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《Amor Imortal: A Escolha de Carlisle》Capítulo 30 — Vingança (Parte 2)

Carlisle não precisou fazer perguntas ao ver Rosalie entrar na casa nas primeiras horas da manhã. O vestido de noiva que ela vestia estava manchado de sangue fresco, e o olhar em seus olhos era inconfundível — raiva e tristeza misturadas com uma sensação agridoce que havia marcado profundamente sua alma.

Uma parte de Carlisle havia esperado que ela apenas assustasse Royce até a morte, e que ele pagasse por seus crimes dentro do sistema de justiça, apodrecendo sozinho em uma prisão pelo resto da vida. Mas ele sabia que não seria assim. Nem precisava ver o vestido ensanguentado para entender o que havia acontecido. A expressão de Edward dizia tudo — Carlisle sabia que ele estava revivendo cada momento através dos pensamentos de Rosalie.

Esme também percebeu o olhar de Edward. Ele observava Rosalie como quem assiste a um filme dramático — não por maldade, mas de forma intensa demais. Ela precisou cutucá-lo algumas vezes para que não a deixasse desconfortável. Apesar da gravidade da situação, Esme sentia alívio por Rosalie ter voltado. Tinha medo de que ela simplesmente desaparecesse pelo mundo, como tantos outros que Carlisle já conhecera. Havia nela algo indomável.

“Ele está morto,” disse Rosalie, em um tom monótono.

“Você está bem?” perguntou Esme, suavemente.

“Melhor do que nunca.” Ela tentou sorrir, olhando para Edward, sabendo que ele via tudo.

Ele não respondeu de imediato. Estava fascinado, como alguém que não consegue desviar o olhar de um acidente. As memórias de Rosalie eram vívidas.

As ruas estavam vazias e escuras. Royce, temendo por sua vida após o massacre de seus amigos, havia contratado proteção.

Mas não adiantou.

Ele chorava. Tentava se refugiar na bebida, mas Rosalie chegou antes que o álcool fizesse efeito.

Ela queria que ele sentisse tudo.

A dor.

O medo.

O desespero.

Queria ouvir seus gritos.

Ver suas lágrimas.

E então destruí-lo lentamente.

“Agora você sabe,” disse Rosalie, quebrando o fluxo de pensamentos de Edward.

“Eles mereciam,” respondeu ele, sincero, com um toque de raiva. Foi o primeiro momento real de respeito entre os dois. “Sinto muito pelo que aconteceu com você.”

A expressão dela suavizou um pouco.

Ela se virou para Carlisle.

“Eu vou ficar assim para sempre?”

Carlisle se ajeitou, surpreso por ela finalmente falar com ele.

“Assim como?”

“Assim… neste corpo. Congelada.”

Esme e Edward olharam para Carlisle.

“Sim… provavelmente para sempre,” respondeu ele.

Rosalie olhou para o vestido rasgado e manchado — o vestido que deveria usar no dia mais feliz da sua vida.

Mas naquela noite… ela matou o homem que deveria ser seu marido.

Tudo havia desmoronado.

Era tudo mentira.

Edward pensou em responder, mas se conteve.

“Por que você fez isso?” Rosalie perguntou a Carlisle. “Por que me transformou nisso?” Ela olhou para si mesma. “Eu sou grotesca. Horrível.”

Esme queria dizer o oposto.

Ela era deslumbrante.

Perfeita.

Mas permaneceu em silêncio.

“Eu não podia te deixar morrer,” disse Carlisle. “Eu cheguei tarde demais… e não consegui simplesmente ir embora.”

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Rosalie não sabia mais no que acreditar.

Uma semana atrás… tudo era perfeito.

Agora… nada fazia sentido.

Eu deveria estar me casando… tendo filhos… pensou.

Seus olhos encontraram os de Esme.

“Esme… vocês podem ter filhos?”

O silêncio respondeu antes mesmo das palavras.

Esme suspirou.

“Não… vampiros não podem…”

“Ter filhos?” completou Rosalie, com os olhos suavizando.

Carlisle desviou o olhar.

E então percebeu.

Talvez tivesse tomado a decisão errada.

Rosalie não era como eles.

Ela tinha tudo.

Família rica.

Status.

Beleza.

Um futuro.

Antes de Royce mostrar quem realmente era… ela era feliz.

“I’m really sorry, Rosalie,” disse Carlisle. “Achei que isso poderia te salvar.”

Rosalie não respondeu.

Apenas ficou ali, olhando ao redor.

“Minha vida acabou,” disse em voz baixa.

“Vai melhorar,” disse Edward.

Ela balançou a cabeça.

“Não para mim.”

“Eu também precisei de tempo—”

“Para!” ela gritou. “Eu não quero me acostumar! Eu não quero essa sede!” Ela segurou o próprio pescoço. “Eu quero minha vida de volta. Quero dormir. Quero tomar chá com minha mãe. Quero me casar… ser admirada…”

Esme se aproximou e a abraçou.

Para sua surpresa, Rosalie retribuiu.

Ela começou a soluçar.

Mas nenhuma lágrima caiu.

“Eu nem posso chorar?” disse, desesperada.

“Está tudo bem,” murmurou Esme.

Rosalie a abraçou novamente.

“Meus pais vão achar que eu morri… E ninguém nem procurou por mim…”

“Eu sinto muito,” disse Esme, acariciando suas costas.

Carlisle e Edward trocaram um olhar.

“Não é culpa sua,” Edward sussurrou. “É culpa de Royce.”

Eles olharam para Rosalie, ainda chorando sem lágrimas.

“Eu vou te ajudar,” disse Esme. “Em tudo.”

“Eu queria filhos,” disse Rosalie. “Eu estava tão perto…” Ela aproximou os dedos. “Eu não me importaria com Royce… se tivesse filhos.”

As palavras tocaram profundamente Esme.

Ela desejou que Rosalie pudesse encontrar algo melhor.

Alguém melhor.

“Você merece muito mais,” disse Esme. “Você é linda — por dentro e por fora.”

Rosalie apertou o abraço.

Depois se afastou.

Tentou se recompor.

“Eu nem sei o que sentir,” disse ela. “Fui tão tola…”

“Quer dar uma caminhada comigo?” perguntou Esme.

Rosalie assentiu.

As duas caminharam em direção à porta.

“Voltamos logo,” disse Esme a Carlisle, olhando-o com confiança.

Ele assentiu.

Ela tocou levemente o braço dele antes de sair com Rosalie.

Carlisle observou as duas saírem.

Edward então falou:

“Ela vai contar o passado dela para Rosalie. Ela confia mais na Esme.”

Carlisle assentiu.

“Elas vão ficar bem?”

“Vão sim,” respondeu Edward.

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