Aaron levou um susto. Manteve a voz baixa: "Owen, o que aconteceu?"
"Verificando!" Owen digitava com velocidade máxima, o cenho carregado.
"Merda!" Ele resmungou: "O cartão magnético tem registro. Depois de usar o acesso ao décimo quinto, o sistema espera que alguém desça do décimo quinto depois. Se não acontecer, ativa o alarme automaticamente!"
Na tela dele, os seguranças já tinham aparecido, se movendo rapidamente em direção aos elevadores.
Em outros andares, seguranças armados com armas e cassetetes desciam em direção ao sexto andar.
"Chefe, elevador A2 no sexto precisa de apoio." Owen tentava desligar o alarme ao mesmo tempo que passava a instrução pelo fone.
Mas naquele momento, o alarme parou de repente.
E o elevador começou a subir para o décimo quinto.
A voz calma de Serena chegou ao lado de Owen: "Procedam conforme o plano original."
Owen se virou curioso, e viu a tela de Serena.
Estava dividida em oito janelas: as seis de cima mostravam diferentes câmeras de monitoramento, as duas de baixo eram de código.
Com os movimentos dela, uma barra de progresso na parte inferior chegava a noventa e oito por cento.
"O que foi?" Serena de repente franziu o cenho.
Owen por instinto perguntou: "O que aconteceu?"
"Parece que meu fone está com defeito. Eles não me ouvem quando falo." Serena estava claramente contrariada.
Então, na tela, Rafael ainda estava indo apoiar Yingluò e Falcão como Owen havia instruído.
Owen foi logo pelo próprio fone: "Chefe, problema resolvido. Sigam o plano original."
"Recebido." A voz de Rafael estava calma. Sem nenhuma surpresa.
Na tela, Yingluò e Falcão já estavam no décimo quinto andar, caminhando para a sala indicada.
Ao mesmo tempo, a barra de progresso na tela de Serena chegou a cem por cento.
"Alguém usa reconhecimento de íris." Ela disse para Owen. "Qualquer um dos quatro."
Owen foi por instinto contra: "Isso não é subir pra o décimo quinto. Se ativar o alarme, eles enfrentam toda a força armada do Palácio de Salomão!"
"Não vai dar errado." Serena disse. "Assumo total responsabilidade."
Owen olhou para Serena por um instante e ficou chocado com o que viu.
A mulher ao lado parecia ter mudado completamente de presença.
Nada daquele jeito delicado de ir de mãos dadas com Rafael havia pouco. O rosto era o mesmo, mas agora ela parecia um general que havia calculado cada movimento.
Confiante, precisa, sem margem para debate.
Ele olhou para a tela, viu o segurança que já estava falando com a central de monitoramento, e cerrando os dentes disse:
"Yingluò, Aaron, qualquer um faz o reconhecimento de íris e vai para o décimo sexto."
A equipe havia trabalhado junta em missões grandes e pequenas, e a sincronia era automática.
Na mesma hora, Aaron pressionou o botão de desbloqueio. O infravermelho escaneou a íris dele.
Num instante, a tela acendeu. Todos os andares do edifício inteiro foram liberados.
Owen, que havia sido o mais tenso de todos, quase foi gritar para Aaron parar quando o botão foi pressionado.
Afinal, com mais um minuto ele também teria conseguido.
No meio daquele coração disparado, ele viu todos os botões da tela acenderem, e o choque que sentiu era incomparável.
De quinze para dezesseis era um salto qualitativo. E de dezesseis para cima, o desbloqueio era ainda mais complexo: além da íris, havia sensores de temperatura corporal e de peso...
Então aquilo tinha sido a mulher ao lado?
Yingluò e Aaron já estavam no décimo sexto, indo para a sala designada.
"Vem gente aí." Serena disse para Owen. "Eu resolvo os problemas, você passa as instruções."
Dito isso, seus dedos voaram pelo teclado. A tela foi de oito janelas para doze janelas num instante.
E então Owen assistiu a um espetáculo que sacudiu a alma dele por completo.