localização atual: Novela Mágica Outras Amor Imortal: A Escolha de Carlisle Capítulo 16 — Um Propósito Para Viver

《Amor Imortal: A Escolha de Carlisle》Capítulo 16 — Um Propósito Para Viver

Algumas semanas se passaram, e Esme finalmente começou a sentir que tinha controle sobre o próprio corpo. Ainda estava se acostumando com a velocidade e a força que possuía, mas tudo aquilo já parecia mais real, menos assustador.

Carlisle a ensinava de maneiras quase divertidas, incentivando-a a testar seus limites — quebrando pedras, derrubando árvores. Ele queria que ela entendesse plenamente do que era capaz, e acreditava que a melhor forma de aprender era praticando.

Edward também era extremamente presente. Compartilhava com ela as dificuldades de sua própria transformação e falava constantemente sobre a bondade e generosidade de Carlisle, frequentemente referindo-se a ele como uma figura paterna.

Esme conseguia ver isso claramente. Com o passar do tempo, a ideia de que eles fossem “irmãos” desapareceu completamente, e ela passou a enxergar Carlisle exatamente como ele era: um mentor, um guia… alguém que naturalmente assumia esse papel.

Mesmo nos momentos em que estavam sozinhos, ela sentia o mesmo cuidado vindo dele. Carlisle era paciente, gentil, sempre dando exemplos de como agir, como usar suas habilidades, como manter o controle.

Esme aproveitava cada instante ao lado dele… e sentia uma leve decepção sempre que ele precisava sair para trabalhar no hospital.

Quando Carlisle estava fora, ela e Edward passavam horas juntos. E não demorou muito para que Edward começasse a vê-la como uma figura materna — algo que ele sequer sabia que sentia falta, até ela entrar em suas vidas.

O instinto maternal de Esme era natural. Ela organizava a casa, dobrava roupas, cuidava dos detalhes do dia a dia… exatamente como uma mãe faria.

Edward acolheu esse vínculo com facilidade. Sentia-se… completo.

E, ao mesmo tempo, percebia algo mais.

Desde o momento em que Esme despertou e viu Carlisle, seus pensamentos giravam ao redor dele — primeiro como uma admiração inocente, depois como algo mais profundo… mais intenso… quase inevitável.

Para Edward, era evidente: ela via Carlisle como alguém que a havia salvado… alguém único.

E Carlisle…

Também a via de forma diferente.

Edward sabia.

Via isso em seus pensamentos.

Nas últimas semanas, os sentimentos de Carlisle começaram a crescer ainda mais. Mas ele evitava agir. Não queria pressionar Esme. Não queria que ela se sentisse obrigada a corresponder.

Ele carregava até certo senso de culpa por aquilo.

Edward, porém, sabia a verdade.

Sabia que Esme sentia o mesmo.

E tinha certeza de que, mais cedo ou mais tarde… os dois não conseguiriam esconder isso.

Certa noite, os três estavam juntos na cozinha, conversando de forma leve.

Esme se levantou ao notar sujeira no chão e foi buscar uma vassoura.

Carlisle observou.

— Você não precisa fazer isso — disse com gentileza.

— É meu dever — respondeu ela sorrindo. — Eu sou a mulher.

Carlisle e Edward trocaram um olhar.

— Fui eu que sujei — disse Carlisle, levantando-se. — Eu limpo.

— Não precisa…

Mas ele já havia pegado a vassoura.

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Esme o observava, quase encantada, enquanto ele limpava o chão.

Quando terminou, ele guardou a vassoura e voltou.

— Obrigada — disse ela.

— Eu fiz a bagunça — respondeu ele, sorrindo. — Não é sua obrigação.

Ela abaixou o olhar, tímida.

— Acho que ainda estou acostumada com minha vida antiga…

O silêncio caiu entre eles.

Carlisle então sugeriu:

— Vamos caçar?

Esme levantou imediatamente.

Edward, porém, recusou.

— Vou ficar — disse, pegando um jornal. — Quero terminar de ler algumas coisas.

Carlisle assentiu.

— Tudo bem.

Ele olhou para Esme.

— Vamos?

Ela sorriu.

— Vamos.

Os dois saíram juntos para a floresta.

Não demorou para encontrarem uma pequena família de cervos perto de um riacho.

Esme observou Carlisle agir primeiro… e então seguiu seus próprios instintos.

Atacou.

Derrubou o animal.

Seus dentes encontraram o pescoço.

O sangue…

Quente.

Vivo.

Preenchendo tudo.

Por um momento…

Ela esqueceu de tudo.

Até dele.

Quando terminou, olhou ao redor… e ouviu a voz de Carlisle.

— Tudo bem?

Ela sorriu.

— Carlisle… obrigada.

Ele pareceu surpreso.

— Por quê?

— Por me tratar assim.

Carlisle não soube o que dizer.

— Eu nunca falei muito sobre minha vida… — continuou ela. — Mas depois que te conheci… tudo piorou.

Ele ouviu.

Atento.

— Eu queria ser professora — disse ela. — Mas meu pai não deixou. Achava que isso não era coisa para uma mulher.

Ela respirou fundo.

— Foi quando conheci Charles Evenson.

Carlisle percebeu a dor.

— Você não precisa falar disso…

— Eu preciso — disse ela. — Quero que você saiba tudo.

Ele assentiu.

— Eu me casei por causa dos meus pais… mas ele era horrível. Controlador… violento…

Carlisle fechou os olhos por um instante.

— Quando ele bebia… me machucava.

Raiva.

Silenciosa.

— O melhor dia da minha vida foi quando ele foi para a guerra…

Ela continuou.

— Depois ele voltou… e eu engravidei. Eu não queria que meu filho crescesse com ele… então fugi.

Carlisle sussurrou:

— Esme…

— Meu bebê morreu…

Silêncio.

Pesado.

— Foi por isso que eu pulei…

Carlisle não tinha palavras.

— Eu nunca conheci ninguém como você — disse ela, olhando para ele. — Você é… a pessoa mais boa que eu já conheci.

Ela sorriu.

— Edward é o segundo.

Carlisle tentou sorrir.

— É por isso que eu agradeço — disse ela. — Você me salvou.

Ela respirou fundo.

— Você é… um sonho para mim.

Carlisle não pensou.

Ele a puxou para um abraço.

Forte.

Verdadeiro.

Ela se agarrou a ele.

Como se nunca fosse soltar.

— Eu vivi trezentos anos… — disse ele. — E nunca conheci alguém como você.

Ela se apertou mais contra ele.

— Eu sinto que preciso te proteger… te cuidar…

Ela levantou o rosto.

— Eu fiz sua vida melhor?

— Mais do que você imagina.

Silêncio.

Mas não vazio.

Cheio.

Ele se afastou um pouco.

— Obrigado por não me julgar…

Ela olhou em seus olhos.

— Você é lindo… por dentro e por fora.

Carlisle tocou sua testa com os lábios.

E tudo…

Mudou.

Naquele instante, ele entendeu.

Seu propósito.

Era ela.

Todo o sofrimento.

Toda a solidão.

Tudo fazia sentido.

— Eu amo Esme… — pensou.

Eles caminharam de mãos dadas de volta.

Em silêncio.

Mas não sozinhos.

E, pela primeira vez…

Carlisle não estava apenas existindo.

Ele estava vivendo.

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