《O Segredo do Meu Ventre: A Traição que Meu Bebê Revelou》Capítulo 3

Quando Ricardo entrou em casa acompanhado de Letícia, encontrou Léo sendo contido pelos empregados enquanto limpava a bagunça que ele mesmo havia feito.

Ao ver os dois, Léo desatou a chorar dramaticamente.

— Papai, mamãe, finalmente vocês voltaram! Essa maldita me maltratou. Olhem só, minhas mãos estão todas esfoladas.

Letícia se soltou dos braços de Ricardo e correu desesperada para abraçar o filho, lançando-me um olhar carregado de ódio.

— Beatriz, o Léo é apenas uma criança, como você teve coragem de torturá-lo assim? Quando você abandonou o Ricardo, ele viveu como um morto-vivo; fui eu quem o trouxe de volta da beira do abismo, vez após vez. Eu já me divorciei dele, por que você ainda guarda tanto rancor de mim? 

Olhei para aquele rosto, ao mesmo tempo tão familiar e tão estranho.

Ela já não era a melhor amiga com quem eu dividia lençóis e lia romances na adolescência.

Ainda me lembrava de quando Ricardo me levava para matar aula e era ela quem me ajudava a pular o muro da escola.

Quando eu tricotava cachecóis para ele, era ela quem me ajudava a escolher as cores. No dia em que terminamos, foi ela quem me implorou para reconsiderar.

Só depois de reatar com Ricardo descobri que sua ex-mulher era, na verdade, Letícia, minha amiga de mais de dez anos.

Já não restava um pingo de afeto em meus olhos.

— Se vocês não conseguem viver longe um do outro, podiam ter sido honestos comigo. Por que me fizeram de palhaça esse tempo todo? 

O rosto de Ricardo escureceu e ele me encarou com fúria.

— Eu já te expliquei: fizemos isso puramente para dar ao Léo um irmão de sangue. Não te contei para evitar que você ficasse imaginando coisas. Precisava descontar sua frustração em uma criança? 

Continuei sentada no sofá, tomando meu chá calmamente.

— Sou a mãe dele perante a lei. Estou apenas ensinando bons modos e valores corretos, há algo de errado nisso? 

Léo gritou para mim, cheio de raiva:

— Você não é minha mãe!  Você é a vagabunda que destruiu minha família. Minha mãe nunca seria cruel como você! 

Letícia, em meio a soluços fingidos, tomou o recém-nascido das mãos da babá e fez menção de sair.

— É melhor eu ir embora... Só assim ela vai tratar o Léo um pouco melhor. Vou levar meu bebê também; ele é tão pequeno, não sei se sobreviveria nesta casa.

Ricardo, compadecido, a impediu de sair.

— Você acabou de dar à luz, está fraca, não vai a lugar nenhum! Nesta casa, ninguém terá coragem de encostar um dedo nos meus filhos.

Ele lançou um olhar de aviso em minha direção.

— Beatriz, o título de "mãe legal" foi algo que eu te dei. Eu também posso fazer com que você não seja absolutamente nada! 

Um tom gélido e de puro deboche saiu de seus lábios.

— Não se esqueça de que sua família faliu e seus pais, que tanto te mimavam, já morreram. Você não tem poder nenhum para ditar regras aqui. De agora em diante, o que você não gostar, vai ter que engolir; o que não suportar, vai ter que aguentar.

A xícara em minha mão se despedaçou, e senti como se os estilhaços estivessem perfurando diretamente o meu coração.

Eu não conseguia acreditar que aquelas palavras cruéis estavam saindo da boca dele.

Nossas famílias eram amigas de longa data, crescemos praticamente como namorados de infância.

Quando alguém zombava dos meus cabelos brancos, ele partia para cima de quem fosse, desferindo socos com ferocidade.

Só parava quando o outro estava no chão, encarando a todos com um olhar sanguinário que fazia qualquer um recuar.

Depois disso, ninguém mais ousava dizer uma palavra sobre mim.

Para que eu não me sentisse deslocada, ele chegou a pintar o próprio cabelo de branco.

— Bia, de agora em diante, eu vou ficar "velhinho" junto com você! 

Mas depois... a família Su faliu repentinamente e eu fui para o exterior com aquele homem.

Todos acreditaram que eu o traí por dinheiro. No aeroporto, ele jogou uma mala cheia de dinheiro em cima de mim, berrando com os olhos injetados de ódio:

— Beatriz, não é dinheiro que você quer? Minha família tem dinheiro de sobra! 

Com os olhos inchados de tanto chorar e sem dar nenhuma explicação, agarrei o braço daquele homem e fugi desesperadamente.

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