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《Amor Imortal: A Escolha de Carlisle》Capítulo 31 — Londres

1933 — Dois anos depois

“Quando nos mudarmos novamente, prometo que vocês dois poderão cursar os quatro anos de faculdade,” disse Carlisle a Edward e Rosalie. “Edward, tenho certeza de que você conseguirá aproveitar os créditos das matérias que já está fazendo aqui.”

“Então eu tenho que esperar?” Rosalie perguntou. “Eu praticamente já aperfeiçoei meu controle. O sangue humano nunca foi algo que eu desejasse, para começar.” Seu tom era firme e provocador, como na maioria das vezes. Embora respeitasse Carlisle, também o desafiava constantemente. Como sempre, ele mantinha a paciência e, muitas vezes, era Esme quem equilibrava as discussões quando os dois não concordavam.

“Não podemos correr o risco de alguém te ver,” explicou Esme. “É só por isso. Vamos nos mudar este ano, e você poderá começar qualquer curso que quiser.”

Rosalie olhou para Carlisle. “Não existem muitas médicas mulheres.”

“Se você quiser seguir medicina, eu apoio totalmente,” respondeu ele com sinceridade. “Seria maravilhoso. Talvez você abra caminho para outras mulheres.”

“Não estou tentando começar uma revolução.”

Edward soltou uma risadinha, encostando-se na parede, captando os pensamentos frustrados de Carlisle — pensamentos que jamais seriam ditos em voz alta. Ele já começava a achar que nunca venceria uma discussão contra Rosalie Hale.

“O que foi?” Rosalie perguntou, olhando para Edward.

Ele decidiu desviar a atenção de Carlisle. “Você… médica?”

Ela sorriu com malícia. “Edward, tenho certeza de que qualquer paciente à beira da morte preferiria uma mulher inteligente como eu cuidando dele, em vez de um aspirante a estudante de medicina sem cérebro.”

Carlisle e Esme trocaram um olhar. Esme balançou a cabeça.

“Vocês dois podem pelo menos tentar ser civilizados?” perguntou ela, com tom maternal. “Vocês deveriam se apoiar.”

Carlisle se aproximou dela, e Esme se inclinou levemente contra ele.

Rosalie fez um gesto entre ela e Edward. “Nós nunca seremos como vocês dois.”

“Com certeza não,” respondeu Edward, rindo, enfatizando o “com certeza”.

Rosalie estreitou os olhos. “Eu seria a única saindo perdendo, então não sei por que tanto entusiasmo.”

Edward riu mais alto, enfiando as mãos nos bolsos. “Ah, sairia mesmo? Desculpa por não beijar o chão que você pisa, senhorita Hale.”

Ela bufou. “Como se você não me achasse bonita. Eu adoraria ver o que se passa na sua cabeça, Edward.”

“Bonita, claro,” ele respondeu. “O problema é essa atitude… me afasta. Bem longe.”

“Você não saberia lidar com uma mulher sofisticada como eu.” Rosalie ergueu o queixo.

“Oh, é isso que chamam—”

“Edward,” interrompeu Carlisle, balançando a cabeça antes que ele dissesse algo impróprio.

“Cavalheiro… que nada,” murmurou Rosalie.

Os dois se encararam por alguns segundos até que os pensamentos de Carlisle interromperam Edward.

“Não, vai ficar tudo bem,” disse Edward. “Vocês dois podem ir.”

Carlisle olhou para ele, pouco convencido.

“Não deixem que nós dois atrapalhem,” acrescentou Rosalie. “Vamos continuar assim com ou sem vocês aqui.”

Esme olhou para as malas prontas no chão. Carlisle queria levá-la para conhecer sua terra natal, e vinha esperando até confiar totalmente no autocontrole de Rosalie. Desde sua vingança, ela nunca mais havia chegado perto de matar um humano.

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“Quando voltarmos, decidimos para onde vamos nos mudar,” disse Carlisle. “Pensem juntos em alguns lugares.”

