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《Amor Imortal: A Escolha de Carlisle》Capítulo 25 — Seguir em Frente

Esme escrevia cuidadosamente em um pedaço de papel, formando cada letra com atenção enquanto redigia mais uma mensagem para Edward. Nas duas semanas desde que ele havia partido, ela não saía de casa sem deixar bilhetes presos em todas as portas que davam acesso ao interior da residência.

Ela só os substituía quando eram rasgados — ou, em uma ocasião, quando suspeitou que o vento havia levado o papel fino que estava preso por apenas uma tachinha.

Desde então, Esme passou a usar duas tachinhas em cada porta, garantindo que suas mensagens permanecessem no lugar.

Seus olhos percorreram o texto para verificar se estava legível e direto ao ponto.

Edward,

Acabamos de sair para caçar. Por favor, como você já sabe, entre e fique à vontade. Não vamos demorar. Por favor, espere até voltarmos. Nós amamos você.

Carlisle & Esme

Havia uma esperança persistente de que a ausência de Edward fosse apenas temporária, e de que ele voltaria assim que entendesse o que realmente queria. Esme não conhecia o mundo lá fora tão bem quanto Carlisle, nem os riscos que Edward poderia estar enfrentando sozinho. Ela apenas esperava que ele estivesse tomando decisões seguras.

Esme prendeu o bilhete na porta da frente antes de sair para caçar. O da porta dos fundos ainda estava intacto, o que lhe trouxe um pequeno conforto — caso Edward voltasse, ele saberia que era bem-vindo.

Seus olhos percorreram as árvores daquela manhã de sábado. Sabia que Carlisle voltaria do trabalho em breve e queria estar em casa para recebê-lo. A pergunta que ele havia feito — sobre voltar para uma casa vazia — ainda a assombrava, e ela queria garantir que ele nunca tivesse dúvidas de que ela estaria ali… esperando por ele, como sempre pretendia fazer.

Mas a caça não podia esperar, e ela correu para a floresta próxima em busca de alimento. Seus instintos nunca falhavam e a levaram até uma pequena clareira onde havia diversas opções de presa.

Por ter passado muito tempo em casa, com receio de que Edward retornasse e não encontrasse ninguém, Esme vinha adiando sua alimentação até o limite. Sabia que Carlisle não aprovaria… então manteve isso em segredo.

O gosto do sangue de cervo era sempre intenso e envolvente. Às vezes, isso a fazia lembrar da sensação do sangue humano naquela única vez… e por isso sabia que não era prudente ficar tanto tempo sem caçar. Decidiu que mudaria isso nos próximos dias.

Ao longe, alguns cervos que ainda se alimentavam levantaram a cabeça e olharam em sua direção.

Por um instante, ela sentiu culpa por ter tirado a vida de um deles. Mesmo sendo uma questão de sobrevivência, ainda havia tristeza naquele ato. Era algo ao qual já estava acostumada… mas que ainda a afetava, às vezes.

Ela afastou o pensamento, atribuindo aquela sensibilidade ao impacto da partida de Edward. Nem ela, nem Carlisle, haviam conseguido superar completamente aquilo.

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Esme voltou para casa, percebendo que Carlisle ainda não havia chegado. Entrou pelos fundos e notou que tudo permanecia intacto.

Seus olhos percorreram a sala, e então ela decidiu subir até o quarto de Edward. Tudo estava exatamente como ele havia deixado.

Uma camisa estava dobrada na ponta da cama.

Livros espalhados sobre a mesa.

Cadernos organizados de maneira peculiar.

Seu cheiro ainda permanecia ali… fraco, mas presente.

Esme sentiu saudade.

Mas decidiu não se deixar abater.

Saiu do quarto e foi para a cozinha.

Frutas decorativas enfeitavam a mesa, algo que ela sempre gostara desde que Dorothy havia lhe dado aquela cesta anos antes.

