Carlisle e Esme caminharam de mãos dadas de volta para casa depois de deixarem a hora passar rapidamente. Através das árvores, puderam ver as luzes brilhando pelas janelas e sorriram um para o outro. Edward ainda não havia voltado, mas eles percebiam que Rosalie e Emmett ainda estavam dentro. As vozes dos dois podiam ser ouvidas conversando de forma um pouco nervosa, o que indicava que não estavam interrompendo nenhum momento íntimo de recém-casados.
"Depois de você," disse Carlisle com um sorriso e uma piscadela, deixando Esme entrar primeiro.
"Por que, muito obrigada, senhor," respondeu ela, entrando na brincadeira.
Ele continuou sorrindo e a guiou pela porta aberta, pousando levemente a mão em suas costas.
Rosalie se aproximou lentamente deles, com as mãos atrás do corpo, e os chamou pelo nome. "Carlisle… Esme…"
Os dois ficaram diante dela, percebendo imediatamente que algo estava errado pelo seu comportamento. Apesar de não parecer em pânico, ambos pensaram que Emmett poderia ter perdido o controle.
"O que foi, Rosalie?" perguntou Esme, quase receosa da resposta.
Carlisle se inclinou levemente para frente enquanto ela começava a falar.
"Bem… enquanto vocês estavam fora…" ela balançou a cabeça e fez um gesto. "Vocês poderiam subir comigo por um momento?"
Carlisle olhou para Esme, percebendo a mesma surpresa no rosto dela. O tom educado de Rosalie era incomum.
Rosalie subiu as escadas quase sem tocar nos degraus. Esme foi logo atrás, e Carlisle seguiu mais lentamente, tentando imaginar o que encontrariam.
Emmett estava na porta do quarto que agora dividia com Rosalie. Seus braços estavam cruzados e ele parecia não querer que vissem o interior.
Esme tentou olhar por cima dele, sem sucesso. "Emmett, o que aconteceu?"
Ele olhou para Rosalie, constrangido e culpado.
Carlisle conseguiu ver melhor — uma grande parte da parede havia desaparecido, deixando o quarto exposto ao exterior. O vento frio entrava livremente.
"O que aconteceu?" perguntou ele.
"O quê?" disse Esme, ficando na ponta dos pés, até que Emmett finalmente saiu da frente.
Os dois ficaram em choque. Uma parede inteira estava praticamente destruída; a cama, completamente arruinada; os móveis, inutilizados. As outras paredes estavam amassadas, os quadros haviam desaparecido, e um espelho estava reduzido a fragmentos espalhados pelo chão. O vidro das janelas também estava quebrado, deixando apenas espaços vazios.
O primeiro pensamento de Esme foi que Rosalie havia destruído tudo, mas rapidamente descartou essa ideia ao ver que nenhum dos dois parecia irritado.
Carlisle continuava atônito.
"Me desculpem," disse Emmett, olhando para baixo. "Eu… não sei o que aconteceu."
"O que aconteceu?" perguntou Carlisle.
Emmett tentou conter um sorriso. "Bem… nós acabamos de nos casar…"
Carlisle olhou para Esme, que ainda parecia chocada, até que também sorriu.
"Nunca ficamos dentro de casa antes… eu não sabia da minha força…" continuou ele, antes que Rosalie o interrompesse.
"Emmett!" disse ela. "Eu não quero falar sobre isso."
"Espere até Edward chegar," disse ele, rindo — até que Rosalie lançou um olhar que o fez parar.
"Isso já aconteceu com vocês?" perguntou Emmett.
"Não," responderam Carlisle e Esme ao mesmo tempo.
"Desculpa," disse Rosalie. "Não tenho nem palavras."
Esme colocou a mão em seu ombro. "Está tudo bem."
Ela caminhou até a parte destruída da parede e olhou para o quintal, onde pedaços de madeira estavam espalhados como após uma tempestade.
Carlisle e Emmett trocaram um olhar, e Carlisle riu discretamente, virando-se para não ser visto.
"O que vamos fazer?" perguntou Rosalie.
Esme passou a mão pelas bordas da parede destruída. "Bem…" olhou para Carlisle. "Eu sempre quis construir uma casa."
Ele assentiu, sorrindo.
"Vou começar por este quarto," disse ela. "E reconstruí-lo."
Rosalie e Emmett aguardaram.
Esme voltou-se para eles. "Posso construir uma casa para vocês?"
Rosalie ergueu as sobrancelhas. "Uma casa?"
Esme assentiu, animada. "Sim. Eu venho desenhando plantas há anos. Posso fazer algo só para vocês. Considerem um presente de casamento."
Eles trocaram um olhar.
"Não vai dar muito trabalho?" perguntou Rosalie.
"Não se todos ajudarem um pouco," disse Esme, olhando para Carlisle.
Ele sorria, encantado com o entusiasmo dela.
"Você não precisa fazer isso," disse Emmett.
"Não é por isso," disse ela. "Eu quero fazer isso. E vocês vão gostar de um pouco de privacidade."
Um sorriso surgiu no rosto de Emmett. "Eu ajudo."
"Ótimo."
Esme olhou para Rosalie. "Rose?"
"Claro," disse ela. "Se não for incômodo."
"De jeito nenhum. Me diga o que gosta."
Carlisle se aproximou e a envolveu com o braço.
"Vocês realmente não se importam?" perguntou Emmett.
Carlisle sorriu. "Vamos adorar."
Os quatro ficaram olhando ao redor do quarto destruído.
"E agora?" perguntou Emmett.
"Torcer para não chover," disse Carlisle, rindo.
—
Emmett e Rosalie ficaram no quarto, enquanto Carlisle e Esme desceram.
Ele se sentou, colocou os pés para cima e olhou para Esme. Ela riu e se aconchegou nele.
Ele sorriu e a beijou na testa.
Do andar de cima, ouviram Rosalie rir.
"Pelo menos eles estão felizes," disse Esme.
Carlisle riu. "À custa da nossa casa."
"Nós consertamos."
Ele sorriu, ainda surpreso.
Eles ficaram ali, tranquilos. Carlisle massageava levemente o ombro dela.
Ele pensou em tudo.
Nada estava errado.
Rosalie estava feliz. Edward estava bem. Esme estava ao seu lado.
Ele não tinha do que reclamar.
—
Ele suspirou.
Esme o beijou.
Ele a beijou de volta.
—
"Carlisle!" gritou Emmett.
"O quê?" respondeu ele.
"Está começando a nevar! O que fazemos?"
Carlisle olhou para Esme.
"O que fazemos?" perguntou.
Ela riu.
"Podemos usar lençóis por hoje… e amanhã compramos madeira."
Carlisle sorriu e a beijou.
"O que faríamos sem você?"
"Não sei," disse ela, sorrindo.
"Vamos."
Ela o puxou.
E os dois foram procurar algo para resolver o problema… juntos.