Emmett se encaixou na família Cullen em praticamente todos os aspectos.
Ele era atencioso, divertido e querido por todos. Seu jeito despreocupado e otimista influenciava a forma como todos viam a vida.
A maneira leve com que aceitou ter sido transformado em um “monstro” era inspiradora, e todos admiravam seu senso de responsabilidade dentro do clã.
Havia, porém, um aspecto que não acompanhava o restante de sua personalidade...
A sede por sangue era sua maior fraqueza.
Após seu primeiro deslize, ele teve dificuldades para superar seus instintos naturais.
Carlisle teve muitas conversas profundas com ele, a pedido do próprio Emmett, que desejava alcançar o mesmo controle que os outros tinham.
Embora Esme e Edward também tenham enfrentado suas dificuldades no início, conseguiram dominar rapidamente o chamado do sangue humano.
Emmett, no entanto, achou isso muito mais difícil, e por isso os Cullen foram obrigados a se mudar várias vezes ao longo de um ano.
Carlisle teve dificuldades para manter um emprego fixo, e Rosalie e Edward só conseguiam estudar por um ou dois meses antes de precisarem se mudar novamente.
Boatos começavam a surgir nas cidades por onde passavam, lembrando Carlisle de sua juventude em Londres.
Ele não queria fazer parte disso, então sempre que Emmett perdia o controle, eles partiam.
Apesar disso, Emmett melhorou muito ao longo daquele primeiro ano e, no final de 1935, pediu Rosalie em casamento, percebendo que era exatamente isso que ela queria.
Pela forma como a amava, sabia que nunca haveria outra mulher para ele, e não teve dúvidas ao tomar essa decisão.
Esme ajudou Rosalie a organizar uma cerimônia simples, apenas com a família e o padre.
Embora Edward provocasse Emmett quando estavam sozinhos, ele estava genuinamente feliz ao ver Rosalie sorrir de verdade.
Emmett a completava da mesma forma que Esme completava Carlisle, e a felicidade deles se espalhou por todos após o casamento.
Durante a lua de mel nas montanhas de Vancouver, Carlisle, Esme e Edward se lembraram dos tempos em que eram apenas os três.
Apesar de naquela época se sentirem completos, agora sentiam falta de algo — sentiam-se quase sozinhos.
Mesmo Emmett estando com eles há apenas um ano, parecia impossível imaginar a vida sem ele.
Sua presença fazia falta. Quando o casal voltou após quase um mês, tudo voltou a parecer completo.
Esme foi a primeira a perceber o retorno deles. Estava sentada do lado de fora da casa em Hoquiam, Washington.
O primeiro som que ouviu foi a risada de Rosalie — genuína, leve e feliz. Emmett era o responsável por isso, e Esme se sentiu profundamente grata.
Quando eles apareceram, de braços dados, Esme acenou.
Emmett acenou de volta, assobiou e correu até ela, levantando-a do chão.
Esme riu enquanto ele a girava, depois o abraçou quando ele a colocou de volta no chão.
"Sentiu nossa falta?" perguntou ele, sorrindo.
"Mais do que você imagina," disse Esme, abraçando Rosalie também. "Eu estava com medo de vocês não voltarem."
"Nunca," disse Emmett, confiante.
"Ele está certo," disse Rosalie, encostando-se nele. "Nunca iríamos embora."
Carlisle e Edward se juntaram a eles. Carlisle os recebeu com entusiasmo. Edward cumprimentou Emmett com um aperto de mão, enquanto ele e Rosalie fingiram se encarar com irritação antes de se abraçarem.
"Sentiu minha falta, irmão?" perguntou Emmett.
"Você… sim," disse Edward, depois olhou para Rosalie. "Rosalie… hmm..."
Normalmente ela responderia, mas apenas deu de ombros. "Eu senti sua falta, Edward."
Ela segurou Emmett com mais força.
"Como foi Vancouver?" perguntou Esme.
"Ótimo," responderam juntos.
Rosalie sorriu discretamente.
"Matamos alguns ursos," disse Emmett. "E encontramos caçadores. Nem tive vontade de atacá-los."
Carlisle ficou tenso, mas sorriu. "Isso é ótimo, Emmett. Você evoluiu muito."
"Graças a vocês," disse ele. "Eu amo vocês por isso."
Esme se apoiou em Carlisle. "Nós também te amamos."
"Aww, obrigada, mamãe urso."
Esme riu, e Carlisle a abraçou com carinho.
"Bom, eu tenho aula," disse Edward, sorrindo para Rosalie.
"Boa sorte," disse ela, provocando.
"Bom estar de volta," disse Emmett, dando um high-five antes de entrar.
"Vocês são como irmãos," disse Rosalie.
"Basicamente," disse ele, beijando seu rosto várias vezes antes de abraçá-la. "Podemos entrar?"
Carlisle assentiu, rindo.
Esme puxou Carlisle discretamente.
"Vamos caçar," sussurrou. "Eles precisam de privacidade."
Carlisle sorriu, lembrando-se de sua própria lua de mel.
"Rosalie, precisamos de algo?" perguntou Esme.
"Não," disse ela, sorrindo.
"Voltamos em uma hora."
"Claro," disse Rosalie, casual.
Carlisle caminhou em direção à floresta, esperando um pouco antes de Esme se juntar a ele.
Eles deram as mãos.
"Eles estão felizes," disse ele.
"Muito felizes," disse Esme.
A felicidade deles era contagiante. Esme se aproximou mais de Carlisle enquanto caminhavam pela floresta.
"Eu gosto quando Emmett me chama de mãe," disse ela rindo. "Me faz sentir como se fosse mesmo."
Carlisle sorriu, embora com um leve sentimento de culpa.
"Eu já disse isso antes… mas eles são tudo que eu preciso."
Ele apertou sua mão. "Fico feliz. Me desculpe por certas coisas…"
Ela balançou a cabeça. "Eu sou muito feliz."
Carlisle levantou seu queixo e a beijou. "Eu te amo."
"Eu também."
Eles sorriram.
Carlisle olhou para o céu.
"Então… uma hora, né?"
Ela assentiu.
"O que podemos fazer em uma hora?"
Ela riu, puxando sua camisa. "A gente pode pensar em alguma coisa…"
Carlisle a beijou e segurou sua mão.
Naquele momento… não importava para onde estavam indo.