localização atual: Novela Mágica Outras Amor Imortal: A Escolha de Carlisle Capítulo 13 — Talentos

《Amor Imortal: A Escolha de Carlisle》Capítulo 13 — Talentos

Não demorou muito para que Carlisle e Edward criassem um forte vínculo. As conversas entre eles fluíam com naturalidade, e isso ajudava Edward a se adaptar à sua nova existência eterna.

Carlisle contou a Edward sobre suas viagens e sobre a vida que levava antes de chegar a Chicago. Falou sobre os Volturi, mencionou brevemente suas origens e explicou como havia escolhido seguir o caminho da medicina.

Também compartilhou tudo aquilo que gostaria de ter sabido quando foi transformado. Explicou que Edward não dormiria mais, que permaneceria para sempre naquele estado, que comida humana não teria mais qualquer apelo e que sua pele brilharia sob a luz do sol.

Edward permaneceu cético no início, mas sua confiança em Carlisle cresceu rapidamente. Aos poucos, passou a se abrir sobre sua vida humana, especialmente sobre o vínculo que tinha com sua mãe. Revelou que tinha apenas dezessete anos e três meses quando foi transformado.

Os dois compartilhavam valores morais muito semelhantes, o que fortaleceu ainda mais a conexão entre eles. Edward admirava profundamente a força de vontade de Carlisle, e, diante da dificuldade de controlar a própria sede, passou a respeitá-lo ainda mais por ter resistido durante séculos.

— Quem é Esme Platt? — perguntou Edward de repente.

Carlisle, sentado à mesa da cozinha ouvindo rádio, ficou surpreso.

— O quê? Eu… mencionei esse nome?

— Não — respondeu Edward. — Você não disse nada.

— Você a conhecia?

Edward o encarou.

— Pense em um número.

— O quê?

— Só pense. Não diga em voz alta.

Carlisle, confuso, fez o que ele pediu.

— Trinta e oito.

Carlisle arregalou os olhos.

Então começou a pensar em outros números.

— Doze… noventa e nove… vinte e três… quatro… dois…

Carlisle sorriu, finalmente entendendo.

— Você… consegue ler minha mente?

Edward riu, exibindo o primeiro sorriso verdadeiro desde sua transformação.

— Acho que sim.

Carlisle continuou sorrindo, aliviado ao vê-lo bem.

— Como você faz isso?

— Eu não sei — respondeu Edward. — Eu pensei que você tivesse dito algo, mas depois percebi que não. Quando falei o nome dela e vi sua reação… tive certeza.

Carlisle desviou o pensamento por um instante, tentando não reviver aquela lembrança.

— Ela foi sua paciente — disse Edward. — Em Ohio.

— Foi.

Edward se recostou na cadeira.

— Você disse que alguns vampiros têm habilidades especiais…

Carlisle assentiu.

— O líder dos Volturi pode ler pensamentos através do toque. Jane causa dor. Alec pode tirar todos os sentidos. Marcus enxerga a natureza dos relacionamentos.

— Interessante…

Carlisle não comentou mais.

— Por que você saiu de lá?

— Diferenças morais — respondeu. — Eu não matava… mas também não impedia. E isso não era suficiente para mim.

Edward assentiu.

— Existem outros como nós?

Carlisle sorriu.

— Você quer dizer… que se alimentam de animais?

— Sim.

— Nunca encontrei nenhum.

Edward pensou por um momento.

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— Deve ser difícil…

— É — disse Carlisle. — Por isso quero manter você longe das pessoas por um tempo.

Edward olhou para o chão.

— E se eu perder o controle?

Carlisle deu de ombros.

— Então nós iremos embora. Começamos de novo.

— Só isso?

— O que você esperava?

Edward hesitou.

— Eu sinto que… se alguém passasse por aqui agora… eu não conseguiria me controlar.

Carlisle assentiu.

— Eu também senti isso. É uma luta constante.

— E para que fomos feitos?

Carlisle respondeu, direto:

— Para matar.

O silêncio se instalou.

— Mas isso não significa que precisamos matar humanos — continuou. — Você vai aprender a resistir.

Edward absorveu aquelas palavras.

Ele confiava em Carlisle.

Via, em sua mente, que ele era exatamente o que dizia ser.

Um homem bom.

E queria seguir o mesmo caminho.

Carlisle, por sua vez, pensava nas habilidades de Edward.

— Eu também me pergunto… — disse Edward.

— O quê?

— Se isso funciona com humanos… ou só com vampiros.

Carlisle riu.

— Vou ter que me acostumar com isso.

Edward sorriu.

— Eu também. E… desculpa se parece invasivo.

— Não me incomoda — respondeu Carlisle. — Só espero que você também não se incomode.

Os dois riram.

Carlisle aumentou o volume do rádio. Um jogo de beisebol ecoava pela casa.

O tempo passou.

E, com ele…

A amizade cresceu.

Edward ainda lutava contra a sede, mas começava a aceitar quem havia se tornado.

Ele via Carlisle como um guia.

Quase como um pai.

E Carlisle…

Finalmente não estava mais sozinho.

Edward preenchia um vazio que existia há séculos.

E, para Carlisle, ver Edward aceitar a dieta de animais era uma conquista tão grande quanto salvar uma vida.

Durante alguns anos, permaneceram em Illinois.

Até que…

Carlisle decidiu.

Era hora de partir.

Quando voltou do hospital, Edward já sabia.

— Vamos nos mudar.

Carlisle sorriu.

— Eu ia falar com você sobre isso.

Explicou novamente a necessidade de mudar de cidade com o tempo.

— Você está pronto — disse.

Edward olhou ao redor.

— Vou sentir falta daqui.

Mas aceitou.

Sem resistência.

Carlisle pegou um mapa.

— Pensei nesses lugares…

Edward analisou.

— Wisconsin?

— Sim. Uma cidade pequena… Ashland.

Edward assentiu.

— Parece bom.

Carlisle sorriu.

— Precisamos de uma história. Podemos dizer que você é meu sobrinho.

Edward riu.

— Nossos olhos combinam.

— Por enquanto… isso basta.

— Quando vamos?

— Em duas ou três semanas.

Edward assentiu.

— Antes disso… quero visitar meu antigo bairro.

Carlisle compreendeu.

— Vá.

Edward respirou fundo.

— Obrigado.

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