— Tem certeza de que ele vai ficar bem? — perguntou Esme, olhando ao redor para a cidade cada vez maior do Brasil.
— Edward? — perguntou Carlisle, pegando sua mão para guiá-la em direção à água.
Ela assentiu.
— Sim.
— Ele vai ficar bem — respondeu com um sorriso. — Não vamos ficar fora por muito tempo.
Esme sorriu e olhou para o céu noturno.
— Dizem que aqui faz muito sol… como vamos nos esconder?
Ele sorriu de lado.
— Você não precisa se preocupar com isso. Estamos prestes a sair daqui.
— Sair? — ela perguntou, observando o lugar ao redor, completamente diferente de tudo que já tinha visto.
Carlisle sorriu.
— Prometo que você não vai se decepcionar.
O tom de voz dele fez com que ela estremecesse… e sorrisse. O mistério só aumentava a expectativa.
— Está bem — respondeu animada.
Carlisle a puxou para um beijo nas ruas quase vazias, antes de guiá-la até um pequeno cais.
Os olhos de Esme percorreram o lugar antes que ele indicasse o barco.
Ela arregalou os olhos.
— Um barco? É seu?
Carlisle riu.
— É nosso, Sra. Cullen.
Ela sorriu ao ouvir o novo nome.
— Você é o primeiro a dizer isso em voz alta.
Ele a puxou para outro beijo longo.
— Se continuar assim, a gente nunca vai chegar — disse ela, rindo.
Carlisle sorriu e a ajudou a subir, iniciando a viagem pelo mar.
Durante o caminho, mostrou golfinhos brincando nas ondas.
Esme observava tudo encantada.
Era… lindo demais.
Ela o abraçou por trás.
— Para onde você está me levando?
— Estamos quase lá — respondeu ele.
— Você sabe guardar segredo — disse ela, beijando seu rosto.
— Aguenta mais dez minutos?
— Claro.
Ele virou o rosto.
— Você pode continuar aí, se quiser.
Ela sorriu e voltou a abraçá-lo, apoiando o queixo em seu ombro.
Quando a ilha apareceu, Esme ficou sem palavras.
Uma casa.
Penhascos.
Palmeiras por toda parte.
Parecia um sonho.
Era mais bonito do que qualquer coisa que ela já imaginou.
Carlisle atracou o barco e pulou primeiro.
Estendeu a mão para ela.
— Onde estamos? — perguntou Esme, maravilhada.
Carlisle sorriu.
— Isso é seu.
Ela não entendeu.
— Meu?
— Tudo isso.
Ela riu, confusa.
— O quê?
— A ilha.
Ela parou.
— Você está falando sério?
Ele assentiu.
— É seu presente de casamento.
Esme ficou em choque.
— Como…?
— Duzentos e cinquenta anos economizando ajudam — disse ele, rindo.
Ela balançou a cabeça.
— Eu não mereço isso…
Carlisle a olhou, confuso.
— Você merece muito mais.
Ela não conseguia acreditar.
— Vampiros podem desmaiar?
Ele riu.
— Eu estou falando sério.
Ela se emocionou.
Antes…
Ela era apenas uma mulher comum.
Sozinha.
Machucada.
Agora…
O homem que ela amava dizia que ela merecia o mundo.
Sem pensar, ela o puxou e o beijou com força.
Carlisle se surpreendeu… mas correspondeu.
— Eu não acredito que você fez isso…
Ela o beijou de novo.
Um som rasgando interrompeu tudo.
Ela se afastou.
A camisa dele… rasgada.
— Fui eu?
Carlisle riu.
— Só uma camisa.
Ela levou a mão à boca.
— Eu sinto muito…
— Você derruba árvores… lembra?
Ele sorriu e a guiou até a casa.
Ao entrar, Esme ficou ainda mais impressionada.
Tudo era perfeito.
Luxuoso.
Aberto.
Com vista para o mar.
— Isso é… surreal.
Carlisle sorriu.
— Amanhã será ainda melhor.
— E o sol?
Ele riu.
— Só estamos nós dois aqui.
Ela sorriu.
Estava sozinha… com ele.
— Não esqueça — disse ele — tudo isso é seu.
— E eu sou sua — respondeu ela, rindo.
— Como eu tive tanta sorte?
Ela apenas sorriu.
Eles se beijaram novamente.
Mas ele parou.
O toque dela na pele exposta…
Fez tudo mudar.
Ela olhou para a cama.
Respirou fundo.
Ansiosa.
— Quer dar uma volta? — perguntou ele, tentando aliviar o momento.
— Amanhã… — respondeu ela.
Ela estava dividida.
Desejo.
Medo.
Mas sabia…
Carlisle não era Charles.
Ela o beijou.
Dessa vez… sem dúvidas.
O corpo dela relaxou.
Ele também.
A respiração dela acelerou.
O toque dele… apagava o passado.
Ele abriu lentamente o vestido dela.
Ela suspirou.
— Eu fico um pouco insegura…
— Você é linda — disse ele.
— Eu quero você — respondeu ela.
Ele hesitou…
Mas decidiu seguir.
Ela confiava nele.
Completamente.
Eles se entregaram.
Sem medo.
Sem passado.
O tempo deixou de existir.
Quando o sol começou a nascer…
Eles ainda estavam juntos.
Carlisle a observou.
Esperando.
Inseguro.
Ela sorriu.
— Como isso é possível?
Ele sorriu de volta.
— Acho que não precisamos entender agora.
Ela concordou.
Eles tinham tempo.
Muito tempo.
E, pela primeira vez…
Carlisle deixou de pensar.
E apenas… viveu.