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《O Falso Amor do Meu Tutor》Capítulo 3

Rafael carregou Mara de volta para o quarto e segurou sua mão com delicadeza.

"O incêndio no laboratório foi um acidente. Já pedi para reconstruir um novo para você."

"Quanto aos dados, com a sua inteligência, tenho certeza de que você vai desenvolver um novo coração artificial em pouco tempo."

Mara afastou a mão de Rafael com indiferença.

"Não vai existir um novo."

Rafael ficou levemente parado, o peito apertando de um jeito que ele não sabia explicar.

Não havia o colapso que ele esperava. A mulher diante dele estava calma como uma água parada, sem uma ondulação sequer.

Rafael ainda ia dizer alguma coisa quando o celular tocou no pior momento possível.

"Rafa, minha cabeça está doendo muito. Acho que é sequela da queda daquela vez."

A voz melosa e afetada de Viviane veio do outro lado da linha. Rafael olhou para Mara com uma hesitação no rosto.

"Mara, vou ver como a Vivi está. Volto mais tarde para ficar com você."

Dito isso, Rafael se virou e saiu sem olhar para trás.

Mara observou a silhueta dele se afastar e deu uma risada de si mesma.

Em seguida, pegou o gravador e enviou o áudio que estava guardado nele.

Por causa do tornozelo torcido, Mara precisou ficar na casa de Rafael por mais alguns dias para se recuperar.

Ela foi juntando suas coisas aos poucos, e quando estava prestes a colocá-las na mala, a porta do quarto foi arrombada com um chute violento.

Rafael estava parado na entrada com o rosto fechado e tenso.

"Mara, por que você está espalhando boatos?"

Mara mal havia entendido o que estava acontecendo quando Viviane entrou pelo corredor, os olhos vermelhos.

"Mara, eu sei que você me odeia. Mas como você pode ficar espalhando por aí que fui eu quem matou seu pai e queimou seu laboratório para roubar o prêmio de você?"

"Agora todo mundo lá fora está dizendo que eu não mereço o prêmio, e pedindo para cancelar minha premiação."

Ao ouvir isso, Mara entendeu tudo de uma vez. Olhou para Viviane com frieza.

"Mas não é essa a verdade?"

Viviane deu um passo à frente e segurou a mão de Mara.

"Mara, te peço por favor, me perdoa dessa vez. Essa premiação é muito importante para mim."

Mara olhou para Viviane com repulsa, levantando a mão para recusar. Mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, Viviane de repente soltou o próprio corpo e caiu para trás.

No segundo seguinte, uma força brutal empurrou Mara de lado.

Ela bateu com força no canto da mesa. Uma dor cortante se espalhou por todo o corpo, e um suor frio encharcou suas costas instantaneamente.

Viviane se apoiou no peito de Rafael com ar de vítima.

"Rafa, eu só queria pedir para Mara me perdoar. Não sei por que ela foi me atacar assim."

Rafael abraçou Viviane com força e virou o olhar pesado para Mara.

"Mara, você já estava disposta a qualquer coisa para conseguir o que quer, e agora agride alguém na cara dura. Como você ficou assim tão perversa?"

A palavra "perversa" caiu como uma faca envenenada, cravando fundo no coração de Mara.

Ela deu uma risada amarga.

"Quem é que está disposto a tudo para conseguir o que quer, você sabe melhor do que eu."

Rafael engoliu o susto por um instante, mas o olhar ficou ainda mais sombrio. Ele fez um gesto em direção à porta.

"Mara levantou a mão contra quem seria a futura esposa do seu tio. Isso é desrespeito grave."

"Levem ela ao salão dos ancestrais. Que receba a punição da família."

A punição familiar dos Rafael exigia noventa e nove chicotadas como penitência por qualquer falta cometida.

Na época, o próprio Rafael havia suportado as noventa e nove chicotadas para poder trazer Mara para casa, e levou um mês inteiro para se recuperar.

Mara olhou para Rafael com incredulidade.

"Rafael, meu sobrenome não é o seu. Com que direito você me submete à punição da sua família?"

Rafael deteve o passo, e a raiva nos seus olhos só aumentou.

"Mais dez chicotadas."

Dito isso, Rafael não olhou mais para ela e deixou que os seguranças a arrastassem para o salão dos ancestrais como se ela fosse uma criminosa.

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