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《Amor Imortal: A Escolha de Carlisle》Capítulo 18 — Completando Um ao Outro

Edward teve um papel essencial em tirar Esme do estado de culpa profunda em que ela havia se colocado. Meses se passaram, aproximando-os do final de outubro, e ainda assim ela não conseguia esquecer completamente o erro cometido na floresta durante o verão.

O consolo inicial de Edward, com o tempo, transformou-se em provocações leves e bem-humoradas, o que acabou ajudando Esme a lidar melhor com o que havia acontecido. Ele sempre se incluía na situação, dividindo a responsabilidade, o que tornava mais fácil para ela seguir em frente.

Mesmo assim, Esme ainda se sentia indigna de Carlisle. Apesar de ele afirmar repetidamente que não a via de forma diferente, ela percebia que ele estava mais atento, mais presente — e que nunca deixava de verificar a área antes de saírem para caçar.

Ela apreciava isso profundamente, mas também se arrependia de saber que havia colocado Carlisle em estado de alerta constante. Ainda assim, ele insistia que aquilo era algo que deveria ter feito desde o início.

A confiança de Carlisle nela, porém, fortalecia sua mente. Ele continuava a levá-la gradualmente para perto de humanos, sempre sob supervisão.

Se algo positivo havia surgido daquele momento de perda de controle, era sua determinação ainda maior em superar aquilo. Esme queria provar — para si mesma — que conseguiria viver como Carlisle e Edward.

A cada dia, ela sentia seu autocontrole crescer. Os limites que Carlisle havia estabelecido foram sendo testados repetidamente… e, com sua orientação constante, Esme começou a desenvolver a resistência necessária para seguir adiante.

Em meados de novembro, ela já se sentia mais estável. Ainda não confiava em si mesma para ficar sozinha perto de humanos, mas ao lado de Carlisle… sentia-se segura.

Nas noites em que ele não trabalhava, caminhavam juntos pela cidade. Com o frio chegando, poucas pessoas permaneciam nas ruas após o anoitecer.

Assim, as ruas pareciam pertencer apenas a eles.

Essas caminhadas noturnas foram fundamentais para que Esme fortalecesse seu controle, sem a pressão de interações diretas com humanos.

Carlisle continuava orientando-a — ensinando-a a prender a respiração, evitar inspirações profundas e manter o controle em todos os momentos.

Ela absorvia cada palavra.

E seguia cada passo dele.

Numa noite fria de início de inverno, eles caminhavam de mãos dadas, vestidos como humanos comuns, protegendo-se do vento e da leve neve que começava a cobrir a cidade.

— É tão bonito… — disse Esme, encantada com o cenário branco.

Carlisle sorriu ao observar o ambiente ao redor.

Eles passaram por algumas lojas, uma delas ainda sendo fechada por um homem idoso.

Esme olhou pela vitrine… depois voltou-se para Carlisle, sorrindo.

— Você estava certo. Está ficando mais fácil.

Carlisle riu, aproximando-se para beijá-la.

— Eu sabia que você conseguiria.

Esme o interrompeu e prolongou o beijo, tão envolvida quanto da primeira vez.

— Você é incrível, Carlisle… obrigada por tudo isso — disse ela, rindo levemente.

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Ele a puxou para mais perto.

— Não há nada no mundo que eu prefira fazer… do que estar com você.

Ela sorriu, tímida, e aceitou outro beijo.

— Ei, Dr. Cullen! — uma voz chamou.

Carlisle se virou, surpreso.

Uma enfermeira do hospital se aproximava, acompanhada de um homem.

— Mary! Como vai?

Ela sorriu… e então olhou para as mãos entrelaçadas de Carlisle e Esme.

— Imagino que seja sua esposa?

Carlisle hesitou.

— Sim, esta é—

— Mary — disse Esme rapidamente, sorrindo.

A mulher riu.

— Que coincidência! Eu também sou Mary. Este é meu marido, Jack.

Eles trocaram cumprimentos.

Após uma breve conversa, o casal seguiu seu caminho.

Carlisle olhou para Esme, primeiro preocupado… depois impressionado.

— Isso foi incrível.

— O quê? — ela riu.

— Você conversou com eles sem dificuldade.

— Eu segui seu conselho… prendi a respiração.

Carlisle riu e a beijou.

— Você é incrível… Mary.

Ela caiu na risada.

— Eu menti, desculpa.

— Ainda bem — disse ele. — Eu não conseguiria inventar outro nome na hora.

— Mary é comum, não é?

— Acho que sim… agora vou ter que sustentar essa história no hospital.

Ela riu.

— Espero não te causar problemas.

Carlisle sorriu, afastando uma mecha de cabelo de seu rosto.

— Venha.

Eles caminharam por horas.

Conversaram.

Riram.

E Carlisle continuava impressionado com o progresso dela.

— Você não para de me surpreender.

Saíram da cidade e chegaram a um campo aberto coberto de neve.

A paisagem era perfeita.

— É a primeira vez que vejo neve assim… — disse Esme, maravilhada. — Eu consigo ver cada detalhe…

Carlisle sorriu, envolvendo-a com os braços.

— Eu te amo.

— Eu te amo mais.

— Isso é impossível.

Ela discordou… e o beijou novamente.

Dessa vez…

Mais intenso.

O momento cresceu.

Se intensificou.

Carlisle a puxou para o chão coberto de neve.

Os beijos se aprofundaram.

Mais urgentes.

Mais reais.

Esme respondeu com a mesma intensidade.

Pela primeira vez…

Ela realmente desejava alguém.

Mas algo dentro dele…

Fez Carlisle parar.

Com esforço.

Ele se afastou.

Ajudou-a a se levantar.

— Me desculpa…

Esme abaixou o olhar.

— Tudo bem…

Mas não estava.

Ela queria mais.

— Eu sou sua esposa, lembra? — disse ela, tentando aliviar o clima.

Carlisle a olhou.

— Eu nunca quis apressar isso…

— Eu queria que você não tivesse parado — disse ela, rindo.

Carlisle sorriu.

— Eu também… mas quero fazer isso da maneira certa.

Ela o encarou.

— Eu quero me casar com você antes disso.

Silêncio.

Mas cheio de significado.

— Foi por isso que eu te trouxe aqui — disse ele.

Ela ficou confusa.

Ele riu.

— Não… não por isso…

Ele respirou fundo.

Pegou algo do bolso.

Ajoelhou-se.

Na neve.

— Esme Anne Platt… quero passar a eternidade ao seu lado.

Ele abriu a caixa.

— Quer se casar comigo?

Ela não conseguia falar.

Mas dentro dela…

Só havia uma resposta.

— Sim…

Ela riu, emocionada.

— Sim!

Carlisle sorriu.

Colocou o anel em seu dedo.

Ela o abraçou.

Forte.

Naquele momento…

Tudo fez sentido.

Toda dor.

Toda solidão.

Agora…

Eles estavam completos.

Um no outro.

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