mara na tela, tomado por uma inquietação que não conseguia nomear.

"Quero alguém procurando Mara agora."

Mal terminou de falar, o mordomo entrou correndo.

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"Rafael, a senhorita Mara fugiu pulando pela janela do sótão."

Rafael ficou paralisado. O coração apertou com tanta força que ele cuspiu sangue outra vez.

O barulho de vidro quebrando durante o casamento voltou a ecoar na sua cabeça.

Então foi naquele momento que Mara havia fugido.

Ele cerrou os punhos com força, e até a voz saiu trêmula.

"Quero todos os aeroportos e rodoviárias de Pequim bloqueados. Tragam Mara de volta."

Quando o mordomo saiu, Rafael olhou em silêncio para o documento de compatibilidade de doador sobre a mesa, com uma expressão sombria que assustava.

Dona Sônia chorava sem conseguir parar.

"Mara ficou anos pesquisando aquele coração artificial por sua causa, estava quase conseguindo, e você acreditou na Viviane e destruiu a única coisa que poderia te salvar."

"Você cortou o próprio caminho com as próprias mãos."

Rafael tentou acalmá-la.

"Mãe, fica tranquila. Mara não tem para onde ir longe daqui. Vou trazer ela de volta."

Em seguida, abriu a conversa com Mara no celular.

A última mensagem tinha três meses.

Ele digitou.

"Mara, é melhor você aparecer no hospital agora. As consequências são por sua conta."

A mensagem mal foi enviada e apareceu um ponto de exclamação vermelho na tela.

Mara havia bloqueado todos os meios de contato dele.

Rafael sentiu a raiva subir, pegou o celular e jogou com força no chão.

"Mara, que coragem a sua. Fugiu de casa e ainda me bloqueou."

Mal terminou de falar, Viviane entrou com uma expressão preocupada. Ao ver Rafael deitado na cama com o rosto pálido, correu até ele com os olhos marejados.

"Rafa, você está melhor? Você sabe que eu quase morri de preocupação?"

Rafael agarrou o pulso de Viviane com um olhar afiado.

"Por que o médico disse que o doador que você arranjou era falso? Que coração era aquele?"

Viviane ficou rígida por um instante. Uma sombra de culpa passou pelos olhos dela antes de ser coberta por uma surpresa forçada.

"Como pode ser? Eu fui pessoalmente conferir. Devem ter me enganado."

Vendo o rosto fechado de Rafael, ela segurou a mão dele com expressão de quem não merecia aquilo.

"Rafa, você ainda não confia em mim? Eu faço tudo pensando em você."

Rafael olhou para aquele rosto meloso e cheio de afetação, e sentiu uma irritação súbita que não conseguiu explicar.

Foi nesse momento que o assistente entrou em pânico.

"Rafael, o áudio do casamento está se espalhando pela internet. Vários jornalistas estão do lado de fora querendo falar com você."

Rafael pegou o tablet que o assistente lhe entregou e abriu.

O próprio nome estava entre os três primeiros assuntos mais comentados do momento.

"Rafael incriminou Mara." "Rafael forçou Mara a retirar o recurso." "Rafael sofre ataque cardíaco, coração artificial destruído."

Os comentários já haviam explodido.

"Não acredito que Rafael é um monstro. Para proteger Viviane da justiça, foi capaz de adotar Mara de propósito, e agora armou uma cilada para ela não poder recorrer. Que nojo."

"Ouvi dizer que Rafael está com o coração falhando e não acha doador. É o que merece. O karma voltou."

"Destruiu o coração artificial que era a única coisa que poderia salvá-lo, só para abrir caminho para a Viviane. Cortou o próprio galho."

Viviane agarrou o braço de Rafael com raiva.

"Rafa, a Mara está se vingando da gente. Você não pode deixar barato assim."

Rafael segurou o tablet com força cada vez maior, e o desconforto dentro do peito só aumentava.

Naquela noite, Rafael estava deitado na cama do hospital sem conseguir descansar, quando ouviu do lado de fora a conversa entre o médico e Dona Sônia, e aquilo fez o coração dele afundar de vez.

"Senhora, o coração do Rafael está em falência completa. A única saída é o transplante. Não há mais nada que possamos fazer além disso."

O médico entregou um laudo a Dona Sônia.

Ela deixou as lágrimas caírem sem tentar segurar.

"E se não encontrarmos um doador compatível?"

O médico suspirou fundo.

"Se não encontrarmos um doador a tempo, com o estado atual do coração dele, ele tem no máximo quinze dias de vida."

As palavras do médico caíram como uma maldição vinda de outro mundo, envolvendo Rafael numa escuridão sem fim.

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