localização atual: Novela Mágica Fantasia Romance Meu Pecado: Amar o Homem que me Criou Capítulo 14: O Abismo no Monitor e a Fúria do Arrependimento

《Meu Pecado: Amar o Homem que me Criou》Capítulo 14: O Abismo no Monitor e a Fúria do Arrependimento

Dentro da sala de monitoramento, Bernardo ordenou que o responsável convocasse todos os que tiveram contato direto com Soraia.

Em menos de meia hora, a pequena e claustrofóbica sala estava lotada.

Bernardo sentiu a pálpebra tremer enquanto seu semblante escurecia.

Quase metade dos funcionários daquele pequeno instituto estava ali.

Todos eles tocaram nela?

O pensamento o fez olhar para cada um com um escrutínio cortante, como se sua visão fosse uma lâmina.

Sob seu olhar, todos recuaram, incapazes de sustentar o confronto.

— Um instituto insignificante como este... agindo com tamanha impunidade! — A voz de Bernardo vibrava de fúria. Ele tomou o bastão tático de um de seus seguranças e golpeou a mesa de monitoramento com uma força violenta.

O estrondo e a poeira que subiu silenciaram instantaneamente os sussurros temerosos na sala.

— Investiguem! — O rugido de Bernardo fez o técnico tremer, acelerando as mãos sobre o teclado.

— Achei! — exclamou o funcionário com voz vacilante.

Bernardo respirou fundo e inclinou-se para a tela.

O que surgiu foram fragmentos de uma realidade bárbara. As imagens eram de uma crueldade visceral.

No primeiro dia de Soraia no instituto, as imagens mostravam funcionários forçando-a a abrir os olhos enquanto despejavam mostarda neles.

Na tela, ela cobria o rosto, gritando e se contorcendo de dor, cercada apenas por risadas de escárnio.

Ela batia na porta trancada, implorando, mas não havia resposta, apenas o som metálico das batidas desesperadas.

Depois, viu-a sendo arrastada pelo corredor como se fosse um esfregão humano, o corpo inerte e sem forças para lutar. E então... dez homens entrando em seu quarto.

Ao chegar nesse ponto, Bernardo já não conseguia mais olhar. Ele nunca imaginou que, em apenas três dias, tantas atrocidades pudessem ter ocorrido — e tudo porque

ele

a enviara para lá.

— Encontrem todos... cada um dos vídeos.

Soraia, mesmo em sua forma espiritual, não suportou ouvir o som de sua própria voz nos vídeos.

Ela fugiu, atravessando a janela para o exterior, sentindo-se à deriva. Apoiada no vento, ela tentava respirar e acalmar o próprio espírito.

Os dias de choques elétricos, de ser arrastada e violada... toda aquela agonia precisava ser esquecida.

Esqueça, Soraia.

Ela não conseguia emitir som ou lágrima, apenas desejava que Bernardo parasse de escavar aquela dor.

Em um lampejo de fúria espiritual, ela gritou, tentando invocar novamente uma tempestade para deter aquele homem implacável.

Seu grito pareceu rasgar o céu. O vento uivou com uma fúria renovada, acompanhado por relâmpagos que golpeavam o prédio do Instituto Santa Marina sem piedade.

Lá dentro, os funcionários estavam paralisados de terror. Bernardo, ignorando o caos externo, começou a arrancar da multidão cada pessoa que aparecera nos vídeos.

Seus seguranças imobilizavam os culpados enquanto Bernardo descarregava o bastão, golpe após golpe, com uma força brutal.

Os gritos de agonia que vinham da sala eram tão agudos que chegavam a abafar o som dos trovões.

O sangue manchava as mãos de Bernardo, mas seus olhos escarlates não mostravam hesitação.

Pensando no que Soraia sofrera, ele sentia que nada era o bastante. Ele batia com toda a força de seu corpo, como se não estivesse ferindo seres humanos, mas bonecos de pano descartáveis.

Somente quando suas mãos ficaram dormentes e o sangue formou poças no chão, Bernardo parou.

Ele olhou para as próprias mãos ensanguentadas e, mais uma vez, pensou nela.

Do lado de fora, a alma de Soraia ouvia os gritos com uma mistura de dormência e tristeza.

Para quê tudo isso, Bernardo?

O que você está tentando provar?

Não adianta mais, não é?

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