Seus pensamentos começaram a se tornar mais leves. Lembrou-se de Dorothy falando sobre passeios em pomares… e sobre esculpir abóboras no Halloween.

Precisamos fazer algo leve… pensou.

Carlisle chegou pouco depois, e Esme o recebeu com um sorriso na porta.

— Oi — disse ele, sorrindo de verdade pela primeira vez desde a partida de Edward.

— Oi — respondeu ela — como foi o trabalho?

— Foi tranquilo.

— Eu estava pensando em mudar o clima por aqui — disse ela.

Carlisle a beijou várias vezes, já se sentindo melhor.

— Ótimo.

Esme sorriu.

— Dorothy disse que ela e o marido gostam de ir colher maçãs… pensei que poderíamos fazer isso… talvez preparar uma torta…

Carlisle sorriu.

— Podemos fazer isso.

— E você já esculpiu uma abóbora?

Ele riu.

— Não… mas você pode me ensinar.

— Sério?

— Parece perfeito.

Esme sorriu e o beijou novamente.

— Eu só… queria mudar um pouco as coisas — disse ela.

Carlisle assentiu.

— Você está certa. Precisamos seguir em frente.

— Mas vou continuar deixando bilhetes — disse ela.

— Claro — respondeu ele — pode ser o motivo para ele voltar.

Ela assentiu.

— Eu te amo.

— Eu sempre vou te amar.

A tarde foi exatamente como Esme imaginava.

Eles caminharam pelo pomar, colhendo maçãs, andando devagar como humanos fariam.

— Não suba muito alto — disse ela, rindo — você pode cair.

Carlisle desceu e sorriu.

— Foi um dos melhores dias da minha vida — disse ele.

— Para mim também — respondeu ela.

Ela o abraçou.

— Acho que pensei muito em você depois daquele dia…

Carlisle riu e a beijou.

Ela o encostou na árvore.

Ele quase perdeu o controle.

Um galho se quebrou.

Ela riu.

— Acho melhor pararmos…

— Concordo — disse ele.

Ela segurou seu rosto.

— Vou ser a responsável dessa vez.

— Vai precisar ser — respondeu ele.

— Seus olhos estão escuros.

— Engraçado… eu acabei de caçar.

Ela riu.

— Vamos pegar mais maçãs…

Depois, escolheram uma abóbora.

— Qual você prefere? — perguntou ela.

— Você escolhe.

— Escolhe você… por mim.

Ele sorriu… e escolheu.

— Era essa mesmo — disse ela.

De volta para casa, Esme começou a preparar a torta.

Carlisle pegou uma faca.

— Por onde começamos?

— Eu começo a torta… depois a abóbora.

Ele sorriu.

Mais tarde, ela foi até ele.

Ele ergueu a faca.

Ela riu.

— Acho que não é assim…

— Me mostra.

Ela sorriu… entendendo o duplo sentido.

Ela o beijou.

E o levou para o quarto.

Mais tarde, deitados juntos, ela disse:

— Espero que Edward não esteja na chuva agora…

— Ele pode estar em qualquer lugar…

Ela suspirou.

— Os bilhetes ainda estão lá?

— Estão.

Silêncio.

— Vai ficar tudo bem — disse ele.

— Eu sei.

Ela o beijou.

— Ainda não fizemos a abóbora…

— Quer fazer agora?

— Quero.

Ela tentou se vestir.

Ele a puxou de volta.

— Você é linda.

— Eu não vejo isso…

— Eu vejo você.

Ela cedeu.

— Pelo menos me dá o cobertor…

Ele riu.

Foram até a cozinha.

Ela começou a esculpir a abóbora.

Ele a observava… feliz.

— Vamos colocar uma vela — disse ele.

Ela assentiu.

A luz acendeu o rosto da abóbora.

— Eu adorei — disse ela.

— Você fez um ótimo trabalho.

— Nós fizemos.

Ela o abraçou.

— Posso ficar com você para sempre?

Ela sorriu.

— Para sempre.

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