“E eu vou poder estudar onde quer que seja?” perguntou Rosalie. Seu desejo de independência só aumentava.

“Sim,” respondeu ele. “Assim que chegarmos.”

Ela assentiu. “Tudo bem.” Olhou para Esme. “Boa viagem.”

“Obrigada, Rosalie,” disse Esme. Depois olhou para Edward. “Comporte-se. Não quero encontrar a casa destruída quando voltarmos.”

Edward e Rosalie sorriram — ambos com um brilho travesso nos olhos. Esme riu, abraçou os dois e beijou suas bochechas antes de sair com Carlisle.

“Uau,” disse Esme, olhando ao redor. “Este lugar é completamente diferente.”

“Está bem diferente da última vez que estive aqui,” disse Carlisle. “Nada é como eu lembrava.”

Ela sorriu e o beijou. “Mal posso esperar para ver onde você viveu.”

“Nem sei o que ainda existe,” disse ele, com um leve tom melancólico.

Memórias antigas surgiam — algumas felizes, muitas solitárias.

“O que foi?” perguntou Esme.

“Nada,” ele sorriu. “Só estou absorvendo tudo.”

“Eu te amo,” disse ela.

“Eu também te amo,” respondeu ele, envolvendo-a com o braço.

Eles caminharam pela cidade por horas. Carlisle comprava tudo que Esme olhava nas vitrines. No fim da noite, ela estava carregada de roupas e joias.

“Pare de me mimar,” disse ela, rindo.

“Eu nunca posso fazer isso por você,” respondeu ele.

Ela o beijou.

“Você já me conquistou há muito tempo,” disse ela. “Não precisa disso tudo.”

“Não existe outra forma de gastar melhor meu dinheiro,” disse ele. “A não ser com a educação de Edward e Rosalie.”

“Nosso dinheiro,” corrigiu ela.

Mais tarde, já no hotel:

“Quero te levar a um lugar,” disse Carlisle.

“Claro.”

Ele sorriu. “Obrigado.”

Eles caminharam até a periferia da cidade.

“Foi aqui que eu fiquei quando me transformei,” disse ele, olhando para a floresta.

Esme sentiu uma dor no peito ao imaginar.

“Está tudo bem,” disse ele.

“Valeu a pena… porque encontrei você.”

Ela o beijou.

Depois de alguns quilômetros, chegaram às ruínas de uma igreja.

“Era a igreja do meu pai.”

O prédio estava destruído, mas ainda de pé.

“Podemos entrar?” perguntou Esme.

“Tem certeza?”

“Sim.”

Eles entraram.

Entre bancos quebrados e poeira, caminharam até o altar.

Carlisle apontou para uma cruz.

“Era do meu pai.”

Ele parecia emocionado.

“Podemos levá-la?” sugeriu Esme.

Carlisle sorriu levemente.

“Vamos pensar nisso,” disse ele.

No caminho de volta, Esme estava quieta.

Carlisle percebeu.

Já no hotel, ele a puxou para o colo.

“O que foi?”

Ela hesitou.

“Eu consigo imaginar o que você passou… e dói.”

Carlisle a abraçou.

“Tudo valeu a pena.”

“Mas você estava sozinho… eu queria estar lá.”

“O passado acabou,” disse ele.

Ela suspirou. “Eu sinto vontade de chorar… mas não posso.”

Ele a abraçou mais forte.

“Eu te amo.”

“Eu também.”

Ela começou a sorrir novamente.

“Consegue me fazer sorrir mais?” ela provocou.

Carlisle riu. “Tenho algumas ideias.”

Os dois olharam para a cama… e riram.

Ele se jogou sobre ela.

Ela se inclinou, sorrindo.

“Vamos apagar as lembranças ruins,” disse ele.

“Com prazer,” respondeu Esme.

Ela o beijou, e lentamente voltou ao seu estado leve e feliz — porque, nos braços de Carlisle, era impossível não ser feliz.

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