localização atual: Novela Mágica Fantasia Romance Meu Pecado: Amar o Homem que me Criou Capítulo 24: A Penitência Elétrica e o Rastro de Sangue

《Meu Pecado: Amar o Homem que me Criou》Capítulo 24: A Penitência Elétrica e o Rastro de Sangue

No momento em que o botão do eletrochoque foi pressionado, um gemido abafado escapou por entre os dentes cerrados de Bernardo.

As veias em seus braços saltaram violentamente, o suor frio brotou instantaneamente e seus dentes começaram a bater de forma incontrolável.

Conforme a intensidade aumentava, a própria máquina oscilava de forma errática.

A voltagem era de assustar qualquer um.

— Patrão! Nós realmente não conseguimos continuar com isso — exclamou um dos subordinados, hesitante.

Bernardo, porém, ergueu a cabeça e ordenou:

— Continuem. Se ninguém apertar esse botão, ninguém receberá o salário devido.

Diante dessa ameaça, todos se entreolharam.

Os seguranças contratados não demonstraram muita hesitação, mas os "irmãos" que acompanhavam Bernardo há anos não conseguiam suportar a cena.

— Patrão, a Srta. Soraia sofreu muito, mas se ela tivesse lhe contado essas coisas antes, essa tragédia não teria acontecido! — É verdade, a culpa não é inteiramente sua! — os amigos insistiam, tentando dissuadi-lo daquela tortura.

Bernardo os interrompeu bruscamente:

— Se não fosse por mim, ela não teria sofrido. Naquelas circunstâncias, como ela poderia falar? A culpa é toda minha, e não permito que digam mais uma palavra contra ela!

Após rebater com o rugido, ele voltou-se para o segurança: — Continue!

O segurança, agindo apenas profissionalmente pelo dinheiro, levou a potência ao nível máximo.

— AAAHHHH! — Bernardo não conseguiu conter o grito.

Seu corpo inteiro parecia ser açoitado por mil chicotes; uma dor ácida e paralisante que parecia atingir diretamente os ossos.

Apenas aquele choque foi o suficiente para deixá-lo completamente debilitado e sem forças.

Ele ofegava pesadamente sob a chuva, sem conseguir erguer a cabeça por um longo tempo.

— Patrão! Como o senhor está?

— Os amigos correram para ampará-lo.

Contudo, Bernardo apenas repetia um nome:

— Soraia...

O abade aproveitou o momento para recitar o Mantra do Renascimento com urgência, tentando "bater o ferro enquanto estava quente" para despertar a alma de Soraia que flutuava por ali.

Mas Soraia permanecia indiferente, apenas observando.

Essa dor não é nada.

Para Soraia, a dor física sempre teria um fim; mesmo no transplante de pele, havia o alívio momentâneo das pomadas refrescantes.

Mas a humilhação não passava. O desprezo não cicatrizava.

O abade suava de ansiedade, temendo que Bernardo morresse ali e levasse o templo à ruína.

Afinal, os homens que o cercavam não pareciam ser pessoas pacíficas; se algo acontecesse, o templo e as famílias dos monges pagariam o preço.

Percebendo a tensão do abade, Bernardo esboçou um sorriso fraco e tentou tranquilizá-lo: — Eles não farão nada contra o templo. Eu garanto.

A última frase foi dita para o amigo mais próximo, um homem de idade semelhante à dele.

O homem respondeu de cabeça baixa, sem coragem de encarar Bernardo: — Na época, eu disse para você não a trazer de volta, mas você insistiu!

Todos esses anos, se não fosse por ela, você não teria lutado tanto, nem estaria se torturando agora.

Já não basta?

Vai jogar fora tudo o que construímos com tanto esforço?

Bernardo não respondeu de imediato. Ele olhou ao redor e disse: — Eu também sou órfão. Eu sei o quanto ela sofreu. Ela era a minha única família neste mundo. Quanto aos negócios, eles não pertencem só a mim, pertencem a vocês também. Não é um desperdício.

O amigo silenciou.

Em seguida, Bernardo teve os calcanhares agarrados pelos seguranças e foi arrastado pelo chão úmido e áspero do templo.

O atrito do arrastamento fez com que Bernardo, inevitavelmente, ficasse com o rosto contra o solo.

Aquela face, antes altiva e bela, agora estava coberta de escoriações terríveis.

O sangue escorria, e Soraia observava tudo de perto.

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