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《O Falso Amor do Meu Tutor》Capítulo 6

Quando abriu os olhos, Mara já estava de volta ao quarto familiar.

Mal tentou se sentar, Rafael a puxou para o próprio peito, e até a voz dele tremia levemente.

"Mara, dessa vez você me assustou de verdade."

Rafael nem queria imaginar o que teria acontecido se o andar fosse mais alto, se ele não tivesse chegado a tempo.

Mara o afastou com frieza, os olhos sem nenhuma expressão.

"Obrigada pela preocupação, tio."

A palavra "tio" fez a mão de Rafael congelar no ar. Ele achou que ela estava com raiva, que era só isso.

"Mara, pode ficar tranquila. Não vou mais te mandar embora."

A porta se abriu antes que ele terminasse de falar. Viviane entrou com um sorriso tímido no rosto, toda cor-de-rosa.

"Rafa, faltam três dias para o nosso casamento. O vestido acabou de chegar. Você consegue dar uma olhada pra mim?"

Rafael olhou para Mara por um instante, ainda sentada ali sem expressão nenhuma, e então se levantou.

"Mara, descansa um pouco. Venho te ver mais tarde."

Assim que Rafael saiu, Mara virou a cabeça para o calendário em cima da mesa.

Três dias.

Na véspera do casamento, Mara estava no quarto arrumando suas coisas.

De repente, a porta foi arrombada com violência.

Rafael entrou com o rosto fechado, agarrou o pulso dela com força e a voz saiu gelada.

"Por que você mexeu no leite da Vivi?"

Mara ainda estava tentando entender o que estava acontecendo quando viu Viviane entrar logo atrás, o rosto inchado e vermelho, transbordando de indignação.

"Mara, eu sei que você não gosta de mim. Mas como você pode me dar alguma coisa na véspera do meu casamento e ainda rasgar o meu vestido? Você está querendo destruir o meu grande dia?"

Ao ouvir aquilo, Mara entendeu tudo de uma vez. O olhar ficou sombrio.

"Não fui eu."

Rafael apertou o pulso de Mara com ainda mais força, os olhos cheios de raiva.

"A empregada viu. Só você entrou no quarto da Vivi. Se não foi você, quem foi?"

Rafael soltou o pulso de Mara com um gesto brusco, deixando-a cair no chão.

"Mara, você me decepcionou demais."

Em seguida, olhou para o mordomo ao lado.

"Tranca a moça no sótão. Só solta depois que o casamento terminar. Quero ver que outro truque você ainda vai aprontar."

O mordomo avançou imediatamente, segurando os braços de Mara e arrastando-a em direção ao sótão.

Mara se debateu com todas as forças.

"Não fui eu, Rafael. A casa tem câmeras. É só você verificar e vai ver a verdade."

Mas Rafael agiu como se não tivesse ouvido nada. Pegou Viviane no colo com cuidado.

"Vou te levar ao hospital agora. Amanhã você vai ser a noiva mais linda do mundo."

Mara foi trancada no sótão.

A noite era longa e cortava fundo. Ela ficou encolhida num canto como uma boneca de porcelana quebrada, completamente sozinha.

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A noite foi embora, e a luz da manhã chegou tímida. A casa inteira estava mergulhada na euforia do casamento de Rafael.

Ninguém se lembrou de que havia uma Mara esquecida num canto que ninguém via.

Foi quando o celular dela vibrou.

Era um número desconhecido.

"Fui te buscar."

Mara olhou para a mensagem como quem enxerga uma luz no fim de um túnel comprido.

Ela finalmente podia ir embora.

Mara foi até a janela e olhou lá embaixo para o homem que esperava em silêncio. Sem hesitar, quebrou o vidro e pulou.

Lá embaixo, o casamento havia começado.

Rafael segurava a mão de Viviane e estava prestes a colocar o anel quando ouviu o barulho de vidro se quebrando.

Por um instante, sentiu uma pontada no peito. Virou-se para olhar, mas Viviane segurou sua mão.

"Rafa, hoje é o nosso casamento. Fica aqui comigo."

Rafael desviou o olhar e voltou a segurar o anel.

De repente, o som do casamento foi interrompido por uma voz familiar saindo das caixas de som.

"Rafa, para forçar Mara a desistir do segundo recurso, você a incriminou, inventou que ela empurrou Viviane escada abaixo, fabricou o aborto e mandou prendê-la."

Rafael sentiu o sangue subir de uma vez. Logo depois, o coração começou a doer como se estivesse sendo rasgado por dentro, e um fio de sangue escorreu pela comissura dos seus lábios.

O salão virou um caos. A família de Rafael o levou às pressas para o hospital.

O médico balançou a cabeça com uma expressão grave.

"O senhor Rafael só tem uma saída: o transplante de coração. Sem isso, não há o que fazer."

Rafael se sentou na cama com dificuldade e entregou ao médico um documento.

"Já providenciei um doador com antecedência."

Antes que terminasse de falar, o assistente entrou apavorado.

"Rafael, o doador que a Viviane arranjou é falso."

O rosto de Rafael escureceu. Uma expressão de pânico e desamparo tomou conta dos seus traços.

O médico olhou para ele com uma expressão difícil de decifrar.

"Rafael, dada a urgência da situação, o único recurso agora é o coração artificial pesquisado pela senhorita Mara."

Rafael pegou o celular na mesma hora e ligou para Mara.

Mas no segundo seguinte, o rosto dele fechou.

Mara havia bloqueado o número dele.

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