localização atual: Novela Mágica Outras Amor Imortal: A Escolha de Carlisle Capítulo 23 — Para a Família e um Novo Começo

《Amor Imortal: A Escolha de Carlisle》Capítulo 23 — Para a Família e um Novo Começo

A região nordeste do país rapidamente se tornou um lar para Carlisle, Esme e Edward. Em pleno inverno, os dias nublados superavam facilmente os ensolarados, e havia tanta neve no Maine quanto havia em Wisconsin. Assim como a casa em Ashland, Carlisle encontrou uma residência grande, com uma entrada privada que se estendia por mais de quatrocentos metros a partir da estrada principal. Era ainda mais isolada que a anterior, cercada apenas por uma imensa floresta de árvores.

Esme se apaixonou pelo lugar no instante em que o viu. Tudo na casa parecia perfeito para eles, mas ela também enxergava inúmeras possibilidades de decoração — pequenas melhorias que poderiam deixá-la ainda mais acolhedora.

Carlisle começou a trabalhar no hospital pouco tempo depois da mudança. Rapidamente estabeleceu uma rotina, atuando principalmente à noite, embora, quando precisava trabalhar durante o dia, simplesmente saísse antes do sol nascer completamente.

Edward pôde retomar seus estudos, fingindo ser um aluno do penúltimo ano do ensino médio para garantir mais tempo para a família naquela região. Apesar de querer seguir diretamente para a universidade, compreendia a importância das orientações de Carlisle. Mesmo deixando a decisão final nas mãos dele, Edward concordou em terminar aquele ano e o último ano escolar antes de pensar em ingressar no ensino superior.

— Eu queria poder cozinhar para vocês — disse Esme, caminhando pela cozinha que havia passado horas organizando e decorando.

Carlisle e Edward, sentados na sala lendo, levantaram o olhar em sua direção.

Esme se aproximou deles. — Não seria maravilhoso uma xícara de chá com pão de canela quentinho e manteiga? — seus olhos se voltaram para a janela, observando a neve cair.

Carlisle sorriu. — Seria mesmo. Já faz muito tempo… sinto falta de sentar para jantar. — Ele se levantou e foi até ela.

Edward assentiu. — Eu também sinto falta dessas coisas.

— E vocês, estão gostando daqui? — perguntou Carlisle. — Ficamos tão ocupados que nem tive tempo de perguntar direito.

— As primeiras semanas na escola foram tranquilas — disse Edward. Ele olhou para Esme e sorriu. — Estou fazendo toda a minha lição de casa.

Esme riu baixo e se encostou em Carlisle, que passou o braço ao redor de seus ombros. — Alguma… tentação? — perguntou ele.

Edward balançou a cabeça. — Não… — então acrescentou, provocando — quer dizer, não muito.

O sorriso de Carlisle diminuiu. — “Não muito”?

Edward riu. — Não, nada disso. Está tudo bem. Só um grupo de garotas na sala tentando convencer uma delas a me chamar para sair. Imagine só. — Ele ergueu as sobrancelhas.

— Eu gosto de mulheres ousadas — comentou Esme, sorrindo.

— E se eu trouxesse uma garota humana para casa? — perguntou Edward, rindo.

Carlisle ergueu as sobrancelhas e olhou para Esme, que também sorria.

— Prefiro nem imaginar a complicação disso — disse Carlisle.

Edward deu de ombros. — Não se preocupem. Ainda não apareceu ninguém interessante. E, sinceramente, nem estou pensando nisso agora.

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Esme começou a pensar se Carlisle havia conhecido alguma vampira que pudesse ser uma boa companhia para Edward, mas rapidamente percebeu que Edward captava seus pensamentos.

— Eu estou bem — disse ele, rindo. — Não precisa tentar me arranjar alguém. Eu já tenho mais do que o suficiente com vocês dois e esse clima romântico constante.

— Você não consideraria? — perguntou Esme.

— Quando eu me sentir sozinho, eu aviso — respondeu ele.

Carlisle parecia confuso, mas compreendia o rumo da conversa.

— Eu só estava pensando em você — disse Esme — mas tudo bem, vou deixar isso de lado.

Edward assentiu, sorrindo. — Obrigado.

