localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O Falso Amor do Meu Tutor Capítulo 2

《O Falso Amor do Meu Tutor》Capítulo 2

Mal havia desligado, o celular voltou a tocar.

Era o laboratório.

"Mara, que horror! O laboratório pegou fogo! Todos os nossos dados foram destruídos!"

As palavras caíram como um raio. Mara saiu correndo em direção ao laboratório como se tivesse enlouquecido.

"Rafael, você havia me prometido que não destruiria aqueles dados! Por que quebrou sua palavra?"

Aquele laboratório era também uma herança deixada pelo pai de Mara. A última coisa que ela ainda tinha dele.

Quando chegou ao prédio, as chamas já dominavam tudo. Os colegas só podiam assistir, impotentes, enquanto anos de trabalho viravam cinzas.

Mara cerrou os punhos e, olhando para o fogo que consumia tudo, quase se jogou dentro.

De repente, dois braços fortes a puxaram com violência para o próprio peito.

Rafael olhava para Mara, que não parava de se debater, e sentiu algo estranho e agitado surgir no peito.

"Mara, você enlouqueceu? Vai jogar fora a própria vida por causa de alguns dados?"

Mara tinha os olhos vermelhos. A raiva e a dor acumuladas durante dias explodiram de uma vez só.

"Rafael, por que você está fazendo isso comigo?"

"Aquilo era a última coisa que meu pai me deixou!"

Era como se uma faca afiada tivesse atravessado o coração. A dor era tão intensa que chegava a entorpecer.

Mara não sabia direito como havia chegado em casa. Quando abriu os olhos, já estava no quarto.

Levantou da cama e, ao abrir a porta, ouviu uma voz familiar vindo da sala lá embaixo.

"Rafa, para forçar Mara a desistir do segundo recurso, você a incriminou, inventou que ela havia empurrado Viviane escada abaixo, fabricou o aborto e mandou prendê-la."

O amigo de Rafael estava sentado no sofá, com um olhar cheio de ironia.

"Também fiquei sabendo que você mandou queimar o laboratório dela ontem, destruindo todos os resultados da pesquisa dela. Isso foi cruel demais da sua parte."

Rafael ficou em silêncio, o rosto fechado. Pegou o copo e tomou um gole de bebida.

"A Vivi está prestes a concorrer ao Prêmio de Melhor Pesquisa Científica. Só destruindo os dados de Mara é que a Vivi consegue ganhar."

O amigo pareceu lembrar de algo e olhou para Rafael com uma expressão séria.

"Mara pesquisou aquele coração artificial por sua causa. Agora que o laboratório foi destruído, o que vai ser do seu coração?"

Rafael abriu uma gaveta, retirou alguns documentos e os colocou sobre a mesa de centro.

"A Vivi já me ajudou a encontrar um doador compatível. Não preciso mais do coração artificial."

O amigo soltou um suspiro de alívio e, em seguida, olhou para ele com um sorriso de quem estava provocando.

"Você realmente nunca gostou de Mara? Porque esses anos todos, a forma como você tratava a menina, todo mundo via."

Os olhos de Rafael hesitaram por uma fração de segundo, mas logo voltaram a se fechar.

"No meu coração só existe a Vivi."

Ao ouvir aquelas palavras, os pés de Mara pareceram pregar no chão. O sangue gelou instantaneamente.

Viviane nunca havia engravidado. O tal aborto não passava de uma mentira fabricada para justificar a prisão dela.

Desde o início, ele nunca teve intenção de poupar o laboratório. Todo o esforço dela não havia passado de um degrau para o sucesso de Viviane.

Mara não queria ficar nem mais um segundo naquela casa. Virou-se para sair.

Mas quando se voltou, encontrou Dona Sônia na sua frente, olhando para ela com um rancor que não se disfarçava.

"Você ainda tem coragem de voltar? Com essa idade e sem vergonha na cara, seduzindo o próprio tio e ainda matando meu neto."

Mara mal tinha aberto a boca para se defender quando uma bofetada caiu no rosto dela.

"Se eu soubesse que você era uma sem-vergonha e sem-caráter, nunca teria deixado o Rafael te adotar."

Dona Sônia então agarrou Mara pelos cabelos e começou a arrastá-la em direção às escadas.

"Hoje você vai sentir na pele o que é ser empurrada escada abaixo! Vou vingar o meu neto!"

Antes mesmo que as palavras terminassem de ecoar, Mara foi lançada escada abaixo com uma força brutal.

O impacto foi tão violento que pareceu quebrar todos os ossos do seu corpo. A visão começou a escurecer.

"Mara!"

Um grito rasgou o silêncio atrás dela.

Mara virou a cabeça e viu Rafael correndo desesperadamente em sua direção.

Ele a envolveu nos braços, protegendo-a.

"Mara, não tenha medo. Estou aqui."

Mara teve vontade de rir. E quando o fez, as lágrimas escorreram pelo rosto.

Porque todas as feridas que ela carregava tinham sido causadas pelo homem que agora a abraçava.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia