localização atual: Novela Mágica Fantasia Romance Meu Pecado: Amar o Homem que me Criou Capítulo 20: O Acerto de Contas e o Espelho da Culpa

《Meu Pecado: Amar o Homem que me Criou》Capítulo 20: O Acerto de Contas e o Espelho da Culpa

Bernardo deixou seus seguranças protegendo o corpo de Soraia junto aos legistas e correu em direção ao pátio principal.

Lá, Melissa acabava de organizar suas coisas, apressada para entrar no carro e fugir.

Ao ver Bernardo avançando com uma fúria avassaladora, Melissa entrou em pânico.

Ela tentou fechar a porta do carro rapidamente, mas Bernardo foi mais rápido e agarrou a lateral com força bruta.

Melissa usou toda a sua energia para tentar selar a porta, mas não era páreo para a força dele; ele a arrancou do veículo e a arremessou violentamente contra o chão.

— Melissa! O que a Soraia te fez para você a caluniar dessa forma?! — rugiu ele. — Agora você não poupa nem o cadáver dela! Como você pode ser tão cruel?

Cada palavra fazia o rosto de Melissa empalidecer, mas ela logo se levantou, limpando a poeira da roupa e retrucando com veneno: — Eu a odeio! Por que eu deveria ser generosa enquanto você trocava olhares com ela? Ela merecia morrer!

Bof!

O som do tapa de Bernardo ecoou no pátio. — Você é quem mais merece a morte aqui! — sentenciou ele, desferindo um segundo golpe.

Os dois tapas foram tão violentos que o rosto de Melissa inchou instantaneamente, e seu cabelo ficou grudado à face de forma humilhante.

Mas seus olhos ainda ardiam de ódio enquanto ela ria com escárnio: — Tudo isso foi causado por você! Se não fosse por você, eu sequer conheceria a Soraia, nem teria pesadelos todas as noites por causa dessas coisas! — Tudo isso aconteceu debaixo do seu nariz, não foi? Você consentiu silenciosamente! Por que está me batendo agora? — Bernardo Peixoto,

você

é quem matou a Soraia! Ela deveria te perseguir! Deveria te arrastar com ela para o inferno!

Bernardo estava tão possesso que não conseguia articular palavras; seu peito subia e descia freneticamente.

Ele agarrou Melissa pelo colarinho, arrastando-a com uma voz sombria:

— Você pagará por cada um dos seus crimes!

Ele a jogou para dentro do carro, travou as portas e arrancou em alta velocidade, levantando uma nuvem de poeira.

Diante da velocidade insana, Melissa perdeu toda a sua elegância e arrogância habitual.

Ela batia desesperadamente no vidro, com o rosto inchado e o cabelo desgrenhado, gritando como uma possessa:

— Bernardo! Me deixe sair! Você está ouvindo?!

Bernardo a ignorou completamente, acelerando ainda mais.

Ele era um excelente motorista; mesmo naquela velocidade que deixava Melissa pálida e sem voz, agarrada à porta, ele desviava dos outros veículos com precisão cirúrgica.

Naquele momento, um pensamento súbito cruzou a mente de Bernardo: ele também queria dar um fim a si mesmo.

Melissa não estava errada. Tanto o horror do Instituto Santa Marina quanto as armações de Melissa... todas as dores infligidas a Soraia ocorreram sob o seu consentimento tácito.

Foi a sua irresponsabilidade que gerou essa tragédia.

Ele era a pessoa que mais merecia morrer.

Contudo, ao pisar no freio bruscamente, ele recuperou a calma. Bernardo não queria morrer. Pelo menos não agora.

Ele ainda não terminara de investigar todos os envolvidos, e Melissa ainda não pagara o preço devido.

E, acima de tudo, ele ainda queria ver Soraia uma última vez.

Mesmo que esse encontro pudesse falhar.

E mesmo que, no mundo inteiro, a pessoa que Soraia menos quisesse ver fosse ele.

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