— Tem lição de hoje? — perguntou ela, mudando de assunto.

Edward atravessou a sala e levantou um papel. — Pronto.

— Impressionante — disse Esme.

— Posso sair para “brincar” agora ou você quer conferir? — provocou ele.

— Eu confio em você.

— Então vou caçar. Quase ataquei a garota ao meu lado hoje. — Ele caminhou até a porta e olhou para Carlisle.

— Se você continuar com esse tipo de comentário—

— Eu sei, vai me tirar da escola — respondeu Edward. — Estou brincando.

— Ele sabe — disse Esme.

Edward saiu pela porta dos fundos e desapareceu na floresta.

— Você está feliz? — perguntou Carlisle.

Ela assentiu. — Muito.

— Não se importa de termos vindo para cá?

— Nem um pouco. Com você, qualquer lugar é lar.

Carlisle a beijou.

— Espero que não estejamos deixando Edward desconfortável — disse ela.

— Não — respondeu ele. — Acho que está tudo bem.

— Só quero ter certeza… — disse Esme.

Ele segurou seu rosto. — Está tudo bem. Edward te ama.

Ela suspirou. — Só quero que ele esteja bem.

— Ele está. E eu posso conversar com ele, se quiser.

— Tudo bem.

— Vou falar com ele.

Ela sorriu. — Obrigada.

— Mas preciso admitir… — disse ele — é muito mais difícil me controlar perto de você do que era controlar minha sede.

Esme riu. — Eu entendo perfeitamente.

Carlisle a pegou nos braços e a levou pelo corredor.

— Quando você acha que Edward volta? — perguntou ela.

— Ele está longe daqui — respondeu ele antes de beijá-la novamente.

— Então acho que devemos aproveitar a casa vazia — disse ela.

Carlisle riu e fechou a porta do quarto.

Edward e Esme conversavam sobre a escola numa tarde nublada de sexta-feira. Carlisle estava no hospital e só voltaria perto da meia-noite.

— Essas aulas são tão repetitivas — disse Edward. — Eu poderia tirar nota máxima sem nem ir.

Esme sorriu. — Deve ser difícil ser o mais bonito e o mais inteligente da turma.

— Preferia ser o mais burro numa universidade — respondeu ele.

— Você vai chegar lá.

— Obrigado…

Eles riram juntos, até que alguém bateu na porta. Ao mesmo tempo, ambos perceberam o cheiro humano.

— Quem será? — perguntou Esme.

— Não sei — respondeu Edward, em tom baixo.

— Alguém da escola?

— Não reconheço o cheiro.

Esme foi até a porta.

Outra batida.

Ela abriu.

Uma mulher mais velha, robusta, estava ali com uma cesta de frutas e uma garrafa de vinho.

— Olá — disse Esme.

— Olá — respondeu a mulher — meu nome é Dorothy O’Keefe…

A conversa seguiu de forma cordial, calorosa, típica de alguém gentil do sul. Dorothy explicou que queria dar as boas-vindas.

Esme agradeceu e a convidou a entrar. Edward foi educado, cumprimentando-a.

A visita foi breve, mas acolhedora.

Quando a mulher foi embora, Esme fechou a porta e olhou para Edward.

— Ainda bem que controlamos nossa sede — disse ele, rindo.

Ela riu.

— O que acontece se bebermos vinho? — perguntou ele.

— Melhor não testar — respondeu ela.

Mas Edward decidiu experimentar…

E fez uma careta.

— Horrível.

— Eu disse.

— E se misturar com sangue?

Esme riu.

— Não.

— Eu vou testar.

Ele preparou a mistura, decidido a esperar Carlisle.

— Vamos brindar juntos — disse ele.

Esme concordou.

Quando Carlisle voltou, percebeu imediatamente o cheiro.

— O que está acontecendo?

Edward explicou.

Carlisle suspirou, mas ouviu.

— Quer brindar? — perguntou Edward. — Pela família… e por um novo começo.

Carlisle olhou para Esme.

Ela sorriu.

— Acho que temos um bom motivo — disse ele.

Edward entregou os copos.

Levantou o dele.

— À família… e aos novos começos.

Carlisle e Esme repetiram o gesto.

— À família… e aos novos começos.

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