localização atual: Novela Mágica Outras Amor Imortal: A Escolha de Carlisle Capítulo 21 — Confiança

《Amor Imortal: A Escolha de Carlisle》Capítulo 21 — Confiança

Carlisle estava deitado atrás de Esme, sob os lençóis, com o braço envolvendo-a, e sentia um profundo conforto quando ela entrelaçava os dedos com os dele. Durante o dia e meio em que haviam permanecido praticamente inseparáveis, ele provavelmente já havia perguntado mil vezes se ela estava bem. Não havia nenhum sinal de que Esme estivesse irritada com sua preocupação constante, embora ele soubesse que devia soar um pouco exagerado ao repetir tanto a mesma pergunta.

Ainda assim, após alguns momentos em silêncio, ele não conseguiu evitar:

— Você está bem?

Esme virou-se para encará-lo.

— Bem? — ela balançou a cabeça — Não.

Rapidamente sorriu ao perceber a preocupação imediata no rosto dele.

— “Bem” não é a palavra certa… acho que “incrível” descreve melhor.

Ele soltou uma risada baixa.

— Foi uma das melhores noites da minha vida — continuou ela — E digo “uma das” porque não sei decidir se a melhor foi ontem inteiro… ou o momento em que você disse que me amava pela primeira vez.

— Justo — respondeu ele — Estou com o mesmo dilema.

Esme sorriu e lhe deu um beijo longo, mantendo os lábios próximos aos dele.

— Eu nunca me senti assim, Carlisle… nunca estive assim com alguém.

— Nem eu — admitiu ele.

Uma parte de Esme queria explorar a ilha que ele havia comprado para ela. Outra… não queria sair dali. Ela apoiou a cabeça no peito dele, enquanto Carlisle permanecia deitado, abraçando-a.

— Podemos ficar assim o dia inteiro? — perguntou, rindo de leve.

Ele sorriu e beijou o topo de sua cabeça.

— Podemos fazer o que você quiser, Esme.

Ela sorriu para si mesma, fechando os olhos, traçando com os dedos as linhas do corpo dele. Seu passado parecia distante… quase inexistente. Tudo havia valido a pena. Nos braços de Carlisle, ela se sentia segura… completa. E sabia que ele sentia o mesmo.

Seus pensamentos voltaram ao fato de ele ter comprado aquele lugar para ela. Era surreal. Sabia que não poderia passar a semana inteira trancada naquele quarto. Queria aproveitar tudo… com ele.

Esme virou-se para ele, apoiando-se no cotovelo, sorrindo.

— Vamos — disse — Vamos explorar a ilha.

Carlisle riu da empolgação dela.

— Tudo bem. Vamos.

Passaram o dia explorando as praias vazias do que Carlisle decidiu chamar de Ilha Esme.

Ele tentou agir como guia, embora soubesse tanto quanto ela. Descobriram penhascos, cachoeiras escondidas e animais que serviriam como alimento.

Por horas, nadaram nas águas cristalinas.

Esme ficou fascinada ao perceber que podia ficar submersa para sempre.

Era… mágico.

O melhor de tudo… era o silêncio.

Sem julgamentos.

Sem medo.

No fim da tarde, sentaram-se no topo de um penhasco.

O sol iluminava suas peles.

Uma sensação rara.

Liberdade.

Carlisle deitou-se e olhou para ela.

— Se alguém me dissesse, cem anos atrás, que eu estaria aqui… eu diria que era loucura.

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Ela sorriu, segurando sua mão.

— Eu nem sabia que algo assim existia…

— É seu — disse ele.

— Nosso — corrigiu ela.

Ele sorriu.

O tempo passou.

Esme parecia inquieta.

Carlisle percebeu.

Ele se sentou.

— Quer falar alguma coisa?

Ela sorriu de leve.

— Sou tão óbvia assim?

— Um pouco — respondeu ele.

Ela hesitou.

— Não é nada tão importante…

Silêncio.

— Nós dissemos que… não há consequências — começou ela, sem graça.

Carlisle assentiu.

— Isso significa que… nunca podemos ter filhos?

As palavras atravessaram Carlisle como uma lâmina.

Ele nunca havia pensado nisso.

Mas agora…

Entendia.

Ela sorriu, tentando aliviar.

— Eu já imaginava… só queria confirmar.

Mas ele não conseguiu voltar ao que era antes.

Levantou-se.

— Eu tirei tudo de você…

— Não — disse ela, levantando-se — Você não tirou nada de mim.

— Não é justo…

Ela segurou seu braço.

— Eu sempre confiei em você. Agora… confie em mim.

Ele a olhou.

— Eu estou bem — disse ela, sorrindo.

— Edward já me vê como mãe…

Carlisle riu.

— Isso já preenche um vazio.

— Vocês são tudo que eu preciso — disse ela.

Ele suspirou.

O céu escurecia.

— Carlisle…

Ele voltou a olhá-la.

— Vamos voltar… e parar de pensar tanto — disse ela, sorrindo.

Ele riu.

— Tudo bem.

Ela o puxou até a beira do penhasco.

Olhou para baixo.

Uma memória antiga…

Que precisava desaparecer.

Sem esperar…

Ela segurou a mão dele.

E pulou.

O mundo ficou lento.

O oceano parecia uma pintura.

O céu… infinito.

Mas o melhor…

Era a mão dele.

Eles caíram na água.

Ela riu.

Livre.

Ele a puxou para perto.

— Eu te amo.

— Eu te amo mais.

— Duvido.

Ela riu.

— Podemos discutir isso a noite toda.

— Eu deixo você ganhar… eventualmente.

Silêncio.

— Vou apostar corrida até a praia — disse ela.

— E se eu ganhar?

— O que você quiser.

Ela saiu nadando.

Ele a seguiu… sem tentar vencer.

Ela venceu.

— Eu ganhei — disse ela.

— Acho que você trapaceou — respondeu ele.

— Eu?

— O que você quer?

Ela sorriu.

— Você.

Ele não discutiu.

— Eu nunca consegui baixar a guarda antes — disse ele.

— E agora?

— Agora… eu confio.

Ela viu tudo nos olhos dele.

Dor.

Solidão.

Culpa.

Ela o abraçou.

— Eu te amo — sussurrou ele.

— Eu também.

Ele a beijou.

— Então… ainda tenho meu prêmio?

— Tem — respondeu ela.

E ele a carregou de volta para dentro da casa.

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