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《Amor Imortal: A Escolha de Carlisle》Capítulo 14 — Um Novo Começo em Ashland

As semanas passaram rapidamente desde que Carlisle e Edward decidiram deixar Illinois. O tempo que restava foi preenchido por despedidas silenciosas, preparativos discretos e momentos de reflexão que ambos guardavam para si.

Carlisle manteve sua rotina no hospital até o último dia, garantindo que sua saída não causasse impacto aos colegas. Sua reputação já estava consolidada, e sua ausência seria sentida — mas nunca compreendida.

Edward, por outro lado, utilizou aqueles dias finais de maneira diferente. Caminhou pelas ruas onde havia vivido como humano, revisitou lugares que ainda carregavam fragmentos de sua antiga vida e observou tudo com um olhar diferente… mais distante, mais consciente.

Havia dor.

Mas também havia aceitação.

Quando retornou para casa naquela última noite, Carlisle percebeu imediatamente que algo havia mudado em Edward.

— Está pronto? — perguntou.

Edward assentiu lentamente.

— Acho que sim.

Não era apenas sobre partir.

Era sobre deixar para trás quem ele havia sido.

A viagem até Wisconsin foi rápida.

Para dois seres que não precisavam descansar, o tempo parecia irrelevante. Eles se moviam pela noite, atravessando florestas, campos e pequenas cidades sem serem notados.

Durante o trajeto, Carlisle explicou mais uma vez a importância da discrição. Reforçou detalhes sobre comportamento humano, interações sociais e os cuidados necessários para manter sua identidade segura.

Edward ouvia atentamente.

Aprendia rápido.

Muito rápido.

Ashland era exatamente como Carlisle se lembrava.

Pequena.

Silenciosa.

Cercada por natureza.

Perfeita.

A cidade parecia esquecida pelo tempo, com ruas tranquilas e um ritmo de vida muito mais lento do que qualquer grande centro.

— Vai funcionar — disse Carlisle, observando o ambiente.

Edward concordou.

Havia algo reconfortante naquele lugar.

Algo…

Seguro.

Nos primeiros dias, estabeleceram sua nova identidade.

Carlisle se apresentou como médico recém-chegado, e Edward como seu sobrinho. A história era simples, plausível… e suficiente.

A recepção foi positiva.

Em cidades pequenas, rostos novos despertavam curiosidade — mas também hospitalidade.

Carlisle logo conseguiu uma posição no hospital local.

Edward, por sua vez, começou a frequentar a escola.

Foi ali que um novo desafio começou.

Conviver diariamente com humanos.

Sentir o cheiro constante de sangue.

Ouvir batimentos cardíacos.

E, ainda assim…

Não ceder.

No primeiro dia de aula, Edward percebeu imediatamente o quão difícil aquilo seria.

As vozes.

Os pensamentos.

Tudo ao mesmo tempo.

Sua habilidade não podia ser desligada.

Era como se estivesse preso dentro da mente de todos ao seu redor.

Carlisle havia avisado.

Mas viver aquilo…

Era diferente.

Ainda assim, Edward resistiu.

Lembrou-se das palavras de Carlisle.

Controle.

Sempre controle.

Carlisle, por sua vez, observava à distância.

Orgulhoso.

Mas atento.

Sabia que qualquer erro poderia custar tudo.

As semanas se transformaram em meses.

E, pouco a pouco…

Eles se adaptaram.

Edward começou a se mover com mais naturalidade entre os humanos. Aprendeu a filtrar os pensamentos ao seu redor, focando apenas no necessário.

Carlisle encontrou novamente equilíbrio na medicina.

Salvar vidas…

Era sua redenção.

Juntos, eles construíam algo novo.

Algo que nenhum dos dois havia imaginado possível.

Uma família.

Mesmo que incompleta.

Mesmo que… diferente.

Certa noite, enquanto caminhavam pela floresta após uma caçada, Edward quebrou o silêncio:

— Você acha que isso é suficiente?

Carlisle olhou para ele.

— O quê?

— Essa vida… nós dois… isso é tudo?

Carlisle refletiu por um momento.

— Por enquanto… sim.

Edward assentiu.

Mas havia algo em seu olhar.

Algo que indicava…

Que aquela história ainda estava longe de terminar.

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