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《Amor Imortal: A Escolha de Carlisle》Capítulo 26 — Véspera de Ano Novo

31 de dezembro de 1930

Três anos haviam se passado desde que Edward partira. Carlisle e Esme já estavam nos estágios iniciais de conversas sérias sobre uma nova mudança. No total, haviam permanecido no Maine por quase uma década, e planejavam se mudar para Nova York nos primeiros meses de 1931.

Carlisle já havia informado o hospital de que deixaria o cargo dentro de alguns meses, embora tivessem oferecido gentilmente que ele continuasse trabalhando até o momento em que estivesse totalmente pronto para partir.

Desde que começara ali, o hospital organizava uma grande festa de Ano Novo todos os anos, mas Carlisle e Esme nunca haviam participado. Eles mantinham contato com os colegas de forma breve, porém sempre cordial e generosa.

Como estavam prestes a partir, decidiram comparecer à festa por algumas horas, apenas para marcar presença. Esme se sentia mal por ele sempre recusar convites, e sabia que ele desejava ter amizades além do mundo deles — então foi ela quem sugeriu que fossem.

O traje era semi-formal e, bem antes da meia-noite, taças de champanhe já circulavam entre os convidados. Mesas repletas de aperitivos e pratos principais ocupavam o salão. Era raro que precisassem ingerir comida humana, mas sabiam que naquela noite teriam que fazer isso para manter as aparências.

— Tente não respirar enquanto mastiga — sussurrou Carlisle, piscando para Esme.

Ela sorriu, observando-o. Ele estava incrivelmente elegante.

Eles pegaram seus pratos e voltaram para a mesa.

— Dr. Cullen! — chamou um homem mais velho, de cabelos brancos.

— Dr. Mitchell — respondeu Carlisle, apertando sua mão.

— Finalmente veio à nossa festa!

Esme cumprimentou o homem, sorrindo.

— Minha esposa deve estar por aqui… — disse ele, olhando ao redor.

Carlisle riu. — Nós também não saímos muito.

— Aproveitem a noite — disse o homem, rindo e fazendo um gesto com a bebida.

Esme olhou para Carlisle.

— Ele parece simpático.

— É um bom homem — respondeu ele.

Carlisle se inclinou e sussurrou:

— Você está linda…

Ela riu.

— E aquelas mulheres ali?

Ele puxou sua cadeira para mais perto.

— Meus olhos são só seus.

— Não são seus olhos que me preocupam — disse ela, sorrindo.

Ele apontou discretamente para um homem que a observava.

— Carlisle! — ela riu — não aponta!

Ele sorriu.

— Só deixando claro…

Ela o encarou.

— Eu te amo.

— Eu também te amo.

Eles ergueram as taças.

— A nós.

— A nós.

Uma música lenta começou.

Carlisle estendeu a mão.

— Dança comigo?

Ela aceitou.

Eles se moveram devagar, próximos.

Ele encostou o rosto no dela.

Esme queria beijá-lo…

E, para sua surpresa…

Ele a beijou primeiro.

— É mais difícil resistir a você do que ao sangue humano — sussurrou ele.

Ela riu e o abraçou mais forte.

— Vamos terminar… e ir para casa — sugeriu ele.

Ela concordou.

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Após se despedirem, voltaram para casa.

Ao chegarem, Carlisle ajudou Esme a sair do carro.

— Você está linda.

Ela sorriu… feliz.

Eles caminharam até a porta.

E então…

Esme parou.

— Meu bilhete… sumiu.

Carlisle franziu a testa.

— A tachinha também…

— O vento não faria isso… faria?

Eles procuraram.

Nada.

— Talvez tenha soltado… — disse ele.

Ela assentiu… mas algo não parecia certo.

Dentro de casa, Carlisle tentou animá-la.

— Vamos beber um pouco daquele vinho especial.

Ela aceitou.

Eles ergueram as taças.

— A nós…

— Para sempre.

— Para sempre.

Ele a beijou.

Ela riu.

— Essa mistura… é incrível.

— Eu sei.

De repente…

Carlisle parou.

Imóvel.

— O que foi?

Ele não respondeu.

— Edward… — disse Esme, de repente.

Carlisle assentiu.

Eles correram para fora.

— Edward!

Silêncio.

Então…

Uma figura.

Na escuridão.

Esme correu até ele.

O abraçou.

— Edward…

— Seu bilhete… — disse ele, mostrando o papel.

Ela sorriu… emocionada.

— Eu deixei um todos os dias…

Ele abaixou os olhos.

— Me desculpa…

— Não — disse ela — você não tem que pedir desculpa.

Carlisle se aproximou.

— Sentimos sua falta, filho.

Edward respirou fundo.

— Eu não mereço…

— Você pode voltar para casa — disse Esme.

— Vamos nos mudar para Rochester… você vem? — perguntou Carlisle.

— Eu… posso decidir isso com vocês?

— Sempre pôde.

Edward olhou para os dois.

Eles ainda o amavam.

Como se ele nunca tivesse ido embora.

— Você deixou bilhetes… todos os dias?

— Sim…

— Achei que você nunca voltaria…

— Vamos entrar — disse Carlisle.

Dentro de casa, Esme serviu vinho.

— Nossa família está junta de novo…

Carlisle ergueu a taça.

— A todos nós.

— À família — disse Edward.

Ele sorriu.

E soube…

Que estava em casa.

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