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《Amor Imortal: A Escolha de Carlisle》Capítulo 15 — O Despertar

Carlisle sentiu uma mistura intensa de emoções ao ouvir seu nome nos lábios dela. O simples fato de Esme se lembrar dele fazia com que cada dificuldade que havia enfrentado ao longo de sua vida parecesse, de alguma forma, ter valido a pena. Ele havia pensado nela algumas vezes desde o encontro que tiveram anos antes, mas agora… ao vê-la diante de si, sentia algo que não conseguia explicar.

— Eu estou no céu? — perguntou Esme, levando as mãos ao rosto, surpresa com a sensação estranha da própria pele.

Carlisle balançou a cabeça.

— Não… não exatamente.

Uma onda de culpa o atravessou. Ele sabia que teria que contar a verdade — dizer àquela mulher o que havia feito com ela.

Por um instante, porém, Esme sorriu. Observou as mãos, os braços, como Edward fizera antes, e hesitou antes de tentar se levantar.

— Pode ficar tranquila — disse Carlisle. — Você pode se levantar… só tenha cuidado…

Mas Esme já estava de pé.

O movimento foi rápido demais. Ela arrancou as cobertas sem perceber e, antes que pudesse entender o que estava acontecendo, já estava em pé.

Edward riu.

Carlisle lançou um olhar leve de reprovação.

— Desculpa — disse Edward. — Eu só… lembro de quando passei por isso.

— Tem certeza de que isso não é o céu? — perguntou Esme novamente, ainda sorrindo. — Como eu cheguei aqui? A última coisa que lembro…

Ela parou.

A lembrança voltou.

E com ela…

A dor.

Carlisle percebeu imediatamente.

— Esme… eu estava no hospital aqui em Ashland — explicou. — Dois dias atrás, me chamaram para tentar salvá-la. Disseram que você tinha sofrido um acidente.

Ela ergueu os olhos.

Vergonha.

Carlisle viu.

— Você estava à beira da morte. Nenhum tratamento poderia salvá-la.

Ele hesitou.

Esme percebeu.

— Eu senti como se estivesse pegando fogo… — disse ela. — Era por causa do acidente?

Carlisle olhou brevemente para Edward.

— Não.

O medo apareceu.

— Eu passei pelo inferno?

— Não — respondeu rapidamente. — Você ainda está aqui. Ainda está na Terra.

Mas ela não entendia.

— Como isso é possível? Eu… eu pulei de um penhasco… não tem como eu ter sobrevivido…

Carlisle respirou fundo.

Edward então interveio:

— Existe uma forma.

Esme olhou entre os dois.

— Você sente uma queimação na garganta? — perguntou Carlisle.

Ela parou.

Sentiu.

Sim.

Era forte.

Inconfundível.

— Sim… o que é isso?

— É sede — disse Carlisle.

— Sede?

— Nós sentimos isso também — acrescentou Edward.

— Fica mais fácil com o tempo.

Carlisle fez um gesto.

— Este é Edward.

— Carlisle… — disse ela, antes que ele terminasse.

Edward sorriu.

— Vocês são irmãos?

— Eu sou sobrinho dele… — respondeu Edward — ou pelo menos é o que dizemos.

Carlisle voltou ao ponto:

— Essa sede…

Esme levou as mãos ao pescoço.

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— Tem como fazer isso parar?

— Temporariamente — respondeu Carlisle.

— Então… é para sempre?

— Ela nunca desaparece totalmente — explicou Edward. — Mas melhora depois que você caça.

Esme riu.

— Caçar? Eu?

Edward riu também.

Ela percebeu o erro.

— Eu posso aprender…

Carlisle sorriu.

Mas o sorriso desapareceu.

E isso a atingiu.

Ele tem um sorriso perfeito, pensou.

— Caçar é diferente para nós — disse Carlisle.

— Como?

Edward respondeu:

— Usamos as mãos… e os dentes.

Ela riu.

Mas viu que Carlisle estava sério.

A sede aumentou.

— Eu não entendo…

Carlisle finalmente disse:

— Você sente sede de sangue.

Silêncio.

— Esme… eu sinto muito. Você estava morrendo… e era a única forma de salvá-la.

Ela olhou para ele.

Sentiu a dor em sua voz.

— Você vai precisar de sangue para viver — disse Edward.

Esme absorveu.

Lentamente.

— Sangue…

Histórias vieram à sua mente.

Monstros.

Lendas.

Vampiros.

Ela olhou para si mesma.

Sua pele.

Seu corpo.

Perfeito.

Diferente.

— O que eu sou?

Edward respondeu:

— Você já pensou nisso.

— Bruxa?

— A próxima palavra.

Ela hesitou.

— Vampira?

Carlisle assentiu.

Ela não conseguiu rir.

Porque sabia.

Era verdade.

— Vocês matam pessoas? — pensou.

Carlisle respondeu antes que ela perguntasse:

— Não. Nós nos alimentamos de animais.

Alívio.

Imediato.

— Esme… me desculpe. Você merecia escolher.

Ela olhou para ele.

E viu sinceridade.

Cuidado.

Algo mais.

— Está tudo bem…

Carlisle tentou responder.

Mas ela continuou:

— Carlisle…

Ela respirou fundo.

Ou tentou.

Confusão.

— Nós não precisamos respirar — disse Edward.

— Como você faz isso? — perguntou ela.

— Eu leio mentes.

Edward demonstrou.

Números.

Precisos.

Reais.

Esme ficou impressionada.

Mas então…

Percebeu.

Ele sabia.

Sobre Carlisle.

Sobre o que ela sentia.

Ela evitou olhar para Edward.

Mas viu o leve sorriso dele.

Carlisle perguntou:

— Você tem perguntas?

— Muitas… — disse ela sorrindo.

Carlisle então explicou tudo.

A vida.

A caça.

A eternidade.

Esme absorveu tudo.

Fascinada.

Assustada.

Mas… curiosa.

Quando soube que Carlisle vivia há quase trezentos anos…

Ficou em silêncio.

E então pensou:

Será que posso ficar com ele para sempre?

— Sim — disse Edward.

Ela olhou para ele.

Depois para Carlisle.

— Sério?

Edward assentiu.

Carlisle ficou confuso.

— Eu explico depois — disse Edward.

Esme ficou nervosa.

Não queria que Carlisle soubesse tudo.

Mas Edward parecia tranquilo.

— Nós vamos viver para sempre? — perguntou ela.

— Sim — respondeu Carlisle.

— Podemos morrer?

— Só por outro como nós… ou fogo.

— Conte a ela sobre os Volturi — disse Edward.

Carlisle assentiu.

— Depois. Primeiro… você precisa caçar.

Esme concordou.

Os três saíram em direção à floresta.

Carlisle parou.

— Fique aqui.

Ele sorriu.

E ela sentiu algo.

Profundo.

— Venha até mim — disse ele, já à distância.

Edward sussurrou:

— Você também pode fazer isso.

Esme correu.

E, em um instante…

Estava ao lado dele.

Riu.

— Isso é incrível.

Carlisle sorriu.

Edward se juntou a eles.

— Vamos — disse Carlisle.

— Hora de aprender a caçar.

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