《O Segredo do Meu Ventre: A Traição que Meu Bebê Revelou》Capítulo 2

Voltei para casa em transe. A sala já estava um caos, destruída por Léo.

Alguns empregados observavam a cena, paralisados de medo.

Assim que me viu chegar, Léo deu ordens com um ar de superioridade.

— Está olhando o quê? Comece a arrumar logo!  Depois de limpar tudo, faça o meu jantar. Estou morrendo de fome.

Estendi a mão mecanicamente, como sempre fazia. Um caco de vidro cortou meu dedo, trazendo uma pontada aguda de dor.

Quebrar as coisas era apenas uma das formas de Léo declarar guerra contra mim. Ele sempre acreditou que eu fui a intrusa que destruiu a família dele.

Toda vez que o humor dele azedava, ele destruía a casa inteira.

Ele nunca permitia que os empregados limpassem; fazia questão de me ver suando enquanto eu recolhia tudo sozinha.

Mesmo tendo um chef de cozinha em casa, ele exigia que eu preparasse as refeições.

Então, quando a comida estava pronta, ele a jogava na tigela do cachorro bem na minha frente, apenas para me provocar.

E, na refeição seguinte, gritava insistindo que queria comer a minha comida de novo.

Certa vez, reclamei com Ricardo, mas ele não deu a mínima.

— Se quebrou, é só comprar outro. A família de Ricardo não tem falta de dinheiro. Você é uma dona de casa, fazer o jantar é o mínimo. Não seja tão dramática. Ele é só uma criança, que malícia poderia ter? Se ele cria problemas e você os resolve, não é a oportunidade perfeita para você tentar conquistá-lo? 

Sob a manipulação de Ricardo, eu realmente acreditei que um dia ganharia o afeto daquele menino.

Mas já se passaram cinco anos. Não pude evitar uma risada amarga.

A voz decepcionada do bebê surgiu novamente.

— Eu achei que você tivesse algum status nesta família, mas no fim é tão irrelevante quanto eu. Na minha vida passada, desde que comecei a me entender por gente, aqueles dois irmãos não só zombavam do meu cabelo branco, como me obrigavam a rastejar como um cão o dia todo para entretê-los. E o homem que deveria ser meu pai já tinha voltado para a ex-mulher, sentindo um desprezo profundo por mim.

O pequeno soltou um suspiro triste.

— Aos sete anos, fui enviado para um internato especial por ordens deles. Sofri humilhações e agressões constantes por causa das "recomendações" que eles deixaram lá. No caminho de volta, eu estava pensando... se você realmente tivesse força para me proteger, eu talvez considerasse viver de novo para experimentar uma vida diferente. Mas agora, eu só te peço uma coisa: marque logo o aborto.

Ouvindo o relato melancólico e o pedido frio do bebê, meu coração apertou de tanta dor.

Apertei o caco de vidro em minha mão, permitindo que ele se enterrasse lentamente na minha carne.

Léo continuava com suas ofensas incessantes.

— Que lerdeza! Você acha mesmo que veio para a casa do meu pai para viver no luxo? Quando eu crescer e herdar os negócios da família, a primeira coisa que farei será trazer minha mãe de volta e expulsar você.

Atirei o caco de vidro contra o chão com força, estilhaçando-o em todas as direções.

Durante cinco anos, cuidei dele com toda a dedicação.

Quando ele tinha febre e Ricardo estava viajando a negócios, era eu quem o levava ao hospital sob tempestades.

Ricardo nunca tinha tempo para as reuniões escolares, e era eu quem insistia em ir, mesmo suportando as humilhações públicas que Léo me fazia passar na frente de professores e colegas.

Em cada encontro com Ricardo, eu o levava junto por medo de que ele se sentisse excluído, mesmo que ele fizesse questão de carregar uma foto da mãe biológica colada ao peito.

Se não consegui aquecer o coração dele em cinco anos, decidi que não tentaria mais.

Agora, eu daria esperança de vida ao meu próprio bebê.

Levantei-me e comecei a caminhar em direção a ele, passo a passo.

A arrogância nos olhos de Léo desapareceu gradualmente, dando lugar ao pânico.

— O que... o que você pensa que está fazendo?

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