O barulho da água do chuveiro ecoou e parou. Serena saiu do banheiro do quarto principal e o apartamento estava em silêncio.
Ela foi primeiro ao quarto das crianças. Os três pequenos estavam dormindo fundo.
O quarto de hóspedes estava com a porta aberta, sem luz acesa, completamente quieto.
Serena ficou curiosa. Rafael tinha ido embora?
Mas mal ela entrou e estendeu a mão para o interruptor, um braço surgiu de lado.
A cintura de Serena foi puxada, e ela foi direto para um colo liso e firme.
Rafael esticou a perna e a porta fechou de uma vez.
O quarto sem luz e com as cortinas pesadas fechadas estava no escuro absoluto.
Serena sentiu gotas frias caindo no rosto. Estendeu a mão e tocou a clavícula de Rafael.
"Por que você não está vestido?!" Serena deu um pulo.
Rafael curvou os lábios: "Em casa, costumo dormir sem roupa."
"Isso não é a sua casa!" Serena ficou indignada.
"Sere, quer que eu mostre a escritura?" Rafael riu: "E além disso, você não tem contrato de aluguel em mãos."
Aquele homem estava fazendo de propósito.
Serena ergueu o joelho em direção a ele.
Mas o homem simplesmente desviou: "Sere, se você me machucar, vai ter que assumir a responsabilidade pelo resto da vida."
"Vai vestir alguma coisa antes de falar!" Serena foi empurrá-lo.
Sentiu o peito musculoso, liso, com uma firmeza que sugeria uma força enorme.
Boa textura.
Serena estreitou os olhos: "Então, a gente faz o tratamento agora?"
Rafael se abaixou e deu um beijo leve na testa dela: "Exatamente o que eu queria."
Ele a soltou e acendeu a luz.
Serena então viu que Rafael só estava sem a parte de cima. A parte de baixo tinha uma calça de pijama.
"Sem toques desnecessários. Se vai fazer o tratamento, vai se deitar direito." Serena deu a ordem: "Vou buscar os instrumentos."
"Certo." Rafael foi obediente: "O que a doutora Sere mandar."
Serena não ligou para ele, saiu para pegar os instrumentos.
Depois de esterilizar e aquecer, ela voltou para o quarto.
"Por que cobriu com o cobertor?" Ela não havia esperado que ele tivesse se coberto.
"Não pode?" Rafael levantou uma sobrancelha: "Então tiro."
Serena foi logo falar: "Espera."
Mas já era tarde.
O cobertor foi levantado, e o que estava embaixo era...
"Por que você tirou tudo?!" Serena quis pegar uma agulha e usá-la de outro jeito.
Rafael fez cara de inocente: "Não era pra fazer o tratamento?"
Serena respirou fundo.
Muito bem. Aquele homem queria jogar sem regras. Então ela ia arrumar bem ele.
"Começa o tratamento." Ela disse, colocou o cristal aquecido na região do umbigo de Rafael e disse: "Durante o processo, relaxa completamente. Não precisa fazer nada."
Ela enfiou a primeira agulha.
Uma sensação de dormência percorreu os pontos de acupuntura. Rafael a olhou com os olhos acesos: "Agradável."
Serena ignorou os comentários dele e continuou.
A velocidade era impressionante. Em menos de dez segundos, mais de doze agulhas estavam aplicadas.
Com a última, Rafael sentiu que todos os pontos de pressão foram conectados de uma vez.
Um calor subiu do umbigo e se espalhou por todo o corpo num instante.