Mal Rafael terminou de falar, o silêncio no ambiente ficou perceptível.
As reações foram diferentes.
Yingluò ficou visivelmente surpresa. Falcão franziu o cenho, claramente discordando também.
Aaron e Owen foram mais diretos: "Chefe, não concordamos."
Rafael não pareceu surpreso. Disse com calma: "Expliquem o motivo."
"A operação requer sigilo e tem riscos consideráveis." Aaron disse. "Não acho que devemos levar uma mulher frágil."
Owen foi mais enfático: "Chefe, sempre respeitamos suas decisões, mas dessa vez você me decepcionou. Não vou aceitar ordens dela, e não vou assumir responsabilidade se a operação falhar por causa dela."
Rafael ouviu sem demonstrar irritação. Virou para Falcão e Yingluò: "E vocês?"
Yingluò balançou a cabeça: "Não sei, eu também sou mulher."
Falcão foi direto: "Achei que a cunhada viesse ao país X de férias. Não imaginei que fosse participar da operação."
Rafael acenou: "Entendido."
Ele virou para Serena: "Sere, mostra pra eles com resultados."
"Ah." Serena disse sem a menor pressa: "Não preciso provar nada pra ninguém. Só quero que vocês capturem aquela pessoa antes que o problema piore."
"Certo." Rafael afagou os cabelos dela.
Ele já sabia. A Sere dele não ligava para questionamentos alheios.
Ela só fazia o que julgava certo.
O carro seguiu em frente e logo chegou ao
Palácio de Salomão
, o lugar mais misterioso do país X.
Para entrar, era necessário um cartão de autorização especial.
Aaron distribuiu quatro cartões. Serena e Owen ficariam do lado de fora, então não precisavam.
Em pouco tempo, os quatro com disfarces passaram pelo primeiro portão.
Serena ficou no interior da van, com um computador à frente.
Ao lado, Owen ignorou completamente ela e foi digitando rapidamente em algo próprio.
A tela se dividiu em quatro janelas mostrando os quatro que haviam entrado.
"O mecanismo de transmissão está na sala número três da esquerda, décimo sexto andar." Owen disse no fone: "Pra subir ao décimo sexto, há reconhecimento de íris, mas isso fico eu resolvendo."
Ao ouvir aquilo, Aaron foi direto para o saguão em direção aos elevadores.
Yingluò foi se disfarçar de estagiária, com uma pilha de documentos que havia pegado emprestado da recepção, e também foi para o elevador.
Rafael e Falcão ignoraram os elevadores e foram pelo acesso de segurança.
O elevador abriu. Yingluò usou o cartão roubado quando passou pelo lado de um homem momentos antes. Aquele cartão permitia acesso até o sexto andar, então ela apertou seis.
Ao lado, Aaron ajustou os óculos no nariz. Nenhum contato entre eles, como dois desconhecidos.
No quarto andar, dois homens entraram, olharam brevemente para os dois e não disseram nada.
Um deles usou um cartão e pressionou quinze.
A voz de Owen chegou pelo fone: "Yingluò, de seis a quinze precisa de cartão magnético. Dá um jeito de pegar o cartão daquele homem."
Yingluò foi à bolsa pegar o batom para retocar.
Sem firmeza na mão, o batom escorregou e rolou até os pés do homem com o cartão.
"Com licença." Ela sorriu com leveza, foi se abaixar.
O homem também foi se abaixar para pegar.
No segundo de contato, um cartão extra estava na mão de Yingluò.
O sexto andar chegou. Ela e Falcão saíram.
Os dois foram ao elevador ao lado. Quando chegou, entraram.
Yingluò passou o cartão no sensor, a tela acendeu, ela pressionou quinze.
Mas naquele exato momento, um alarme soou dentro do elevador. A porta travou instantaneamente.