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《Amor Imortal: A Escolha de Carlisle》Capítulo 22 — O Médico

Esme estava sentada com as costas apoiadas no peito de Carlisle, no topo do penhasco que haviam escolhido como ponto fixo para assistir ao pôr do sol todas as noites. As pernas dele a envolviam de forma protetora, e suas mãos nunca deixavam o corpo dela.

Seus dedos deslizavam pelos braços dela, entrelaçavam-se com os dela, e ele mantinha os braços ao redor dela enquanto o tempo passava rápido demais.

— Não acredito que hoje é nossa última noite aqui — disse ela, afundando ainda mais contra ele. Fechou os olhos com prazer quando o suspiro dele tocou seu pescoço.

— O tempo voa — respondeu ele, esfregando de leve a perna dela com o pé.

— Voa mesmo…

Esme virou levemente o rosto, pedindo um beijo sem dizer nada.

Carlisle pressionou os lábios nos dela com suavidade, e depois ambos voltaram a olhar os últimos raios de sol que teriam na Ilha Esme.

— Sabe… — disse ele — a gente podia simplesmente ficar aqui.

Ela sorriu, sem virar o rosto.

— E seus pacientes, doutor?

— Eles vão ficar bem sem mim — respondeu ele, beijando o pescoço dela e deixando os dentes roçarem sua pele — acho que eu não conseguiria me concentrar no trabalho mesmo.

Esme fechou os olhos novamente, desejando que ele continuasse. Seus dedos apertaram levemente os dele.

— Então tá… vamos ficar.

Carlisle riu, e Esme também.

— Não… não — disse ela, mudando de ideia — eu também preciso do meu Edward.

— Seu Edward?

Esme virou-se para ele, rindo.

— Está com ciúmes?

— Hmm… — ele desviou o olhar, fingindo estar irritado, mas logo sorriu.

Esme se virou por completo e o deitou no chão, aproximando os lábios do ouvido dele.

— Eu te amo… já te disse isso hoje?

As mãos dele deslizaram pelas costas dela, guiando-a de volta para um beijo.

— Me diz de novo…

— Eu te amo — sussurrou ela.

Ele afastou uma mecha do cabelo dela.

— Eu também te amo.

— Eu queria ficar aqui pra sempre… — disse ela — mas sinto falta do Edward.

Carlisle sorriu.

— Eu também. Logo estaremos de volta.

Esme olhou para o mar.

— Ainda temos essa noite.

Ele suspirou.

— Vamos ter que nos readaptar quando voltarmos.

Havia inúmeras pegadas na neve ao redor da casa — marcas das caçadas de Edward durante a ausência deles. Uma grande tempestade havia coberto Wisconsin com quase trinta centímetros de neve.

— Que mudança… — disse Esme, olhando ao redor. — Mas eu amo isso aqui.

Carlisle sorriu, e os dois deixaram novas pegadas enquanto caminhavam até a casa.

Antes que tocassem a maçaneta, Edward abriu a porta e sorriu.

Esme foi a primeira a abraçá-lo, dando um beijo em seu rosto e dizendo o quanto sentira sua falta.

Carlisle apertou sua mão antes de puxá-lo para um abraço.

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— Como foi a ilha? — perguntou Edward. — Você gostou?

— Ainda estou em choque — disse Esme, olhando para Carlisle antes de voltar a Edward — é impossível descrever… você precisa ir com a gente um dia. Ficamos no sol sem medo… foi perfeito.

Edward sorriu ao ver a felicidade dela.

— Fico feliz.

— Bastante neve por aqui — comentou Carlisle.

— Sim — respondeu Edward — dois dias depois que vocês saíram, teve uma tempestade enorme.

— Talvez seja nosso último inverno aqui — disse Carlisle.

Esme olhou para ele e assentiu levemente.

Edward interrompeu:

— Vão desfazer as malas… depois conversamos.

Esme observou a casa. Tudo estava impecável.

Edward ergueu as sobrancelhas.

— Sim, eu cuidei da casa.

Ela riu.

— Eu sei.

— Não pode mentir pra mim — disse ele.

Carlisle sorriu.

— Eu estou surpreso.

— Falta de confiança… — disse Edward.

Depois de desfazerem as malas, voltaram para a sala.

— Maine — disse Edward.

Esme se surpreendeu.

— Muito frio, bastante neve… pode funcionar.

Carlisle olhou para ela.

— Foi o primeiro lugar que pensei.

— Podemos tentar — disse Edward — se não der certo, mudamos. Temos tempo.

— Verdade — disse Esme.

Carlisle assentiu.

— Em algumas semanas, então.

Esme sorriu discretamente.

Edward balançou a cabeça, rindo.

— Ele é perfeito, né?

Esme fingiu indignação.

— Agora posso brincar com vocês dois — disse Edward — antes era só tensão.

Carlisle riu.

— Eu também sofro ouvindo tudo o que vocês pensam — continuou ele.

Carlisle relaxou no sofá.

— É bom estar em casa.

— Sarcasmo? — perguntou Edward.

— Nenhum.

— Eu sei quando você mente — disse Edward.

Os três riram.

— Vamos caçar? — perguntou Edward.

Carlisle olhou para Esme.

Ela assentiu.

— Vamos.

A neve rangia sob os pés deles.

O ar frio carregava o cheiro da floresta… e da casa.

Esme sorriu.

Era… acolhedor.

— Vou por aqui — disse Carlisle, soltando sua mão.

Ela sorriu.

Ele segurou seu rosto.

— Eu te amo.

— Eu te amo mais.

Ele piscou e saiu.

Esme encontrou um cervo rapidamente.

Em segundos…

Era seu.

Quando terminou, limpou o sangue da neve e voltou.

Carlisle sorriu ao vê-la.

Ela também.

— Cuidado! — disse ela.

Uma bola de neve atingiu Carlisle.

Edward apareceu rindo.

— Desculpa… — disse ele — só senti falta de vocês.

Esme sorriu imediatamente.

Carlisle o empurrou de leve.

— Você tem um jeito estranho de demonstrar isso.

Edward estendeu a mão.

— Trégua?

— Trégua.

Carlisle jogou uma bola de neve nele logo depois.

— Agora sim.

Edward riu.

Voltaram para casa juntos.

— Vou sentir falta daqui — disse Edward.

— Eu também — disse Esme.

Carlisle assentiu.

— Mas está na hora de seguir em frente.

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